Mostrando postagens com marcador desafio dos 12. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desafio dos 12. Mostrar todas as postagens

Destinatário: ao que já não me serve mais


Dezembro: uma carta de despedida



Listinha do "vai com Deus":

01. Apego (não é amor);
02. Insegurança;
03. Baixa auto-estima;
04. Medo (de vestir o que quero, de ser mais espontânea...);
05. Falsos amigos (xô!);
06. Óculos pra ver o mundo com cor de rosa (deixar de ser trouxa);
07. Relações que não me acrescentam (indignas/abusivas/tóxicas);
08. Complexo de super-herói (sobreviver já é bem difícil, imagina salvar os outros);
09. Sedentarismo;
10. Solterice (dessa vez quero me amarrar em alguém, hmmm);
11. Falta de respeito próprio;
12. Ansiedade;
13. Culpa;
14. Ficar tempo demais dentro de casa (diz que o que é bonito tem que ser visto, então né...);
15. Ser regida demais por meus sentimentos (fico bem loooka, menine);
16. 2016 (é..., tchau).

Ana Débora, com carinho e gratidão

Destinatário: nós, os sequestradores de mágoas


Novembro: uma carta de perdão

Libertação em caso único e exclusivo, com o perdão.
Recompensa: sua felicidade de volta.

Me veio em mente uma teoria nova. Talvez as crianças sejam mais felizes não por não terem obrigações (o que não é exatamente uma verdade), mas sim, por não guardarem o que lhes causou alguma dor (na grande maioria das vezes).

Quem é que não sabe que com criança algo dói, ela reage a aquilo, fica chateada por um tempo e depois passa? A visa segue, geralmente ela vai brincar ou fazer algo que a divirta. E não é pra esquecer a dor, é por ela já ter sido esquecida. E ela não tem medo de tentar novamente, pois ela escolheu ser livre. E vai atrás, sem expectativas. Sem pensar em como pode ser. Ela escolheu perdoar e deixar ir. Criança não é apegada a essas coisas. A gente que ensina a elas a se apegar, pois quando adultos, somos medrosos. Assim, a felicidade se aconchega com mais facilidade quando somos crianças e ainda não desaprendemos o básico para se viver de forma saudável. Afinal o novo só chega quando tem espaço, né? E quando a gente não tem medo dele.

Mas passando da infância, a gente chega na adolescência e os nossos nervos estão à flor da pele, a gente quer descobrir quem a gente é e não o que dizem o que a gente é ou deveríamos ser. A gente quer experimentar e é ai que as coisas começam a se complicar. A gente descobre a hipocrisia que nos foi imposta e é difícil não se rebelar, nem que seja um pouco, contra isso.

E assim, esse dom de perdoar entra na maioria das vezes, numa escassez que demora para voltar ou que quase nunca volta por completo. Aquelas mágoas que a gente deixou de lado na infância, começaram a serem revistas e suspendemos alguns perdões. A paz deixa de reinar. O passado começa a pesar, pois trancamos as piores partes dele dentro da gente (nos maltratamos tanto, né?). Além do que a gente começa a acumular dentro da própria adolescência e assim, não há felicidade. Pois não há paz nem calma para buscar por felicidade. Acumulando coisas ruins do passado, o novo não tem espaço para chegar. E assim, tudo para.

É normal. Quem não passa por isso? A gente ainda não tem maturidade e certas coisas são impostas mesmo e só estamos começando a buscar alternativas diferentes agora. Mas o fato é que, creio que nossa vida passa a nos pesar tanto, pois temos todo esse apego com as nossas dores. A gente sempre se apega ao que fizeram de ruim conosco e isso algumas vezes, acaba pesando mais do que a gente imagina. E pesa, viu?

Quando a gente chega na fase adulta, a gente vai acumulando ainda mais, ficando cansado, ficando decepcionado, nos pegamos em situações inimagináveis até então. E quanto mais a gente fica preso nisso, mais a gente vai se embolando... Por isso eu acredito que a diferença entre a leveza da criança e o engessamento dos adultos, nem tem haver com obrigações. Tem haver com perdão. Tem haver com desapego. Tem haver com deixar fluir. O novo só vem quando o mais velho se vai. E nós vamos desaprendendo isso com o tempo, ficando cada vez mais duros, enferrujados, doídos. Cada vez mais presos e com menos mobilidade. Óbvio que assim, não vai facilitar em nada nossa vida. Pelo contrário: fica mais difícil. O ombro pesa, o coração pesa, o olhar cai. Não facilitamos em nada na nossa vida.

Nós sequestramos o que passamos de ruim e guardamos dentro de nós. Nos fazemos de lixos emocionais de nós mesmos. E nós não deixamos cair no esquecimento. Tem vezes que queremos até dar o troco, de tanto que aquilo já enraizou em nós. Só que isso não traz a nossa paz de volta, talvez acabe nos atormentando ainda mais. Tão diferente de quando éramos crianças, né? A gente brigava, chamava o outro de burro, o outro nos chamava de lesma, a briga chegava no ponto máximo e depois de um tempo estava tudo bem. Qual o peso para se levar disso? Nenhum.

Olha, humano. Eu sei que ai há mágoas. Há rancores. Há um passado com amarguras. Foram coisas que aconteceram e você guardou ai, no seu peito. Mas deixa eu te contar o que eu vejo. Seu sequestrador... é você. Seu libertador... é você também. Por incrível que pareça. Ainda que pareça a salvação ter vindo de outro lugar, ela na verdade, sempre vem de você. Não foi o remédio, não foi a missa. Não foi o médico, não foi o padre. Foi você. Com esse passado só a gente pra lidar. Com ajuda sim, caso se faça necessário. Mas quem decide é quem sequestrou a mágoa: você. Se o cativeiro é seu, a chave também é sua.

Se permita o perdão. Se permita deixar de ser cativeiro, sequestrador e refém de si mesmo e tudo isso numa equação só. A vida pode ser mais leve. A vida pode ser mais fácil. Basta aprender a lidar melhor com o que te aconteceu. Basta reaprender a habilidade que na verdade, nasceu com você. E ela ainda está ai, encontre-a.

Ana Débora, com carinho e gratidão

Destinatário: minha própria pele


Outubro: uma carta à sua melhor amiga / ao seu melhor amigo

Você me deu um nome. Me chamava de "lado bicho" e dizia temer o que eu era. Você ainda não tinha percebido, que eu era você, também. Você não percebeu que ao me temer, você temia aquilo de mais profundo que você era. Você não percebia, que era o que eles queriam. Fazer você me dar as costas seria o mesmo que silenciar e calar você. Me colocando em esquecimento, seria possível te colocar numa jaula na qual te fizeram acreditar que você não tinha sequer a chave. Mas você a tinha, pois eu a tinha. E para se libertar, você só precisava voltar a olhar pra mim. Feito isso: livre. Já que eu nunca saí do seu lado. Eu sempre estive aqui. Somos um só. Lado homem, lado bicho.

Então olá, querida amiga. A quanto tempo que eu não vinha aqui? A quanto tempo eu não te vi analisar os motivos dos outros e a vendo esquecer os nossos próprios motivos? Por quanto tempo limpou a bagunça dos outros ao ponto de deixar acumular a nossa própria sujeira? Você nos separou, nos deixou sozinha em lados opostos. Separou o que foi feito para ser unido, mas eu nunca deixei de esperar. 

E eu via você, ai. Entre lobos em peles de cordeiros e cordeiros tão perdidos quanto você sem mim. Você se perguntava tantas vezes aonde você tinha ido parar, quando essa parte essencial de você só estava longe pois assim você queria. Eu queria que nesses momentos, você dissesse que não me temia. Mas na verdade eu só tinha desespero e choros longos como resposta. Eu temia dolorosamente por você. Eu temia por nós. Mas seu lado homem precisava passar por isso. A gente sabe que, mesmo sabendo mais coisas hoje, provavelmente faríamos as mesmas escolhas novamente. 

Você se perdeu, enquanto me procurava. Pois só ia me procurar nos lugares errados. Você se perguntava por onde eu andava, só que eu não andava para lugar nenhum, era você que me ignorava. Estava de costas pra mim. Precisava mudar de percepção. Precisava parar de ter medo de mim. Precisava parar de ter medo de você mesma. Precisava entender que o que mais te machucava não eram os outros, mas (a falta de) você mesma. Como Nomi disse, a maior violência parte de nós mesmos. Não dos outros. Eu a vi se violentar. Ignorando um lado teu, o lado mais profundo, a sua essência. Tem mal maior que esse? Não se ouvir? Se abandonar? Aprendemos a lição, sabemos que não. 

Você achou que eram as pessoas, mas depois percebeu que era você. Você não é mais uma criança que não sabe lidar com as coisas. Não. Você já é bem grandinha, já tem o que é necessário para lidar com os atropelos da vida. E hoje você vê, quanto mal se fez. Não olhando pra si. Cometendo o maior pecado, talvez o único. Mas não há condenação de fato, aqui. Somos uma só. Não era fácil pra mim te ver sofrendo quando eu sabia que a solução seria tão fácil. Era só olhar pra dentro. Você estava lá o tempo todo, só precisava prestar atenção para ver que você nunca tinha ido a lugar algum. Eu sempre estive aqui, esperando você voltar. Nós, na mesma pele. No mesmo barco. Na mesma sina. Dois lados de uma moeda só. Dois lados de um ser só. 

Ana Débora, com carinho e gratidão

Destinatário: o lugar mais doce da minha alma tão humana

é fofo a ideia de escrever para os sonhos, mas na realidade, é um exercício bem profundo: recomendo

Ei, sonhos. Eu sei que vocês estão meio abandonados. Há meio que uma nuvem cinza e nebulosa passando por vocês agora. Eu vos escrevo sem ao menos saber quem vocês são. Eu não sei se os sonhos nos conhecem, se vocês possuem anseios de deixarem de serem sonhos para se tornarem reais ou não. Será que torcem por nós, caso saibam a quem pertencem?

É engraçado, eu nem sei quem vocês são no momento e ainda assim, espero que de alguma forma, vocês saibam que são  meus. Espero que saibam que eu passo uma boa parte da minha vida, me dedicando a vocês. Que eu anseio ao menos, em trazer-lhes para o plano real. Cada um de vocês. E não achem que é fácil para nós deixar de um de vocês para trás ou pior, quando ao tentar torná-los reais, mas no meio do caminho, algo acaba não dando tão certo. 

Eu acabo me apegando a vocês, pois os rego a cada dia. Os encho de amor, atenção e esperança. Tem vezes, eu sei, que eu acabo os deixando até que de lado, tem vezes que me dá vontade de fazer como muitos fizeram e largar tudo por vocês, mas depois volto para a realidade mais confortável. Isso não quer dizer que importem menos para mim. Eu só não sou tão corajosa. Mas vocês sem dúvidas são, uma das coisas mais queridas por mim. E bem, sonhos meus... Ainda que vocês acabem algumas vezes escondidos, esquecidos e empoeirados em algum lugar escuro, nunca se sabe quando a luz voltará sobre vocês novamente. Pois quando a vida não fica fácil pra mim, o que muitas vezes acaba sendo a minha luz, o meu sustento, são vocês.

Sonhos. O lugar mais doce da minha alma tão humana. Onde eu sou quem eu quero ser, sem medo. Onde desejo com toda a bondade em meu coração. Onde posso voar tão alto sem pensar no medo de cair. Onde posso ser tão sentimental e intensa. Onde posso conquistar até o mundo e a mim mesma.

Ana Lua, com carinho e gratidão
foi meu eu lírico que escreveu, não eu

Destinatário: o reflexo dos meus olhos no espelho



Ps.: Ficou meio sem pé nem cabeça. hahaha Interpretei a minha maneira e na verdade contei umas histórias relacionadas ao meu reflexo no espelho. Só que com foco nos olhos, que são as minhas favoritas. ♡

Eu poderia falar de como o outro é um reflexo nosso, mas dessa vez vou focar em nosso principal reflexo: nós mesmos. Melhor, eu vou focar em meu próprio reflexo. O que nem é um desafio pra mim, que estou quase sempre me revirando, me colocando do avesso, me colocando de cabeça pra baixo, me jogando em meu próprio precipício. Eu já fiz isso até beirar a exaustão. Eu já encarei meus próprios olhos ao ponto de querer sumir. Aqui é um território seguro pra mim. É um território que eu entendo. Meus olhos são antigos amigos meu.

Não é de hoje que eu me persigo, que sou minha maior loucura, minha maior obsessão. Há um texto em que eu digo que já me persegui tanto, que desisti da perseguição. Sempre tentando me encontrar, mas aonde eu me perdi? Eu realmente me perdi? Não. Eu sempre estive aqui. Eu só não silenciava o suficiente para ouvir pois eu dava mais vozes aos outros. Eu achava que tinha que procurar o que já estava em mim (mas eu ainda não sabia) e estava o tempo todo diante dos meus próprios olhos quando eu me olhava em frente ao espelho. Eu não publiquei em lugar algum a minha agonia em me encontrar. Mas óbvio que eu não encontrava, é impossível achar algo que nunca foi perdido. Mas isso aconteceu mesmo. Eu parei de me perseguir. Parei de me perseguir tem anos, mas só lembrei de onde eu sempre estive recentemente. E caiu a ficha mesmo, quando comecei a escrever o texto. É diferente aceitar algo na mente e no coração. É totalmente diferente. Só quem realmente ainda se sente sabe o que significa isso, pois não, hoje em dia nem todo mundo sabe. Tá todo mundo meio robotizado, as pessoas não sabem quem elas são. 

Recentemente eu venho querendo parar de me lapidar espiritualmente, pois já estava indo parar num caminho não saudável. Se curar o outro nos fere, isso não é o que buscamos. Ninguém quer sacrifícios por aqui. Não numa espiritualidade saudável. Há religiões que adoram o sacrifício, em geral, a nossa sociedade adora um sacrifício. Mas não na espiritualidade. Não na espiritualidade que eu vivencio. E os olhos que eu tanto vi nesse espelho, eu já o vi passar por tantos estágios... Eu vi o ódio nele poucas vezes, mas em muitas eu vi tanto o amor quanto a dor. Ambas você sentiu bastante. E os teus olhos que te diziam, por isso são velhos amigos. Não haviam mentiras, era pautado na verdade. Eu. O espelho. Meus olhos (meus velhos amigos).  


Eu começava a alimentar um ódio enorme dentro de mim, até que um acesso de raiva eu acabei sem querer me deparando com o espelho. Foi um susto. Eu não parecia eu mesma. Meu rosto estava contorcido, vermelho, agonizando. Eu me agonizava querendo que o outro sentisse o que eu sentia. E olhando naquele espelho e vendo meus velhos amigos, eles me diziam: veja, essa não é você. E eu senti uma decepção tão grande em relação a mim mesma que cai ainda mais nos prantos, dizendo que não queria aquele ódio em mim. E realmente tratei de não ter. Senti muita raiva outras vezes? Senti. Mas meus velhos amigos voltavam a aquele dia e eu relembrava "aquela não era eu" e sempre fui cuidando disso. Graças aos meus velhos amigos, ao ódio ou a raiva por muito tempo, acabo por não sucumbir. 

Graças aos meus olhos eu sei quando uma tristeza me acerta de fato no peito. Uma vez uma garota me disse, em 2008, que a coisa mais linda em meus olhos eram o brilho deles. Eu fiquei tão feliz que você não tem ideia. Aquilo me marcou de uma forma que até hoje eu analiso o brilho dos meus olhos no reflexo do espelho. É o brilho em meu olhar que me diz o quanto algo mexeu comigo... Na última época em que fiquei péssima e relatei aqui no blog, o brilho havia sumido por um longo tempo. Passei provavelmente, por volta de um ano, sem brilho algum nos olhos e com uma agonia terrível na alma. E eu acabava sempre esperando o momento em que o brilho voltaria. Até que um dia, ele foi voltando, meio tímido. E depois quando nem estava mais tão ligada nisso, reparei que havia voltado de vez. As estrelas haviam voltado a brilhar em meus olhos. A esperança havia voltado a habitar em mim. A tormenta, havia passado.


A verdade é que, no fim das contas, os olhos não mentem mesmo. Eles são sim, reflexos da alma. A gente que na correria não consegue ler. Ou talvez não tenhamos aprendido a entender a alma. Andamos tão superficiais. Não acredite em sorrisos, não acredite em palavras, mas acredite na forma que alguém olha pra você. Vá no espelho e veja o reflexo dos seus olhos: como eles estão? E mais: de que forma você olha pra você? Nosso olhar diz tanto sobre nós e muitas vezes ele é a última coisa que queremos ver o reflexo deles no espelho. O olhar de alguém é o resumo claro de quem ela é. Mas não é olhar e julgar, é olhar e viajar no ser dela. Viajar em quem ela é.

Mas comece viajando por você, no seu reflexo no espelho. Sem julgamentos, sem culpa, sem pressa. Apenas você e você. Não um confronto, não um desafio. Mas uma conciliação, um passeio. Seu olhar, um lugar só seu. Tão único, como Deus ou a biologia lhe fez. 

Destinatário: a revolução começa em você


Julho: uma carta de revolução

Dizem que é um tempo difícil para os sonhadores, talvez por nunca ter sido fácil sonhar tanto. Depende por qual lado você resolver ver as coisas. Há quem acredite que o mundo nunca esteve tão perdido, mas há os que sabem que nunca ouve um despertar tão grande. O horror vem disso: do despertar. A gente não é mais indiferente ao que é assustador, ao que não é aceitável. E mudar, não costuma ser fácil. Despertar, nascer de fato, óbvio que também não seria.

Aos 13 eu descobri que difícil mesmo é encarar nossos próprios olhos, nossa própria sombra. É fácil condenar o outro. Difícil é admitir quem a gente realmente é de frente ao espelho. É difícil encarar o que os nossos olhos transmitem. São tempos em que reclamamos que ninguém olha para o outro, mas digo, isso é sintoma de algo mais grave: as pessoas não olham para elas mesmas. É algo que mais do que a psicologia, a filosofia e a sociologia explicam.

O ser humano se acha sim, o centro do Universo, o certo, o que deve ser seguido. O ego nos guia nesse mundo em que nos ensina a estar em conflito o tempo todo. E por mais que todo mundo se magoe, poucos param para questionar. Quantas vezes não nos sentimos mais magoados com algo ruim que dissemos a alguém que amamos do que ouvir algo ruim da mesma pessoa? Já parou para pensar no motivo?

Geralmente a gente não sabe responder, pois a gente não se conhece tão bem. Mas é que não suportamos magoar o outro, a gente quer amar, não ferir. A gente quer cuidar. A gente quer paz, não guerra. A gente quer riso, não choro. Por qual motivo não temos isso? Pois para ser possível fazer tudo isso, temos começar primeiro com nós mesmos. Não importa em quê, a revolução, a mudança, ela sempre começa em nós mesmos. Nós inspiramos através de palavras, mas nada inspira mais do que ações, posturas. E isso começa de nós para nós mesmos.

A forma como tratamos o outro acaba sendo o reflexo de como tratamos nos tratamos e nos sentimos em relação a nós mesmos. Por isso que eu acabei colocando essa frase em um post, depois fui a repetindo algumas vezes e até coloquei no layout do blog "escute você. cuide de você. ame você". Quando a gente se escuta, se cuida e se ama e verdadeiramente, com boas intenções, sem egoísmo e por amor, a gente começa a tratar o outro assim também. Se há crises nos relacionamentos atuais (e realmente há), é por haver entre o ser humano com seu próprio íntimo. Não há como você se conectar com o outro quando sequer há conexão com você mesmo. Não dá para pular direto para outro nível quando ainda não aprendemos o anterior. Algo vai acabar não se encaixando. Algo não vai acabar dando certo.

Por isso que pra mim, a revolução é do indivíduo para o coletivo. Não é o todo que irá modificar o indivíduo, mas cada indivíduo começará a mudar o coletivo. Por isso que a mudança que você quer ver no mundo, deve começar por você. O que você quer dos outros, deves possuir antes. Não é justo cobrar e esperar dos outros aquilo que nem a gente tem. Quando pedimos "mais amor ao mundo", devemos primeiro cultivar esse amor em nós. O amor pode ser cuidar de você, ouvir uma música que te ilumina, escrever sobre o sol se pondo, ficar com companhias legais... E aos poucos esse amor de dentro de você, irá se espalhando para outras áreas e outras pessoas da sua vida. Sentimentos são contagiantes!


Cada um tem uma estrada, limitações e superações para viver. Para alguns certas coisas serão fáceis, outras difíceis e nunca será o mesmo para todos. Por isso que não adianta querer comparar jornadas. Talvez pra você seja super difícil estudar e você tenha um certo ciúme de Fulano que estuda muito bem, mas Fulano não consegue fazer e manter amizades como você, por exemplo. Pois todos somos bons ou não tão bons em diferentes áreas. Dai até nisso, o que cultivamos dentro de nós faz toda a diferença. Ninguém é bom em todas as coisas. Não ria do colega por não conseguir algo em determinada área, pois em outra você não consegue também. É como dar um tiro no próprio pé sem perceber, é rir de si mesmo também de um modo maldoso de forma inconsciente. Se não for pelo outro, que a mudança seja por você. O importante é ser sincero, né.

Se cultivamos compreensão com nós mesmos, seremos compreensivos com os outros. Levando em conta aqui, aqueles que demonstram e são verdadeiros. Quem finge ser algo que não é, provavelmente ainda tem uma jornada ainda maior para conhecer a si mesmo. E é uma coisa que a maioria das pessoas tentam evitar a qualquer custo.

Mas é ai que a revolução vai começar, está bem diante de nós mesmos. Pois se trata de cada um de nós. Se trata de não procurar fora, mas dentro. Se trata de ser quem a gente realmente é e cada um de nós é de extremamente importância no Universo. Se até o bater de asas de uma borboleta influencia tanto o mundo, imagina você? Uau! hahaha A sua importância é enorme! Não se ache tão pouco, pois você é essencial. O mundo continua girando sem nenhum de nós? Sim. Mas a gente pode ser o que faz o mundo de outras pessoas girarem. E isso também é incrível. Estamos aqui um por todos, por mais que nem todos percebam que de fato, é isso. Pois não existe fora. Se uma pessoa melhora, o mundo melhora junto. Se você melhora, o mundo melhora. Quanto mais esse número aumentar, mais melhorias no mundo. Uma revolução mundial se dará com essas revoluções internas. 

Por isso que te digo: a revolução começa em você. O que seja lá que você esteja procurando fora, comece a semear em você. Só tenha paciência, pois entre o semear e o colher, há o tempo da germinação até o brotar. Mas não tenha dúvidas, que tudo começa dentro de cada um de nós. Eu acredito em você, acredita junto comigo?

Ana Débora, com carinho e gratidão
como amei escrever essa carta!!!

Destinatário: lembranças da minha infância


Das minhas melhores lembranças.

"Infância é o período de crescimento que vai do nascimento à puberdade, ou seja, do zero aos doze anos de idade.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, considera-se como criança a pessoa com até doze anos incompletos, enquanto que entre os doze e dezoito anos encontra-se a adolescência." (x)

Meu padrinho, eu lembro que ele era um cara engraçado. Ele era o mais simples. Ele deixava eu fazer tudo. Ele mesmo preparava a tinta para que eu pudesse pintar as paredes. Eu não gostava muito de biscoitos, mas o de marca mais simples e que ficava dentro da geladeira dele, eu comia com gosto. Minha irmã também. A gente morava numa vila que tinha um corredor enorme. Meu tio tinha um carrinho de mão. De doido que ele era, ele colocava eu e minha irmã no carrinho de mão e atravessa o corredor correndo com a gente. E claro, a gente se divertia que nem umas doidas!


Eu tinha dois caminhos favoritos para ir a escola. Eu gostava principalmente do caminho das flores e o da bicicleta. O caminho das flores geralmente se dava quando eu saia da casa de minha avó paterna, que ai íamos a pé e o caminho era repleto de cheiro de flores. Eu adorava. E sempre acabava com alguma florzinha na mão e a cheirando. É um cheiro que me traz bons sentimentos até hoje. O segundo estilo preferido, era quando um outro tio meu ia me levar. Não era o favorito dos adultos, mas eu adorava. Gostava do tio e do camelo. Gostava da sensação de liberdade, do vento batendo no rosto. Sensação parecida com a do carrinho de mão. Eu podia sentir o solo estando na bicicleta, eu podia sentir o vento, a adrenalina. Melhor do que andar de bicicleta é ser carregada em uma por alguém que você confia.


Eu lembro especificamente de uma cena, em que eu pedi para a minha mãe fazer uma atividade para mim. Era um desenho e não que eu fosse preguiçosa. Mas eu amava o desenho da minha mãe e eu amava a forma como ela fazia algo por mim. Eu sentia o cuidado e o afeto que a envolviam. E até hoje eu me lembro, de como aquilo aqueceu meu coração. Mais do que amar as coisas que ela fazia pra mim ou por mim, era o que estava por trás de cada ação dela: o amor.


Em um dos aniversários arrumados de uma parte da minha família, eu era vestida como uma princesa. E tinha um garoto que pra mim, naquela época, era como meu príncipe. A gente tinha a mesma faixa etária e sempre acaba acontecendo de ficarmos juntos nas festas. Durante minha infância, eu diria que gostei dele. Não aquele gostar sexual, amor mais puro mesmo. Duas crianças, logo, era tudo muito puro. Teve até uma festa em que estávamos brincando com as outras crianças, era algo que envolvia correr muito. E ele de terno e eu toda princesinha (hahaha) e ele segurou a minha mão e saiu correndo, me guiando. Foi muito, muito fofo. Eu adorava ele. Isso durou até o fim da infância, quando achamos que éramos primos. Mas depois eu percebi, que não, não tínhamos nenhuma ligação sanguínea.


Um dia de chuva. Eu já deveria ter uns dez. Minha melhor amiga, idem. Morávamos num condomínio que ainda se localizava numa área de expansão, não tinha muitas coisas por lá. Ele ficava bem no alto e era tão enorme que tinha duas aladeiras lá dentro. Quando chovia, acabava acumulando água em algumas partes mas logo elas desciam, visto que morávamos no alto. Assim, a chuva ganhava um fluxo constante no chão. Nesse dia, estávamos brincando de pular corda. Depois, mesmo na chuva, não paramos de nos movimentar. Começamos a passear as cordas na água enquanto corríamos. Depois, chegamos até a fazer barquinhos de papel e colocar na leve correnteza que ali se formava. Foi um dia e tanto. É tão bom tomar banho de chuva, escrevo com imensa nostalgia.


Ah, a infância. Eu fui uma criança muito animada e quebra regras. hahaha Mas eu era obediente, no geral. Apesar de gostar de questionar tudo e tals. Eu era educada. Claro que tem muitas outras lembranças, mas algumas coisas eu lembrava mais e tals, dai vieram parar aqui. Eu iria escrever mais, porém, não queria que ficasse tão longo. Eu iria colocar fotos da minha infância, mas não deu. Quem sabe num outro post? O lindo é que já se passou metade do desafio e tô aqui! hahaha

Ana Débora, com carinho e gratidão
me diz uma lembrança da sua infância?

Destinatário: a você, que eu tenho asco



Quando eu era mais nova e alguém pisava na bola comigo, eu falava. Depois eu fui ficando tão retraída e na defensiva, que deixei de fazer isso e quando olho pra trás (durante esse período de tempo), fico assustada com a quantidade de gente que não me respeitava ou que pisava feio mesmo na bola comigo e eu sempre relevava.

A carta inicialmente iria ser sobre meus medos e coisas assim, no fim eu só iria mais uma vez me depreciar e me desculpar por ser como eu sou, não em quesito de beleza ou amor-próprio, mas algo a nível mental e emocional mesmo. Era algo que tinha muito forte em mim (me depreciar) mas fui parando, parando e tô quase sem fazer. Não o faço mais falando para outras pessoas, mas ainda faço sozinha, me castigando. Mas tô parando. Um dia, vou postar aqui que parei com isso. E isso foi algo que me martirizou muito, na verdade, até hoje. Começo a escrever aqui depois de ter me irritado com uma certa pessoa por de fato ser tão arrogante (conhecido por ser assim, literalmente) e não ter dormido. Sim, tô escrevendo esse post pelas seis da manhã depois de ter sido vencida pela insônia.

A carta, é a seguinte:

"Na verdade, quando eu deixei de falar com você pela primeira vez eu te contei o motivo. O bizarro, é que depois de eu ter te perdoado pela pior coisa que alguém já tinha me feito, uns anos depois, você fez merda novamente (apesar de eu ter demorado mais uns anos pra descobrir sem querer, que havia sido você). Só que você ainda guardava muita, mas muita raiva de mim. Eu me pergunto se algum dia você me viu como amiga, pois eu juro que até hoje, eu não entendo. Por qual motivo você fez o que fez? Eu me pergunto. Graças a você não consigo confiar em alguém mais depois da primeira merda.

Quando você me conheceu, sabia dos meus problemas (claro que você nunca ligou pra eles, mas né). Mas depois de ter se mostrado minha amiga pela segunda vez, arrependida e tals, quando eu tive depressão bem pesada, você ligava pra mim rindo com suas amigas dizendo que eu deveria me matar. Eu descobri que foi você por ter salvo o número como "não atender" além de um outro, que também tinha sido salvo pelo mesmo motivo e também era você. A outra coisa horrível que já me fizeram, foi também você que fez. É muito cruel já ligar pra alguém e mandar a pessoa não apenas ir a merda, ou se ferir mas dizer a ela coisas horríveis e que ela deveria tirar a própria vida. Ainda mais quando a mesma tem depressão.

Eu morro de pavor ao pensar que você cursa psicologia. Que tipo de pessoa você é hoje? Eu te dei uma segunda chance e foi horrível. Se depois de quatro anos, naquela época, você não tinha mudado. Eu duvido que você seja alguém melhor hoje. Eu tenho um asco por você. Não que eu te odeie, apesar de você ter me causado tanto mau estar.

Mau estar na primeira grande mentira, mau estar em cada trote, mau estar quando eu descobri o primeiro número, mau estar quando descobri o segundo e percebi que apesar de dois números, era apenas uma pessoa tão sem luz que me perturbava. Me pergunto se você já me superou, mas importa? Só tente não fazer tão mau aos seus pacientes como você fez a mim. Eu apenas sinto muito por mim, ter conhecido você. E sinto muito por cada pessoa que convive com você.

É isso. Tente não infernizar mais ninguém."

E pra quem lê e quer ter noção, a primeira merda foi em 2007 e a segunda foi em 2011 e 2012, apesar de ter tido umas ligações depois disso também.

Escrevi a carta, pois vira e meche eu tenho vontade de tirar satisfações com ela. Meus pais quiseram ir na polícia na época do ocorrido, minha mãe quis ir depois quando eu descobri quem tinha sido. Uma amiga já mandou deixar pra lá pois ela deveria ser obcecada por mim e é perigoso cutucar ela novamente. Sabe aquele tipo de gente que faz merda e ainda fica com raiva de você por você não aceitar a merda? Pois é. Apesar de já ter tido uns casos dignos de novela mexicana ou drama adolescente dos grandes, sou feliz em dizer que tenho mais pessoas marcantes pra coisas boas do que ruins. Ou ao menos, escolho que me marquem mais.

Essa foi a carta mais informal e de certo modo não exatamente o formato de uma carta, apenas. Já que escrevo para vocês e não para ela, teoricamente eu deveria expor para quem lê aquilo que eu não enviaria, então resolvi expor dessa forma. E eu não sei não explicar cada coisa que eu decido fazer. Aquilo de sempre. E eu ia colocar não apenas pra ela, mas pra todo mundo que já tinha me magoado. Mas desisti, pois já havia citado a maioria aqui no blog, ai ia ficar repetitivo e ao meu ver, emocionalmente pesado demais, sendo que o último post não foi leve. Então resolvi deixar assim.

Ana Débora, com carinho e gratidão
quando a merda for grande: nada de 2ª chance

Destinatário: para todo aquele que não tem nome


Abril: carta para um desconhecido


Uma carta para um desconhecido, guarda nele todo e qualquer ser humano que passou sobre a Terra. Não há aquele que se conheça em sua totalidade, mesmo dormindo e acordando ao próprio lado todo dia. Imagina conhecer o outro? Mesmo que conhecidos, ainda somos antes de mais nada, desconhecidos. Desconhecidos que se conhecem um pouco. Estranhos ímpares, que algumas vezes resolvem andar em pares ou bandos. Mas ainda assim, estranhos e desconhecidos ímpares.

Parece meio complicado para você?

Ao mesmo tempo em que somos todos iguais - em essência - não somos de fato todos iguais. Não existe apenas uma verdade e por isso você pode até discordar disso. Tudo seria tão menos complicado e pesado se não precisássemos achar que só tem uma alternativa correta. A vida é muito mais subjetiva do que objetiva... E vivemos brigando pela única alternativa correta. Quando nós vamos cooperar? Quando vamos perceber que viemos e voltaremos para o mesmo lugar? Não importa se você crê na ciência ou na religião quanto a origem de tudo, todos sempre vem do mesmo lugar. E creia você em céu ou não, vida depois da morte ou não, todo mundo morre e ninguém leva nada. Lutamos tanto por coisas que no fim não importam...

No fim das contas, acordamos e saímos da cama por motivos diferentes. Mas não há dúvidas que todos levantam por ter esperanças. Não há dúvidas que no fundo ou abertamente, todos querem e lutam para serem felizes. E não há dúvidas, que provavelmente, todos creem em um mundo melhor. Talvez não de forma consciente, mas no inconsciente dela essa vontade e essa crença estão lá, ou despertas ou esperando para despertar.

Animais considerados "irracionais" e da mesma espécie só lutam por território, fêmeas ou se tornar o alfa daquela matilha, não é? É o que me recordo agora, espero que minha ignorância na área não me prejudique tanto. Eles brigam por esses três poderes, vamos super ou até talvez um pouco mais. Mas o homem que é tão político, briga por qualquer coisa. Brigamos por tudo e por nada. Brigamos no trânsito, brigamos na escolha do filme, brigamos quando cobramos do outro algo que nem mesmo fazemos, brigamos por termos opiniões diferentes e por aí vai. E pra quê? Só pra vencer no final? Pra ter mais poder? Pois quando você vence numa discussão, significa que de alguma forma você foi mais forte, ou seja, mais poderoso. Acho importante refletirmos sobre isso. Não somos tão ingênuos assim, somos?

São tempos tenebrosos, ao meu ver. São tempos de tanto ódio e tanta frieza e tanta distância, que me assusta. Já foi pior, mas também já estivermos melhores. Nós somos a geração do pós-guerra mundial e parece que não foi o suficiente. Eu entendo por um lado, mas por outro eu me pergunto aonde foi parar essa racionalidade que a ciência diz que nós temos. Por qual motivos acabamos sendo tão mais selvagens e mortais como nenhuma outra espécie jamais será? Destruímos o solo, destruímos o céu, destruímos os animais, destruíamos a uns aos outros. E pra quê, no final? 

Nós somos estranhos ímpares, mas viemos e voltaremos para o mesmo lugar. E não há um ser humano que seja auto sustentável. Há? Não é a religião que divide o homem, por exemplo. É o próprio homem. Nós não precisamos ser todos iguais para haver harmonia, pensar assim, por fim, é um absurdo. Que tipo de homem não consegue conviver com a beleza da diversidade? Exigimos tanto do outro mas nunca queremos trabalhar a nós mesmos. Antes de atacar ao outro que parece tão desprezível, analise você. Ninguém é o exemplo perfeito da moralidade ou de amor ou tudo que há de bom. E se é, nunca fará tal julgamento. Pois ele sabe quão árdua foi a jornada para se libertar de certos egoísmos e hipocrisias tão humanas. 

Uma coisa, é não querer se misturar. Pois ninguém é obrigado a suportar aquilo que o fere. Mas há certos ataques que poderiam sim, ser evitados. Se colocássemos o sentimento do outro acima do nosso "eu acho/é minha opinião". A sua opinião não vale mais do que o bem estar alheio. Nós somos ímpares, mas não precisamos continuar para sempre em unitário. Nós podemos ser meros desconhecidos, ou desconhecidos que se conhecem.

Ana Débora, com carinho e gratidão
o texto não ficou como eu queria .-.

Destinatário: gratidão


Quando eu li que a carta do mês deveria ser de agradecimento, eu interpretei de carta como um sentimento, uma postura: gratidão. 

Engraçado. Pois assim que coloquei gratidão como destinatário, me perguntei "grata ao quê?". Eu não estou num momento em que me sinto muito grata, então é engraçado. Eu ri disso, sim. Já que tenho mania de rir em situações que me fazem sentir encurralada. A não ser quando o oponente é um objeto que não me "obedece", ai eu até choro de raiva. Não suporto ser vencida por invenções humanas, mas não me julgue. Cada um com sua loucura. 

Mas lembra como tudo depende da nossa percepção? Então eu resolvi mudar meu posicionamento, meu olhar e abrir meu coração.

Eu não sei se você acredita em Astrologia, mas eu, como um ser completamente de humanas e não me desculpo, acredito. Não tô falando de ler horóscopo, tá? É mais que isso. Eu sou aquela pessoa que tem signos fixos e de água, basicamente. Então eu sou uma pessoa que gosta de estabilidade, que se apega e que é emotiva demais. Sou mesmo. E eu estou num momento de ruptura, então é tudo, menos fácil pra mim. Não está tranquilo, apesar de que eu tô lutando arduamente que é para ficar mais favorável (sendo que nem favorável está).

É tanto rompimento que a ansiedade não está tendo tanto efeito sobre mim, de tão anestesiada que eu tô. Penso um monte de merda... o tempo todo. Já fazia um bom tempo que eu não ficava negativa nem nada, mas com tanta coisa tendo fim, eu admito, tô abalada. E tiveram mais coisas, também. Que eu até consegui levar bem no início, mas depois, desandou. E foi uma coisa atrás da outra (como sempre). E quando dei por mim, eu tava nocauteada e me sentindo insuportavelmente sozinha. Lembrando que problemas psicológicos/mentais/emocionais não tem haver com Astrologia, tá? 

Mas eu sou grata. Sou grata por ter a opção de escolher, diante dos acontecimentos. Tiveram coisas que eu não conseguia dar fim e deram o fim por mim. Mas tudo bem, como diz minha mãe "foi um peso que Deus não queria mais que você carregasse", eu realmente creio que dessa vez a minha mãe teve razão. Então eu me sinto grata por isso. Ela já havia dito "não se envolva com ela", mas eu me envolvi. Claro que sai machucada...

Nunca mais tive tanto tempo para pensar em quem sou, em quem quero ser, em minhas possibilidades... Eu tô meio cansada de tudo, sem esperanças. Eu sei que podemos ser quem queremos ser. Mas o problema não é com isso, é que eu não tô mais dando crédito ao meu plano inicial. É tanto empecilho, nunca dá certo, que eu tô cansada. Eu estou exaustivamente cansada de dar murro em ponto de faca. Machuca. Tenho gratidão por ter sido tão forte, sou grata por continuar tendo forças até agora. Pode até parecer mimimi, antes até o fosse, mas não é. Até eu me surpreendo com a força que consigo ter, puxei minha mãe nisso. haha "A força da doida", nós dizemos. 

Mas foi por isso eu não queria escrever essa carta. Eu achei tão irônico. Ter que escrever sobre gratidão quando eu mal consigo me sentir grata. Não que eu não me sinta, sinto. Mas as reclamações tem sido mais altas e claras (assim como o descontentamento) do que a gratidão. Entende? Não estou no meu melhor momento, só isso. Não que não vá passar, vai. E não que se torne o pior, é apenas especulações. E eu tô super negativa, dai já viu.  

Mas é claro que tenho gratidão por acordar todos os dias e as pessoas com quem me importo estarem bem. Me sinto grata por estar viva, por poder decidir como viver a minha vida. Mas eu estou sofrendo, então é difícil agradecer quando dói e ao mesmo tempo, não dói. A angústia tem consumido grande parte do meu tempo. 

E por fim, eu me sinto grata por ter conseguido sentar em frente ao computador e escrever de forma sincera e de coração aberto (eu só sei escrever sobre aquilo que vivo e sinto, não tem jeito), o que não deixa de ser um ato de coragem. Em um mundo onde cada vez mais é cada um por si, quem se importa, é sempre aquele quem sai mais ferido. E enquanto eu dizia a mim mesma mentalmente que eu faço parte do time das "boas pessoas" (referência da fala da série Scandal), lembrei de mais coisas pelo qual sou grata:

1. Escrever e me compreender melhor;
2. Sentir-me bonita e a vontade mesmo que sem maquiagem;
3. Sentir-me bem com meu próprio corpo;
4. Ter um bom coração;
5. Conseguir ser sincera mesmo com tanta bagaceira no mundo;
6. Ter um gato que é tão amável;
7. Ter uma boa família, apesar dos pesares;
8. Ser saudável;
9. Ajudar a construir uma sociedade melhor;
10. Conseguir fazer uma lista das coisas pela qual me sinto agradecida.

E a verdade é que eu só preciso tirar esse nevoeiro da frente dos meus olhos, que me impede de enxergar a verdade como ela é. A vida não é feita apenas de bons momentos e sim, me sinto grata por isso. Sentir dor, sentir o entorpecimento, é melhor do que não sentir nada. Sinto gratidão por sentir após escrever esse texto, que sim, tudo vai melhorar. E então, voltarei a ser ainda mais grata.

Ana Débora, com carinho e gratidão

Destinatário: com todo meu amor, para Amélie Poulain


Amélie, não vou esconder o jogo de você. Você é a segunda personagem a quem dedico um tempo para escrever. E nunca é somente sobre a personagem, eu não sei não falar sobre mim na maioria das vezes. Nem que seja pra dizer "não sei o que dizer, pois não vivi isso". Aparentemente eu só posso palpitar o que vivi. E vivi a sua vida? Não exatamente. Mas Amélia, o que eu quero te dizer é de que você, todo mundo tem um pouco. Sabia?

Hoje você tem 43. Já faz um tempo que eu pude bisbilhotar a sua vida, você deveria ter aproximadamente a idade que eu tenho agora, no momento em que te escrevo. E eu não sei exatamente quando as "48 horas" que irão mudar a minha vida irão acontecer. A sua já aconteceu e foi até mais maravilhoso do que essa minha mente mirabolante vive a imaginar. 

No filme que conta brevemente uma parte de sua história, vemos o quando você sabe cuidar da vida dos outros. Sabe, eu também sou assim. Não importa como chegamos a esse ponto, o que importa, é como saímos deles. Mas, enfim.

Eu demorei para perceber que a minha postura era tão feia quanto apenas olhar a vida alheia, não importa a sua ou a minha intenção, mas ficar tão preocupado com a vida de alguém não deixa de ser um momento onde deixamos de cuidar do nosso para cuidar do outro. Curioso, não? Pois é. Eu demorei muito para de fato compreender isso. Me pergunto se você chegou a mesma conclusão ou foi para um caminho diferente...

Voltando: e como o ser humano é um bicho como qualquer outro, vive de hábitos. E então tanto eu quanto você, fomos vivendo cada vez mais a vida do outro e doando ao outro até o ponto de esquecer como criar e ter atitude com a própria vida. Qual é a diferença entre nós e a senhora fofoqueira? A intenção, claro. Mas no fim não somos diferentes dela, apenas nossa motivação. No fim o estrago ainda é pior pra gente que nem eu e você. Pois nos machucamos, ficamos à mercê. Enquanto nos dobramos em cuidar do mundo, ficamos expostas. O vento sopra mais forte, o pé pisa em falso, dai a gente cai. E quem nos segura, Amélie? 



Tudo piora quando alguém nos faz o favor de nos dar uma dose de realidade. A sua veio de forma mais dura e assim, teve o efeito mais rápido. Eu ainda ando a trancos e barrancos. Mas não adianta, quando vemos que não temos mais o controle, que desacostumamos com a nossa própria vida, fazendo tanto pelos outros e anulando a nós mesmas, a ficha cai e o choro também. Eu sei, Amélie, eu sei muito bem. E é bom chorar. Tem vezes que a gente vive tanto no morno que a risada perde a graça e o choro a força. Mas o bom mesmo é chorar até dormir e rir até o ar faltar, ou... qual seria a graça? Como se saberia que está vivo?

Tem vezes que é realmente mais fácil cuidar da vida do outro, dá a sensação de menor responsabilidade e que, puxa, no fim você ainda está fazendo alguma coisa, mudou a vida de alguém. Mas a gente deixa de reparar no que tem dentro. Deixa de reparar na própria solidão, nos próprios calos e feridas. É uma fuga silenciosa e só quem a vive a compreende. E tem vezes que eu fico tão confusa ao ponto de sequer compreender o que eu vivo. Quem nunca, não é mesmo, Amélie? Eu e você que o diga.

Mas gente assim tem o perdão concedido em um momento quase que de imediato. Pois metade é amor e a outra também, com uma pitada de loucura e mais doação que o saudável. Corações puros tem o perdão concedido tão rápido e facilmente. Não me acho tão pura como você, tem vezes que esbravejo "tudo bem se eu parar no inferno", mas talvez seja apenas uma forma de me rebaixar. Farei mistério. Quero que você se pergunte o que eu tenho que você também tem. Não tem graça apenas eu preenchendo os pontos com apenas uma miúda parcela da sua vida. Então tente preencher mais lacunas com o que eu exponho na carta a que te destino. Por sinal, Amélie, eu me pegunto como você está agora.


Mas só se chega no fim quando dá certo, não é? Assim foi o último trecho da sua vida que vi. Não que aquele tenha sido o seu único final feliz. Aquele foi o início de sua vida feliz, pois seria uma vida baseada em sua vontade, em sua coragem. Eu ainda não cheguei ai, Amélie. Não ainda. Eu acumulo tantas histórias de quases que eu não suporto mais. Quem suporta, Amélie? Bem sabemos, uma hora o coração vem cobrar. Uma hora, parece que até a nossa solidão nos repele e ficamos sem saber pra onde ir. Pra onde ir, além de mim mesma? Pra onde se correr quando seu próprio peito te nega o acolhimento? Ser uma ilha pode ser bem complicado, algumas vezes. Tem vezes que você cansa de ser apenas a sua própria terra, teu próprio mar e tuas próprias muralhas. Uma hora você decide, com ajuda ou não, tirar pedaços das muralhas e então construir pontes que possam dar acesso para outras ilhas.

E então, alcançarei o meu objetivo assim como você o fez, Amélie Poulain. Uma mulher que me inspira. Quem não gostaria de realizar algumas coisas consideradas loucas algumas vezes? Eu desejo coisas assim quase que o tempo todo. Quem não queria viver umas coisas que parecem terem sido para viver apenas no cinema? Nós só não vivemos pois não decidimos viver assim, ainda. Pois que todo mundo tem uns desejos loucos e até bobos, ah, isso todo mundo tem. Mas é todo mundo de carne e osso e água vivendo que nem robô, Amélie. Vivendo sem chorar até dormir ou sem rir até faltar o ar, esquecendo de si, esquecendo de amar! Quem não é um pouco Amélie para desistir? Mas quem não é um pouco Amélie para não tentar?


Com toda a minha confusão, euforia e carinho.
Para a querida Amélie Poulain.
Não esqueça de me dizer como você está agora. 

-

Eu resolvi escolher Amélie Poulain, não apenas por todos sermos um pouco como ela. Mas no meu caso, sou bem parecidinha: sou ótima em resolver a vida dos outros, até me sacrifico. Mas quando é minha própria vida, eu fico tipo "????". Então pensei em fazer esse paralelo entre Amélie e Ana. Já que eu quase nunca sei me deixar fora de alguma coisa. E ainda deixei para fazer o paralelo entre Amélie e todos os seres humanos que caminham sobre a Terra.

Não gostei tanto do resultado, mas, está ai. Por isso enrolei tanto para postar. E o novo layout, espero que gostem. Fiz com muito carinho e de forma bem pensada. hahaha Tem um monte de coisas novas nele, não deixe de dar uma olhada!

Ana Débora, com carinho e gratidão
e esse mês eterno que não acabar? hahaha

Destinatário: Ana do ano 2006

- desafio dos 12 -

Essa carta deve ser aberta no dia 30/11/2006. Talvez você se sinta meio Sofia¹. Lembra que queria receber algumas cartas maravilhosas que a tirassem da apática realidade?

Eu queria poder ter me protegido de algumas coisas, queria poder ter me dito outras, mas depois de certas experiências, percebemos que a dor é inevitável² e não existe escolha certa ou errada. Você adora um dilema, mas eu te digo: não existe isso de certo e errado. Não nessa perspectiva tão preto no branco que você tem agora. E como diz Clarice Falcão, uma cantora daqui do futuro, se não fossem os erros, as dores, ela não seria ela. Logo, você não seria eu. 

Não te digo para viver evitando a dor, ela sempre chega. E você vai fazer muito isso, mas não é um bom caminho. Mas é que está tudo bem, sabe? Doer. Faz parte. Não precisa sofrer tanto achar uma solução para não sofrer. Tentar evitar algo tão natural, só causa ainda mais sofrimento. E a dor não é opcional, mas o sofrimento sim, ele é. Depois de aprender certas coisas e amadurecer ao ponto de perceber que ter medo da dor é algo banal, você passa a encarar a vida com outros olhos. Até lá, você vai sofrer um bocado, mas no fim, você sempre aprende. É o que importa. Mas bem que seria sábio aprender isso mais rápido. Se quiser, tenta isso.

Não existem escolhas certas ou erradas, contando que não machuque alguém. Você sempre teve essa ideia e vai manter ela, ao menos até aqui. E você não é boba por ser assim, você é boa! E quando deixar de sentir medo, perceberá que não trair o que você é, é a melhor escolha. Pois ela respeita quem você é. Mesmo que as pessoas te achem fácil de ser pisada. Mesmo que por muito tempo você tenha achado que no mundo ou você pisa ou você será pisado, não é bem assim. Mas toda a dor e sombra pela qual você irá passar (e vai passar mesmo), apenas te farão mais forte, mais solidária, mas também mais justa. Mas já te adianto: você vai passar por essa escuridão, você vai vencer, você não desiste de uma luta. Então não tenha medo.

Também será de grande valia se você conseguir não ter tanta raiva e mágoa das pessoas. Eu sei que o jeito que as pessoas agem não é algo fácil para você digerir, que isso vai te enfiar numa dor terrível, que você vai se isolar de todos e vai passar por momentos complicadíssimos, para no fim, descobrir que a maioria das pessoas só estão assustadas e que não sabem o que fazem. Que nem você. Que no fim, somos todos tão iguais! Que temos felicidades e tristezas tão similares. Lembre que você está no comando da sua vida, das suas emoções.

Você terá tropeços, mais fins do que inícios, divagações, crises de choro e de riso, mas vai ser tudo para que você se encontre, para que você se conheça, para que você firme o seu coração e trilhe o seu caminho. Você vai dar fim em muitas coisas, algumas das quais você não irá ter tanto orgulho assim, mas faz parte, tudo bem, não se culpe. Outra coisa para aprender o quanto antes: não se culpe. Se perdoe. Pode já começar a exercitar isso, se quiser. Não tenha medo do que você escreve, você o faz bem. Não tenha medo de fazer o que você quer, o coração nunca se engana.

Sua jornada é solitária, mas não quer dizer que não haverão pessoas maravilhosas a te acompanhar. Serão poucas, mas serão verdadeiras luzes em sua vida e que vão te iluminar quando estiver tão perdida no escuro. Que vão te estender a mão, o abraço, o coração. Vão te ajudar a sarar. Seja algo que se vê, que não se vê, seja humano ou animal, seja uma série, uma frase, uma autora... Outra coisa, escute suas duas amigas e sua mãe que te pedem para ser mais positiva, sério. Vai te ajudar muito quando você resolver ser assim, não precisa começar querendo ser assim, querendo aceitar. Comece curiosa, desdenhando e vá degustando a sensação, quando você se der contar, já vai ser tarde demais para voltar a ser negativa.

Lembre que como a pessoa te trata, no geral, não tem haver com você. Você vai conhecer pessoas não tão boas no caminho, ou talvez nem sejam pessoas ruins, mas não irão te fazer bem. Haverão traições, doenças, mortes. Mas também haverão nascimentos, curas e apoios que não cedem nunca. Não espere tanto dos outros, foque em você.

Eu quero te dizer o que você já sabe: vai passar. Você pode ter sentimentos ruins grudados no coro, que não saem, mas também tem algo grudado em você: essa vontade de viver, de vencer, de sentir que mantem seu coração no lugar. E você vai conseguir, com seus tropeços, mas você vai. Vai doer, mas você saberá transformar as dores em flores. Saiba apenas disso: você vai superar. E no fim, vão ficar apenas as coisas boas. No fim, você nunca deixa de crer no melhor da vida, de você e das pessoas.

E quer saber? Agora eu estou um tanto mais curiosa com o futuro e ainda mais entusiasmada com o presente! Basta fazer isso: viver. E já é algo bem grandioso de se desejar nesses tempos tão difíceis para os sonhadores, como disse a sábia Amélie Poulain (também do futuro).

xxx

Dessa vez resolvi deixar as observações para depois, decidi fazer a carta sem relacionar com a primeira que eu fiz. Não diretamente. Fiz uma carta mais curta e leve, bem mais superficial, pois depois de tantas dores que passei (até registrei no blog, não tão secamente, mas postei sobre), eu percebi que não tem aviso que nos salve. Não é uma visão pessimista, mas a visão de como a vida é mesmo. Adoro a ideia da carta, mas é o que sinto sobre isso no momento. A carta me ajuda bem mais agora, quando dá uma caída, eu sempre releio coisas que escrevi e então sinto o quando cresci e o quanto valeu a pena. Gosto dessa proposta pois ela fala mais sobre você atualmente e tudo que você viveu do que o seu "eu do passado". Recomendo a todos que o façam, é uma boa experiência! E a primeira carta que escrevi, ainda é a minha favorita. hahaha

¹ Do livro "O Mundo de Sofia".
² Dos filmes Sr. Ninguém e Sobre o Tempo.
³ Esse número não está no texto, mas é que nele eu fiz referências diversas vezes a coisas que eu mesma escrevi, algumas estão no blog e outras nunca foram e provavelmente nunca serão publicadas, tem sentimentos tóxicos demais nela (tristeza), ficou um texto bem mais pessoal e metafórico do que o primeiro, que foi mais expositivo e visível, esse foi algo que habita mais em meu inconsciente e não coloquei tudo, por motivos meio óbvios.

O post do projeto: aqui.
A tag com mesmo tema: aqui.

Ana Débora, com carinho e gratidão
Beijos de luz e obrigada por ter lido até aqui!

Desafio: 12 Cartas em 12 Meses

eu tentei fazer uma capa de projeto decente, juro. ficou mais ou menos, mas eu tentei 

Quem aqui sabe que eu amo começar desafios e nunca terminá-los? Eita, eita. Pois é. Dessa vez é algo mais simples do que me propus das outras vezes (não abondei nenhum de vez, juro, ainda retomo), tipo um "o que eu fiz no mês", só que em cartas e com um tema específico para cada mês. Fui indicada pela Paula, do Utopia Concreta. Fiquei muito feliz com a indicação! Teremos aqui no Nada Terráquea, a cada mês, cartas com os temas: 

Janeiro: uma carta para você no passado, há 10 anos atrás
Fevereiro: uma carta para um personagem fictício
Março: uma carta de agradecimento
Abril: uma carta para um desconhecido
Maio: uma carta para nunca ser enviada
Junho: uma carta para a infância
Julho: uma carta de revolução
Agosto: uma carta ao seu reflexo no espelho
Setembro: uma carta aos seus sonhos
Outubro: uma carta à sua melhor amiga / ao seu melhor amigo
Novembro: uma carta de perdão
Dezembro: uma carta de despedida

Por sinal, querendo saber mais dos outros desafios que já fiz, basta clicar aqui. Dessa vez não fui preguiçosa e deixei o link. hahaha A maioria são de escrita mesmo, então dá pra ter uma noção maior. Se tem algo que não faço faz tempo, é escrever. Mas estou retomando e até pensando em postar uma fanfic SasuSaku.

Sobre o tema de janeiro, eu já escrevi sobre isso aqui no blog no formato de tag/meme. E é engraçado, pois antes de ser indicada para esse desafio, em um dos meus monólogos solitários, eu percebi que não escreveria a carta, de modo algum, da forma que escrevi da primeira vez. E percebi que a  carta é mais um reflexo do nosso eu atual do que qualquer outra coisa. Falamos para nosso eu que passou quando na verdade estamos mesmo é expondo o nosso eu atual. Então, eu não queria muito expor mais aquela carta, onde eu me expus tanto, mas se quiser saber como ela foi feita da primeira vez, clica aqui e em breve, estarei fazendo a outra e postando aqui também. É incrível como em pouco mais de um ano, podemos mudar tanto. E essa é a magia da vida, nada permanece igual.

Tô com fé nesse projeto. hahaha Beijo de Luz.

Ana Débora, com carinho e gratidão