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Provavelmente, uma pausa


É complicado eu saber se vou fazer de fato algo ou não. Pois um dia sinto uma coisa, no outro sinto outra e assim, ter uma decisão a ser mantida é sempre algo que dificilmente alcanço. Eu amo escrever, amo compartilhar, mas não sei se me enquadro (no momento) no formato do blog que mantive por aqui. Nesse blog que já teve tantos nomes, tantas fases, tantos nichos, tantos sentimentos. Onde já postei de tudo um pouco. Mas sem dúvidas, sempre teve eu mesma em abundância e sem filtros. Grande parte da minha vida está aqui. De 2011 até 2017. É muita coisa. 

Tem minhas dores. Minhas perdas. Meus medos. Meus micos. Minhas vitórias. Minhas alegrias. Minhas expectativas. Meus sentimentos. Meus pensamentos. Tem eu em tudo. Num mundo tão cheio de máscaras, eu tô exposta. Eu tô nua pra quem quiser ler. É bizarro ser artista nos dias atuais. Eu sempre sou vista como uma pessoa inabalável, impenetrável, fria. Até que a pessoa entra em contanto com um texto que escrevi, uma foto que tirei, uma pintura meio sem sentido que pintei. E então a pessoa vê como sou intensa, quente e viva por dentro.


A melhor coisa sobre ser um artista é ser capaz de tocar as pessoas. Um dos momentos mais felizes da minha vida, foi ver pessoas chorando em meu aniversário com um texto que fiz com 14 anos. Eu estava exposta? Sim. Mas eu as toquei ao ponto de fazê-las chorar. Eu fui tão fundo na alma delas e isso não tem preço. Elas me permitiram chegar lá. E enquanto elas choravam, eu estava derretendo de tanta alegria que sentia. 

No momento, não sinto vontade alguma de postar aqui. Não por desânimo ou por estar com a vida "real" agitada demais. Até irei voltar a ter alguma rotina e obrigação fora de casa e realmente quero conseguir conciliar estudos x vida social x saúde mental, mas ainda assim, não é por isso. Eu tenho me repensado como artista. Pois eu tenho sim, esse lado. Sempre tive e decidi que não vou abrir mão dele. Pois eu sempre abria e era ai quando eu começava a morrer por dentro. Mas estou repensando. Sobre o que eu quero escrever? Qual meu público? Que imagem quero ter? São muitas perguntas e ainda não tenho nenhuma resposta.


Também estou me reinventando como pessoa. Na verdade, já tenho um entendimento novo sobre eu mesma. Eu sou outra. Definitivamente não sou a mesma que começou esse blog. Mas eu só tenho estado dentro de casa, então eu serei uma nova pessoa voltando a interagir com o mundo. Eu não sei como vai ser. Tem sido divertido e excitante me perceber reagindo de forma tão diferente do que costumava reagir, tendo sentimentos diferentes do que costumava ter. Tem tantas coisas que mudaram dentro de mim e eu quero vivenciar isso, quero me redescobrir enquanto redescubro o mundo. Pois o mundo é, o que a gente vê nele. E se você muda sua visão, tudo muda! 

E o que eu espero de mim? Que eu consiga viver um dia de cada vez. E esse é um desafio que quase ninguém consegue "vencer". Não digo sobreviver, mas viver. Estar presente no momento em que se está. Viver o agora. E viver de acordo com o que eu quero, com o que eu sinto. Sempre seguindo minha intuição e sendo sincera comigo mesma. Sempre me enxergando, sempre de acordo com o que estou sentindo. 

"Me desconecto de olhar o outro, de esperar do outro, de sofrer pelo outro. Cada um deve viver sua jornada e eu respeito isso. Nunca mais carregarei ninguém. Apenas viverei em harmonia. Desde já, compartilho meu amor com todos, sem permitir que ninguém abuse da minha energia. Amorosamente colocarei limites, sabendo, também, quando eu preciso respeitar o limite do outro. Amo e aceito essa verdade - Anulação dos Votos de Sofrimento." 

Reencontrei essa "oração" em meus documentos e creio que num passado não tão distante, a fiz. E é engraçado como trilhei de fato esse caminho. Eu iniciei não uma jornada de auto-conhecimento, mas uma jornada de fazer as pazes comigo mesma, de me amar, de me respeitar, de ter confiança em minhas habilidades. Durante um tempo eu não plantei nada pra mim e foi horrível a colheita. Horrível. Então enquanto colhia dor, eu comecei a plantar: amor, confiança e respeito. E já estou colhendo. E está sendo uma colheita maravilhosa. 


A lição da colheita horrível, foi boa. Apesar de ter doído tanto. Eu percebi que a única aprovação que eu preciso ter, é a minha. Que amor dos outros é bom, mas o que realmente vai me nutrir é o meu próprio amor. Que é bom estar com outras pessoas, mas só até onde não fere quem eu sou. Pois se ferir, ou a pessoa me respeita ou eu devo então me respeitar, tirando ela da minha vida. E claro, confiar mais de que sou capaz. Eu preciso voltar a confiar em mim mesma. A confiar que não me permitirei chegar ao fundo do poço novamente, não da forma que cheguei nessa última vez. 

E eu criei o blog pois eu queria ser ouvida. Mas eu que precisava me ouvir, me enxergar, me acolher. Eu fiz as pazes com a Ana adolescente, depois fiz as pazes com a Ana criança e então quando eu menos esperava (mas foi depois de muita busca), vi acontecer as pazes com a Ana adulta, a Ana de hoje, a Ana que escreve aqui e agora. Eu nunca vivi um momento em que eu gostava de quem eu era no momento. Eu só conseguia gostar de mim quando me observava no passado, descontente com quem era no momento. Mas dessa vez, tô em paz com quem eu sou. Nem me persigo tentando me entender, me pertencer. Pois me pertenço e entendo o que posso e tudo bem. Nem me condeno ou me critico tanto. E é um alívio que nunca senti antes. 

E eu acho que a (provável) pausa, é isso. Eu quero ser um pouco só minha. Eu passei tanto tempo longe de mim, me querendo de volta, que agora que eu me tenho, eu quero curtir isso, sabe? Sem contar que quero me acertar com as pessoas, aprender a lidar com elas e isso obviamente irá me fazer gastar bastante tempo e energia. Pois é uma habilidade que eu não tenho, então desenvolver algo requer tempo, foco e energia. E eu quero me dedicar a isso. Por um tempo. Não sei de quanto tempo se trata, pois eu sou imprevisível até pra mim. Mas não quero deixar o blog sem post e sem aviso nenhum. 


É isso. Beijos de luz. Faça de cada dia, um dia bom. E o que é um dia bom? Um dia em que você faz o que você sente, em que você se ama e se respeita. Você é o seu objetivo de vida e a estrada da vida, é o que importa. Como a aranha traça a sua teia, nós traçamos o nosso destino. Não é a vida que te define, você é que está no comando de quem você se torna. Escute você. Cuide de você. Ame você. 

Até algum dia. 

Ana Débora, com carinho e gratidão
ps.: meu notebook morreu,
a pausa de torna duplamente inevitável 

Crua & Doses Diárias de Amor e Respeito Próprio


Em outubro do ano passado, eu fiz a melhor loucura desse blog participando do BEDA. O mais louco foi que eu consegui postar durante ele. É algo engraçado, mas eu só me dedico realmente a algo quando me sinto desafiada. Eu sempre gostei de indicar tudo aquilo que gosto, tanto que transformei a categoria de resenhas para indicação, pois nem sempre eu resenho, só digo que amei e como me senti, então é algo que se encaixa mais na proposta que eu faço aqui no blog. E quando se trata de indicar, a gente pode indicar de tudo, né? Sem medo de ser feliz. 

Nesse BEDA, indiquei dois ilustradores com recados cheios de positividades pra vocês (aqui) e hoje irei indicar mais dois. Melhor, duas. Acompanho elas no Facebook e elas também falam sobre saúde mental, comecei a seguir elas no momento em que tudo desmoronou em minha vida interna (eu mesma, literalmente, eu desabei em mim) e foram de extrema importância em todo o meu processo de cura interior. São páginas que falam muito sobre amor e cuidado com nós mesmos, sobre como podemos curar nossa própria vida, que somos maravilhosas e que podemos tudo e um pouco mais.  E além das ilustrações com frases, geralmente textos acompanham. Caso não conheça, tá esperando o quê pra conhecer? Vem ver. 

CRUA



Doses Diárias de Amor e Respeito Próprio


E então? Sentiu um alívio vendo a mensagem que quiseram passar? Chorou? O saldo final foi bom? Espero que sim! Na vida a gente já é tão bombardeado com coisas ruins, com julgamentos... Então, ao meu ver, páginas assim são essenciais. E em minha vida, elas fizeram uma diferença significante. Ainda mais pelo momento em que apareceram em minha vida. A verdade é que enquanto crescemos, sempre ensinam a gente a lutar, a brigar, a defender o que a gente acha ("é minha opinião"). Mas poucas vezes (ou nunca) nos ensinam a negociar, a dialogar e a tentar entender o outro além da nossa opinião (ou preconceitos). 

Não seja apenas mais uma dessas pessoas que apenas rebloga/compartilha "mais amor, por favor". Seja a pessoa que coloca mais amor, de fato, no mundo. E tudo bem se você começar com amando mais você e criando respeito por você. Tá tudo bem. O importante é a gente começar de onde a gente está, da forma que a gente pode. Espero que faça bem pra você como faz pra mim.

Ana Débora, com carinho e gratidão

Como você se trata?


Eu entrei num processo de desintoxicação em relacionamentos pessoais e a ressaca moral, emocional e psíquica, pareciam que não iriam acabar nunca. Mas acabaram. Mas não é uma limpeza real se a gente não se revisar também. Se algo muito ruim aconteceu em nossa vida e isso foi se repetindo com um certo padrão (sabe quando a gente solta um "por qual motivo isso sempre acontece comigo?", abre o olho, migaaaaa), é que a lição não havia sido aprendida. Você ainda não mudou o que deveria ter modificado. É sério! hahaha E isso não tem haver só com espiritualidade não. É algo bem óbvio, até. No sentido lógico da questão mesmo. Eu aprendi um bocado com isso e não sou do tipo que guarda o que descubro, então vim contar algo sobre isso para vocês. Talvez te ajude! c:

Tem gente que diz assim "eu devo ser uma pessoa ruim, pois só atraio gente assim". Bom, talvez você seja realmente uma pessoa que alimenta o lado ruim mais do que o bom... só que você não percebe. A gente sempre repara no modo que tratamos o outro. E algumas vezes, como o outro nos trata. Mas, ei. Como você se trata? Você é gentil com você? Você cuida da sua alimentação, do seu sono, do seu prazer? Você entende seus erros e fracassos? Você se trata de forma igual a que trata os outros ou não liga tanto assim pra você?

Teve uma coisa que eu demorei muito pra perceber... que os outros nos tratam, como a gente se trata. As coisas mais essenciais da vida, ninguém ensina pra gente. É impressionante! Inclua o amar a si mesmo nessa lista! E inclusive o que já falei aqui, que o seu projeto de vida é você mesmo. E como num filme/livro famoso disse por aí e é uma verdade verdadeira: a gente aceita o amor que a gente acha que merece. E isso não é apenas no amor, isso se estende pra tudo na vida. É no respeito, nas palavras, na sinceridade e por aí vai.


Então por isso, eu te pergunto: como você se trata? Pense nisso com cuidado. Vá com calma. Geralmente a gente não para de fato para pensar nisso. Somos criaturas cheias de baixa auto-estima e de cobranças constantes. É uma misturinha do terror e a gente bebe ela todo dia, se deixar. E pode ter itens ainda piores no meio disso tudo. A gente não se repara muito, né? Ninguém nos ensina a cuidar da gente. Ninguém nos ensina a lidar com nossos sentimentos, principalmente os piores. Aqueles que quando a gente sente quando criança, somos silenciados pelos adultos. Justamente aonde se necessita mais atenção. Mas é bom que a gente cresce e nos tornamos nossos próprios adultos. Então podemos nos ouvir e nos curar.

Então cuida de você, tá? E cuida bem. Com amor, carinho e atenção. Pois você merece. Se trate bem e só aceite aquilo que te soma, te acrescenta. Começando por você. E aceite que você merece tudo que é de bom! Aceite! Aceite aquele amor seguro, aceite aquela amiga que nunca te larga a mão, aceite aquele emprego que te fará tão bem. Aceite que você merece tudo isso, pra que quando chegar, você reconheça e  não os deixe ir. E que sim, os agarre com todo o seu coração e força!

Se cuide bem, com amor, carinho e compreensão. Ande do seu lado, se dê a mão. Não abra em hipótese alguma, mão de você.

Ana Débora, com carinho e gratidão
fiquei inspirada do nada... hahaha 

Da baixo auto-estima que ninguém fala

alô alô humano, aqui quem fala é um marciano hahaha

Ao ler auto-estima, quem não pensa logo em seguida em aparência? A gente só associa a falta de auto-estima, na maior parte das vezes, a aparência. Pois fulana não aceita o cabelo, não aceita a gordurinha, não aceita a estria... e por aí vai. Claro que as consequência podem ser extremas nesse caso aqui, mas creio que a falta de auto-estima que mais nos destrói, óbvio, é a menos falada. É a falta de auto-estima em quem você é mesmo, ali dentro, aquilo que não tem nome. Quando você não se aceita como indivíduo. 

Então se você é uma pessoa que sempre fica com pessoas que de alguma forma, não valorizam você e mesmo que elas não te tratem como deveriam e você vai atrás delas por achar que você que fez algo que não deveria ou que deveria mas não fez, repense a sua auto-estima. Caso você ache que é esquisitão, sempre incomoda os outros, que você tanto faz ou tanto fez para o resto das pessoas, repense a sua auto-estima. Se você tem receio de se impor, de viver a sua vida da sua maneira, de aceitar o que você quer acima do que os outros querem, repense a sua auto-estima. Não é só falta de amor-próprio, pois você pode até se amar, mas talvez sua necessidade de aprovação por não se sentir tão boa o suficiente seja lá por que motivo for... repense a sua auto-estima. Ela provavelmente está baixa e não está agindo ao seu favor. 

Quando se tem baixa auto-estima desse tipo que eu escrevo aqui, de não se valorizar, de achar que não é suficiente, é preciso descobrir por qual motivo nos sentimos assim. Pode ter sido perseguição na escola, críticas desconstitutivas dos pais ou simplesmente o amor que você recebeu, de alguma forma, não foi suficiente... Os motivos podem ser vários. Podem vir de fora ou de nós mesmos. E isso mata quem a gente é e a gente fica sem saber pra onde ir, além de ficarmos à mercê de pessoas que não são nada legais com a gente. E muitas vezes a gente não descobre que desgosto é esse pois quase ninguém fala sobre isso. Então resolvi escrever sobre.


Geralmente a baixo auto-estima aqui, está relacionada com alguma rejeição muito grande que sofremos e ai começamos a nos rejeitar profundamente e assim procuramos essa aceitação das outras pessoas. Ninguém está livre de passar por um momento assim. Ocorre quando não nos valorizamos e acabamos querendo essa valorização do outro. E somado a isso, tem o fator de que sempre vai achar que não se é bom o suficiente, que acaba fazendo tudo errado e sempre deixando a culpa recair sobre si. Infelizmente, as pessoas vão usar isso contra quem é assim, sim. Talvez elas não façam isso com a consciência de serem más, mas elas fazem. E não se engane, há quem faça por pura maldade também. A gente tem que ficar ligado na gente, mas nos outros também.

A gente tem que tomar muito cuidado e prestar muita atenção, não apenas no amor que temos por nós mesmos, mas na aceitação também. Você se aceita como você é? Você se perdoa? Você fica apenas em relações boas pra você? Você se cobra além da conta? Você não tem paciência com você? O que estaria ok para o outro, para você não estaria ok? Cuidado com essas respostas, caso se encaixe mais ou menos no que escrevi aqui, repense mesmo sobre sua auto-estima. E a mais importante delas. Mas do que aceitar nossa casca, devemos aceitar de fato quem a gente é.

Seja gentil com você. É um tanto pesado descobrir que a gente diz coisas horríveis pra gente que em hipótese alguma diríamos para qualquer outra pessoa. Então se ninguém merece ser colocado pra baixo, você também deve estar incluso nessa lista. Mas a gente só resolve algo, quando a gente sabe que tem. Caso sua auto-estima esteja baixa, é possível a tornar maior. Tá? Analise seus pensamentos, analise em que situações você se coloca. E tem uma frase de um moço que gosto muito: "você está, onde você se coloca". Pode não ser um lugar tão bom agora, mas sempre dá pra melhorar. E vai melhorar.

Ana Débora, com carinho e gratidão

O que espera dos outros, dê a si primeiro


Tem coisas que eu escrevo por já ter superado, outras, escrevo pra mim mesma entender. Mas nem sempre eu anuncio quando se trata de uma situação ou outra.

Já se sabe que a Terra já esteve pior. Mas estamos longe do melhor, principalmente se você é um idealista ou sonhador ou os dois. E tá todo mundo perdido, meio mal e como dizem também, ninguém realmente sabe o que está fazendo. A gente vai vivendo um dia atrás do outro na correria, no desespero e sentindo geralmente uma solidão maior do que deveríamos carregar. Nós nos escondemos com medo de dores, mas assim também nos "protegemos" até da felicidade. 

Expectativas é algo que todos nós criamos e geralmente elas são feitas para não serem cumpridas. Primeiro que é um contrato unilateral, o que em prática, é meio impossível. Já que a outra pessoa nem sabe o que você espera dela. E nossa, nós somos tão diferentes, né? E assim nós acabamos esperando que no meio da loucura toda, alguém entenda as nossas dores e os nossos silêncios. E então, vem a decepção. A gente esquece que o outro pode ser e geralmente é, bem diferente da gente. A gente esquece que o mundo é uma loucura pra todo mundo. A gente esquece que provavelmente aquela pessoa tem expectativas também, talvez das mais altas até a mais baixa possível. 

Em um mundo tão louco e onde ninguém se comunica direito. Em um mundo tão cheio de correrias e estresse, é importante que aquilo que a gente acaba esperando dos outros a gente se doe primeiro. Seja atenção, amor, apoio, carinho. Seja o que for. Seja isso pra você primeiro. Ninguém pode nos suprir. A gente nem sabe se aquela pessoa é inteira, afinal de contas. A gente nem sabe que lutas cada um trava a cada dia ou todo dia seja ele santo ou não. Nossa vida seria mais simples se ao contrário da gente buscar lá fora, a gente buscasse ou criasse isso dentro da gente primeiro. 

A gente pede amor, sem nem saber se aquela pessoa se ama. A gente pede atenção, sem nem saber se aquela pessoa tira uma parte minúscula do dia para ficar com ela mesma. A gente pede carinho, sem nem saber se aquela pessoa sabe o que é ser gentil. A gente pede apoio, sem nem saber se aquela pessoa acredita que qualquer coisa seja possível. E a gente pede, pois falta em nós mesmos. A gente só sai pra procurar fora, pra pedir, pra mendigar, quando a gente não tem. 

É óbvio que não digo aqui para não ter amor, atenção, apoio e carinho de outras pessoas. Pois é óbvio que isso é importante! Mas nunca deve ser a principal fonte. Nunca deve ser o nosso sustento. Ou em algum momento irá faltar ou irá acabando nos ferindo de alguma forma. É importante a gente não doar também, mais do que temos ou doarmos a ponto de ficar faltando pra nós mesmos. A gente não sabe se alguém virar suprimir isso ou não. Antes de doar para o outro, devemos ter para nós mesmos. A gente só ajuda o outro, estando de pé. E ajudar o outro, não significa que você terá que ficar em pedaços. 

Em um mundo tão insano como esse, onde o tempo e nem as pessoas param. Onde tudo é tão descartável, a gente não pode esperar tanto assim dos outros. A gente tem que se fazer inteiro e tentar continuar inteiro o máximo de tempo que conseguirmos, o que sequer é fácil. E esperar que ao menos chegue em nosso caminho, quem seja como a gente é. Pra facilitar as coisas que já andam difíceis.

Ana Débora, com carinho e gratidão
tem dias que bate a bad

Destinatário: a revolução começa em você


Julho: uma carta de revolução

Dizem que é um tempo difícil para os sonhadores, talvez por nunca ter sido fácil sonhar tanto. Depende por qual lado você resolver ver as coisas. Há quem acredite que o mundo nunca esteve tão perdido, mas há os que sabem que nunca ouve um despertar tão grande. O horror vem disso: do despertar. A gente não é mais indiferente ao que é assustador, ao que não é aceitável. E mudar, não costuma ser fácil. Despertar, nascer de fato, óbvio que também não seria.

Aos 13 eu descobri que difícil mesmo é encarar nossos próprios olhos, nossa própria sombra. É fácil condenar o outro. Difícil é admitir quem a gente realmente é de frente ao espelho. É difícil encarar o que os nossos olhos transmitem. São tempos em que reclamamos que ninguém olha para o outro, mas digo, isso é sintoma de algo mais grave: as pessoas não olham para elas mesmas. É algo que mais do que a psicologia, a filosofia e a sociologia explicam.

O ser humano se acha sim, o centro do Universo, o certo, o que deve ser seguido. O ego nos guia nesse mundo em que nos ensina a estar em conflito o tempo todo. E por mais que todo mundo se magoe, poucos param para questionar. Quantas vezes não nos sentimos mais magoados com algo ruim que dissemos a alguém que amamos do que ouvir algo ruim da mesma pessoa? Já parou para pensar no motivo?

Geralmente a gente não sabe responder, pois a gente não se conhece tão bem. Mas é que não suportamos magoar o outro, a gente quer amar, não ferir. A gente quer cuidar. A gente quer paz, não guerra. A gente quer riso, não choro. Por qual motivo não temos isso? Pois para ser possível fazer tudo isso, temos começar primeiro com nós mesmos. Não importa em quê, a revolução, a mudança, ela sempre começa em nós mesmos. Nós inspiramos através de palavras, mas nada inspira mais do que ações, posturas. E isso começa de nós para nós mesmos.

A forma como tratamos o outro acaba sendo o reflexo de como tratamos nos tratamos e nos sentimos em relação a nós mesmos. Por isso que eu acabei colocando essa frase em um post, depois fui a repetindo algumas vezes e até coloquei no layout do blog "escute você. cuide de você. ame você". Quando a gente se escuta, se cuida e se ama e verdadeiramente, com boas intenções, sem egoísmo e por amor, a gente começa a tratar o outro assim também. Se há crises nos relacionamentos atuais (e realmente há), é por haver entre o ser humano com seu próprio íntimo. Não há como você se conectar com o outro quando sequer há conexão com você mesmo. Não dá para pular direto para outro nível quando ainda não aprendemos o anterior. Algo vai acabar não se encaixando. Algo não vai acabar dando certo.

Por isso que pra mim, a revolução é do indivíduo para o coletivo. Não é o todo que irá modificar o indivíduo, mas cada indivíduo começará a mudar o coletivo. Por isso que a mudança que você quer ver no mundo, deve começar por você. O que você quer dos outros, deves possuir antes. Não é justo cobrar e esperar dos outros aquilo que nem a gente tem. Quando pedimos "mais amor ao mundo", devemos primeiro cultivar esse amor em nós. O amor pode ser cuidar de você, ouvir uma música que te ilumina, escrever sobre o sol se pondo, ficar com companhias legais... E aos poucos esse amor de dentro de você, irá se espalhando para outras áreas e outras pessoas da sua vida. Sentimentos são contagiantes!


Cada um tem uma estrada, limitações e superações para viver. Para alguns certas coisas serão fáceis, outras difíceis e nunca será o mesmo para todos. Por isso que não adianta querer comparar jornadas. Talvez pra você seja super difícil estudar e você tenha um certo ciúme de Fulano que estuda muito bem, mas Fulano não consegue fazer e manter amizades como você, por exemplo. Pois todos somos bons ou não tão bons em diferentes áreas. Dai até nisso, o que cultivamos dentro de nós faz toda a diferença. Ninguém é bom em todas as coisas. Não ria do colega por não conseguir algo em determinada área, pois em outra você não consegue também. É como dar um tiro no próprio pé sem perceber, é rir de si mesmo também de um modo maldoso de forma inconsciente. Se não for pelo outro, que a mudança seja por você. O importante é ser sincero, né.

Se cultivamos compreensão com nós mesmos, seremos compreensivos com os outros. Levando em conta aqui, aqueles que demonstram e são verdadeiros. Quem finge ser algo que não é, provavelmente ainda tem uma jornada ainda maior para conhecer a si mesmo. E é uma coisa que a maioria das pessoas tentam evitar a qualquer custo.

Mas é ai que a revolução vai começar, está bem diante de nós mesmos. Pois se trata de cada um de nós. Se trata de não procurar fora, mas dentro. Se trata de ser quem a gente realmente é e cada um de nós é de extremamente importância no Universo. Se até o bater de asas de uma borboleta influencia tanto o mundo, imagina você? Uau! hahaha A sua importância é enorme! Não se ache tão pouco, pois você é essencial. O mundo continua girando sem nenhum de nós? Sim. Mas a gente pode ser o que faz o mundo de outras pessoas girarem. E isso também é incrível. Estamos aqui um por todos, por mais que nem todos percebam que de fato, é isso. Pois não existe fora. Se uma pessoa melhora, o mundo melhora junto. Se você melhora, o mundo melhora. Quanto mais esse número aumentar, mais melhorias no mundo. Uma revolução mundial se dará com essas revoluções internas. 

Por isso que te digo: a revolução começa em você. O que seja lá que você esteja procurando fora, comece a semear em você. Só tenha paciência, pois entre o semear e o colher, há o tempo da germinação até o brotar. Mas não tenha dúvidas, que tudo começa dentro de cada um de nós. Eu acredito em você, acredita junto comigo?

Ana Débora, com carinho e gratidão
como amei escrever essa carta!!!

Eu amo quem eu sou e não vou mais me desculpar por isso

SORRY NOT SORRY
i'm really not sorry. not anymore
*mas esse post é um desabafo, tá?*

Eu sempre fui uma garota na minha. Apesar de sempre ter sido uma senhorita de "língua afiada" e que não "respeitava" os adultos. Não é como se eu me achasse melhor do que os outros (tá aqui no blog pra quem quiser ler) mas sempre me senti muito bem com quem eu sou. Já tive os meus problemas comigo mesma, mas nunca achei ninguém melhor do que eu do mesmo jeito que nunca me achei melhor do que ninguém. Principalmente esteticamente falando. Ainda mais quando eu, quase durante toda a minha vida fui gordinha ou gorda mesmo. Eu já fui chamada de baleia. Mas mesmo quando eu era gorda eu não conseguia me olhar no espelho e realmente me odiar por aquilo, eu não conseguia me desprezar ou sentir nojo de mim. Pelo contrário. Eu entendia o que tinha me levado até ali e caso eu não gostasse, eu sabia que eu faria o necessário para mudar e então mudaria. 

O que eu quero falar nesse texto, é algo que passei ao longo da minha vida. E sabe, eu sempre me sentia culpada pelo fato de outras meninas - até meninos - se sentirem mal com o fato de eu me sentir bem com quem eu sou. Não já dizem que quando alguém brilha vão tentar apagar o seu brilho? Isso é um tanto verdadeiro. Infelizmente, há pessoas que não conseguem se sentir confortáveis com quem elas são e ai quando vê alguém bem com aquilo, por elas se acharem tão incapazes de um dia ter aquilo (por se subestimar), elas acabam te fazendo - ou ao menos tentando - te deixar desconfortável com o fato de você gostar de quem você é ou ao menos se aceitar como é. 

E isso é tão louco! É como se a culpa por ela se sentir mal fosse de quem se sente bem! É muito, muito injusto. Tem quem faça isso intencionalmente e tem quem não, mas no fim, a ferida é a mesma. E é pior quando esse tipo de sentimento vem de pessoas próximas, sabe? 

Quando eu era gorda, eu me acolhia. Quando eu ficava super deprimida ou após esse momento, eu me acolhia. Eu sempre escolho me acolher e me amar. Não tem haver com a parte de estar dentro do padrão ou não. Mesmo quando em algum aspecto eu não me amava, eu ao menos me respeitava! E não criava hierarquias e nem vivia de comparações. Sempre soube que não existe isso de "gramado mais verde é sempre o do vizinho" ou "o Universo está contra mim". Eu sempre escolho lembrar do que me levou até ali, eu sempre busco ser grata. Eu não tenho isso de graça e mesmo que eu tivesse! E ainda assim eu sempre me senti tão culpada cada vez que vinham com certos comportamentos para mim, sabe?

Lembro de que quando comecei a emagrecer, ouvi umas coisas super escrotas. E é cruel demais jogar a sua falta de auto-estima ou/e insegurança no outro. Muito, muito cruel. Pois há quem não ligue ou até jogue isso de volta pro outro, mas quando é alguém que se importa... machuca muito! 

Eu demorei muito para me acostumar ao meu corpo e a amá-lo como ele é. E antes de amá-lo assim, nunca detestei ou reprimi quem amava o próprio corpo. Ou pior: jogar o meu problema em cima da pessoa. Pelo contrário. Eu via aquilo e achava tão lindo e pensava "um dia eu vou me amar assim". Tem gente que se irrita com o bem do outro e tem gente que se inspira no bem estar do outro. Eu sei que inspiro muitas pessoas ao meu redor, assim como elas também me inspiram. Mas tem um pessoal que se irrita e faz muito mais barulho, sabe? Eles batem com mais força e frequência na mesma tecla. E eu sei que isso não é apenas comigo.

Eu sempre tentava, então, para conseguir ter meninas amigas (olha o ponto em que chegou a minha paranoia), não me destacar muito. Evitava certas roupas, certos batons, certos cuidados. Pois eu me sentia como uma ofensa. Como se eu gostar de quem eu sou, as diminuísse. Quase como se fosse um crime o fato de eu me amar. Aquela coisa de que, quem se ama, vira a pessoa que "se acha". Eu tinha que estar muito inspirada para não negar o meu desejo de usar uma roupa mais legal ou o batom mais forte. Depois de um tempo eu meio que larguei o foda-se pra isso mas ainda tinha uma certa culpa. Eu me culpava por me culparem. E sabe, caso você passe por isso, lembre que o que mais vale é o seu amor próprio e que quem não é capaz de te ver bem e feliz com você mesmo, não é alguém que vale a pena.

Alguém que sempre tenta te diminuir, que joga umas indiretas que sabe que vai te machucar (não tire por menos não) ou até diretas mesmo, que controla aos poucos o que você fala, que condena algum comportamento normal seu. Não tolere isso. Não é a sua culpa ela não se amar. É difícil pra todos nós conseguir o tão sonhado amor próprio. É uma luta diária de cada um. E se você sempre teve ou você conquistou, não deixe alguém levar isso de você ou menosprezar isso, só por ela não ter. Tá? É sério. Você merece todo o amor que tem para oferecer a si mesma.

E se você é a pessoa que faz isso, eu não sei nem o que te dizer. Apenas não seja escroto, tá? É difícil pra todo mundo. E a pessoa que se ama, ela não é metida. A pessoa que se sente bem com ela mesma, ela não é esnobe. Ela é apenas uma pessoa que se ama! Não condene alguém que tem algo que você queria ter, ao invés de ter raiva, se inspire nela. E não pense tão pouco de você. E parto da premissa de que quem tem raiva de alguém assim, é de que gente feliz e que se ama não se incomoda com alegria e amor alheio! hehe E cultive amor próprio ao invés de cultivar inveja a vida alheia. Se não for pra ajudar, faça um favor de não atrapalhar.

Eu sempre me desculpei. Eu sempre me senti culpada. Eu sempre evitei certas coisas. Mas eu não vou mais. Eu vou usar a porra da roupa que eu quiser, eu vou usar a merda do batom que eu bem entender, eu vou rir alto, vou fazer piadas, mas também vou falar sério e profundamente, vou fazer poesia, vou tirar fotos por horas e passar horas as editando depois. Sim, terráqueos ou nada terráqueos. Eu me amo. Eu me acolho. Eu me cuido. Eu me adoro! E não vou mais me desculpar por isso. Não vou mais me culpar por isso. E eu não vou mais deixar de fazer nada que eu queira fazer. Eu não quero mais saber de possíveis amigas que vou deixar de ter por isso, pois como disse uma sábia amiga minha "Aninha, elas não são suas amigas". Demorei, mas entendi!

Eu AMO quem eu sou e não vou mais me desculpar por isso. E não vou deixar mais ninguém sequer tentar me diminuir. O amor mais importante é o meu. O aceitamento mais importante é o meu. E só quero saber de quem for feliz e humano o suficiente para ser feliz junto comigo e para amar também!

xxx

Eu sei que eu posso estar, hoje, dentro do padrão (não totalmente, mas tô). Mas quando eu coloco no texto que não tem haver com padrão é que eu quero dizer que quem se ama e/ou se aceita como é, nem sempre é bem recebido. Pode até ser bem pior quando não se está no padrão e se ama. Ai é que as pessoas falam mesmo o tal do "ih, olha lá, se acha mesmo sendo...!". Se você se cuida, nem sempre você é bem visto. E eu, como boa trouxa, sempre cai nessa. Me culpava... E ai tentava me apagar, me diminuir. E deixava me diminuírem. Eu posso entender uma mulher que não tem auto-estima, mas eu não compreendo a mulher que joga esse peso, essa culpa, para uma outra mulher. Isso não é legal. Pra mim, toda mulher é uma diva. Tanto que o nome passado do blog era "Diva Pensante". Enfim... Depois de tanto me doar aos outros e não ter como me sustentar emocionalmente, eu percebi que não dava mais. Que eu me colocaria intencionalmente em primeiro lugar. É isso. Lembre que o melhor amor, é o próprio. E que seu melhor amigo, é você. O resto você e o Universo encontram depois. 

Ana Débora, com carinho e gratidão
é isso. e o resumo de abril vem aí. hahaha

Quando deixei de ter apenas a calça jeans como opção

não zoa o tamanho da minha mão, hein. zoa não hahaha
vamos bater um papo sério e necessário?

É quase regra: nenhuma mulher está totalmente de bem com o seu corpo. "É normal odiarmos um pedaço de nós mesmas, está tudo bem, é assim mesmo." Só que não. Eu tive uma fase bem solta em minha vida e depois me prendi. Passei anos da minha vida praticamente usando calça jeans. Os motivos para me esconder em uma eram vários. Dos que vinham de mim mesma e também dos outros.
   
Esse ano, exatamente como diz o título do post, resolvi mostrar as pernas. Já senti umas mudanças na pele, mas não voltei atrás. Foda-se. A palavra é essa. Comecei no fim de 2014, na verdade. Mas resolvi fixar como um desafio vencido, caso conseguisse realizar esse feito na universidade. E como consegui! haha Fui mais de saia do que de calça, nessas primeiras semanas de aula.
   
Passei anos para tentar aceitar que o assédio que já sofri não foi por culpa do meu corpo. Mas finalmente aceitei. Não foi culpa do meu corpo, não foi culpa minha. Aceitei também as minhas "imperfeições", pois não estou aqui para agradar. Não é como se meu corpo estivesse exposto para ser avaliado. Ele não está e eu não me importo mais. E exigirei o meu direito, quando necessário o for. 

MMFD, e mais um dos motivos pra amar essa série que me toca do dedo mindinho ao último fio de cabelo
sobre "o corpo perfeito" que nunca teremos e a não aceitação sobre aquilo que somos

E como me incomoda ver meninas infelizes com o próprio corpo. E não me venha com o papo "ah, homem também sofre essa pressão". Sério? Se você acredita que é da mesma forma, exponha a sua opinião sobre isso. Pois não consigo perceber isso. Tanto que para os homens, as nossas paranóias são sem fundamento e sem sentido. ;) Vocês podem até sofrer zoações, mas não são coagidos como somos. Tem mulher que só se sente bonita com maquiagem. Ou seja, ela se sente naturalmente feia. E nunca vi matéria falando que mulher fora do padão é melhor do que a que está dentro, mas já vi várias matérias dizendo que a mulherada prefere os caras gordinhos! Se já teve alguma matéria assim, favor, me avise. Adoraria ver. hahaha 
     
Várias são as propagandas que dizem "você linda", mas claro, apenas com a maldita maquiagem deles. E isso se estende para tudo: cabelo, altura, cor, estilo, comportamento, peso, tipo de corpo... E nem as bonitas se salvam de ter complexos. E nesse caso, as bonitas de acordo com o padrão. Pois beleza é algo subjetivo. Mas somos condicionadas a acreditar que só somos bonitas com o rosto cheio de maquiagem, roupas que valorizem o nosso tipo de corpo e mais um monte de chatice que nenhuma mulher diz achar chato ou de que sofre com isso. Mas que mulher não conhece a frase "pra ficar bonita tem que sofrer?", mas vamos desconstruir essa ideia nada legal. Aos poucos, mas vamos. Nós já nascemos lindas. 
     
Mas é difícil nos aceitarmos. Pois se você é magra, gostaria de ser mais cheinha. Se você é gorda, gostaria de ser mais magrinha. Se você é meio termo, queria ser ou mais magra ou mais gorda. Pois a perfeição do que é ser uma mulher hoje em dia é algo impossível de se alcançar. E nós mesmas demoramos um tempão para perceber isso! Mas nunca é tarde demais.
     
Não se machuque por não poder ser a mulher que só existe graças a intervenções cirúrgicas ou ainda pior, photoshop. Não destrua você mesma por querer entrar num padrão impossível. É tudo pelo capitalismo. Se nos sentirmos lindas e termos a certeza de que somos isso, gastaríamos tanto dinheiro em roupas, sapatos, acessórios, maquiagens? Acho que não. Você já nasceu linda. Não precisa de nada disso para se sentir assim. Só precisa trabalhar nisso. Quando você está sem maquiagem e com o cabelo molhado, é quando você está mais linda. Acredite nisso e verá.

Ana Lua
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é isso aí

É impossível agradar a todos


Cada um de nós sabe bem como é. Sofremos pressão de todos os lados, e eu não estou falando da gravidade. Estou falando da pressão social. E nem todo mundo sabe lidar bem com isso. Então, eu vou tentar ajudar a você que vê isso como um bicho de sete cabeças (que é mesmo), mas nós podemos superar isso. "Sério?" Te juro que sim!
 
A sociedade é um pé no saco e blábláblá. Não, não vou ficar escrevendo isso. Sabe o motivo? Pois precisamos dessa droga de sociedade para sobreviver. Se com ela já é uma confusão, imagina sem! Mas a sociedade impõe regras, certo? E ai de quem não seguir! Mas e daí, gente? O lance é não se importar. Pois não tem como se agradar por completo (coisas de seres humanos, não é verdade?) e muito menos aos outros! Então nada de pirar com isso.
 
Muitas vezes, essa encheção de saco começa em casa: tem mãe que chama a filha de gorda/feia/esquisita e tem pai que chama o filho de fresco/viado. Pois é. Mas se liga, quem precisa se tratar são esses tipos de pais, não o filho. Pois cada um é lindo do jeito que é. Não é que virou moda ser feio, nada disso. É que virou moda ser o que é. E que moda boa, não é? Poder ser o que desejamos ser. Eu acho que a solução para essa paranoia é: gostar de você como você é. Tem gente que vai gostar, tem gente que não. E a vida segue.
 
Do mesmo modo que você pode não gostar de alguém e até mesmo sem motivo algum, alguém pode não gostar de você. Tem vezes que até irrita. Mas a vida tem que seguir o seu rumo. Pois nós não queremos acreditar, mas é esse nosso lado único que nos torna tão especiais. Se você gosta de dragões, de fadas, duendes, de pessoas do mesmo sexo, de funk, de clássicos, de vinil, de pessoas do sexo oposto, nuvem de algodão doce, enfim... Goste de você do jeito que você é. Ame o que você é. Dê valor a isso.
 
O importante é antes de tudo, você pode se sentir e se reconhecer no que você faz. Os outros? É consequência! É lucro! Então podemos até fazer um agrado ao outro, mas sem que se torne algo tortuoso para o nosso eu. A nossa identidade está embutida não em um documento, mas em cada ação nossa. Então um viva para você. Do jeito que você é. Do que você faz quando está só. Do que você gosta. Do que te completa. Viva esse nosso lado original.
Gostaram da nova url e novo nome do blog? Epseo que sim!
Obrigada pelas visitas e comentários! *-*
Em breve, coloco as postadoras! 
Ana Cruz Lua

Sobre aceitar o próprio corpo



Olá, meninos e meninas! O tema de hoje é uma das coisas que mais nos deixa com neuras, tristeza, cabelo em pé e muitas outras coisas que ninguém merece ter que ficar sentindo! É o nosso próprio abrigo que eu metaforizo.  Ainda não entendeu? Escrevo sobre o nosso próprio corpo. É, esse que somos privilegiados de conviver todo dia. Mas daí você pensa contrariado do outro lado "Privilégio? Diz isso por que não possui o meu corpo! Aposto que você tem um corpo lindo!". Mas eita gente, o que será que o seu corpo tem de tão horrível? Temos que rever esse nosso conceito de feio...

Sinceramente, eu não gosto de tudo que tem no meu e ele me dá muito trabalho para achar alguma roupa que sirva e sirva bem. Meu corpo é oposto a minha personalidade. Mas eu tenho que saber lidar com isso. Pois sofrer com isso é opcional. Entenda uma coisa: a vida é feita de escolhas. Então escolha, por favor, não sofrer! Pois essa(e) é você. Se ame assim. Não deixe uma mídia ditatorial dizer como você deve se sentir. Eu não vou sugerir aqui a cirurgia plástica, a não ser que seja um caso de saúde. Mas nesse ponto, já foge do meu tema.

Vou citar um exemplo que a grande maioria deve conhecer: Demi Lovato. O apoio que os fãs deram a ela deve ser o apoio que você deve oferecer a si mesma(o). Não ter curvas ou ter curvas, e daí? Sabe o que eu sempre costumo dizer? Sempre tem alguém que goste. E já poderíamos ir começando por nós mesmos.

Principalmente se você for uma pessoa saudável. Eu sempre penso que só de estar viva já é uma dádiva. O fato de poder enxergar, de ter todos os meus membros, ter o que comer e até mesmo ter do que reclamar! Eu tenho tanto que posso achar ruim quando tenho um pouco menos. Então vamos nos alienar menos também. Vamos deixar de seguir o que não nos convém. Nada disso é um dever nosso, então devemos largar se nos traz um efeito negativo. Tem tanta coisa linda no mundo e ficar se preocupando com pouco. Bobagem, né? E isso sim causa rugas.

    E se você quiser mesmo que ele mude, sabe o que eu recomendo? Vá a um nutricionista e diga a ele o que deseja, ele te indicará a alimentação direcionada ao resultado que você deseja obter. Pratique esportes. Coma alimentos saudáveis. Aproveite a vida em off. E o principal: ame-se.

Ana Débora