Em outubro do ano passado, eu fiz a melhor loucura desse blog participando do BEDA. O mais louco foi que eu consegui postar durante ele. É algo engraçado, mas eu só me dedico realmente a algo quando me sinto desafiada. Eu sempre gostei de indicar tudo aquilo que gosto, tanto que transformei a categoria de resenhas para indicação, pois nem sempre eu resenho, só digo que amei e como me senti, então é algo que se encaixa mais na proposta que eu faço aqui no blog. E quando se trata de indicar, a gente pode indicar de tudo, né? Sem medo de ser feliz.
Nesse BEDA, indiquei dois ilustradores com recados cheios de positividades pra vocês (aqui) e hoje irei indicar mais dois. Melhor, duas. Acompanho elas no Facebook e elas também falam sobre saúde mental, comecei a seguir elas no momento em que tudo desmoronou em minha vida interna (eu mesma, literalmente, eu desabei em mim) e foram de extrema importância em todo o meu processo de cura interior. São páginas que falam muito sobre amor e cuidado com nós mesmos, sobre como podemos curar nossa própria vida, que somos maravilhosas e que podemos tudo e um pouco mais. E além das ilustrações com frases, geralmente textos acompanham. Caso não conheça, tá esperando o quê pra conhecer? Vem ver.
E então? Sentiu um alívio vendo a mensagem que quiseram passar? Chorou? O saldo final foi bom? Espero que sim! Na vida a gente já é tão bombardeado com coisas ruins, com julgamentos... Então, ao meu ver, páginas assim são essenciais. E em minha vida, elas fizeram uma diferença significante. Ainda mais pelo momento em que apareceram em minha vida. A verdade é que enquanto crescemos, sempre ensinam a gente a lutar, a brigar, a defender o que a gente acha ("é minha opinião"). Mas poucas vezes (ou nunca) nos ensinam a negociar, a dialogar e a tentar entender o outro além da nossa opinião (ou preconceitos).
Não seja apenas mais uma dessas pessoas que apenas rebloga/compartilha "mais amor, por favor". Seja a pessoa que coloca mais amor, de fato, no mundo. E tudo bem se você começar com amando mais você e criando respeito por você. Tá tudo bem. O importante é a gente começar de onde a gente está, da forma que a gente pode. Espero que faça bem pra você como faz pra mim.
Antes dessa pessoa aqui virar emo, é claro que eu dancei muito axé e muito funk. Eu era uma criança que já adorava poesia, mas também adorava outra arte: dançar. Não tinha uma atividade artística que eu não fizesse. Não nego. nem todas eu admitia (tipo maquiar "artisticamente"). Sem querer me gabar mas já me gabando, dançava muito bem. É, dançava. Hoje tô bem travada. hahaha
Ando escrevendo que nem uma doida, dai do nada pensei no funk do início do novo século. E resolvi fazer. Eis aqui. Espero que seja tão divertido para se ler e ouvir como foi escrever esse post!
"Então martela, martela, martela o martelão"
Quem, que cresceu no início do século, não conhece essa música? Acho impossível ter uma criatura dessa época que não saiba. Impossível. E é muito provável que você também sabia e talvez até ainda saiba a coreografia ou parte dela. Bonde do Tigrão lançou várias músicas que bombaram muito e que muita gente dançou ou ao menos viu muitas outras pessoas dançarem.
"Vou soltar a minha fera, eu boto o bicho pra pegar"
Eis o proibidão da época, não podia ouvir. Eu ouvia e fazia piada, falava pra causar. Eu era uma adolescente que onde eu tava tinha algo polêmico acontecendo. hehe Em parte pois eu adorava deixar as pessoas chocadas, mas por outro, era por eu acreditar naquilo. Sempre fazia uns questionamentos e foi por isso que ouvi muita merda. Mas eu falava muita coisa sobre as quais as pessoas não queriam lidar. As letras de Tati era uma dessas coisas. hahaha Mas muita gente ouvia, até por ser proibido. Ainda mais se fosse adolescente na época, né?
"Ado, a-ado, cada um no seu quadrado"
Um hino desses, bicho. hahaha Quem não se divertia com essa música? Eu já não dançava tanto, nessa época, mas eu dançava um cadinho e céus, ria horrores! Não tinha como não saber que música era essa. E essa música é pra família toda ouvir, dançar e elevar o humor! Além de aprender várias coisas, né? É... ele mostrou como é que é! hahahahah E dança bonito, dança bonito. Vai, vai, vai!
"Tira tchoron tira tchoron ou ah, ou ah"
Quem não cantou sobre o boy vacilão, todo arrependido depois de achar o cara, só que não era bem assim? E que agora ia ser bobo e correr atrás da abandonada na madrugada. hahaha Talvez não fosse uma música tão dançante, mas que foi uma música que todo mundo cantava, ah sim, isso foi.
Pocotó, Pocotó, Pocotó, minha eguinha Pocotó"
Eis aqui outro clássico. Um hino. Onde sim, ele manda beijo pra filhinha e pra vovó, mas não pode esquecer da sua eguinha Pocotó! hahaha
"E vem comigo dançar. Dançar! Dançar! Dançar!"
Aquela música que te ensinou como chegar no crush. hahaha Basta falar com o DJ, pra fazer diferente, botar chapa quente, pra vocês dançarem. Depois, pede uma chance e quem sabe o lance não vira um romance e vocês começam a namorar? hahaha Funk também falava de romance.
"No swingue da batida, como um morto muito louco"
O funk brasileiro já no clima da febre dos zumbis, gente. hahaha Eu lembro de na escola, colocarem essa música e literalmente um moooooonte de criança dançando com os braços pra trás e balançando o pescoço. Gente, deu até saudades. Até que a infância não é uma fase tão chata assim. Como minha mãe diz e concordo, cada fase tem suas dificuldades e coisas boas. E uma das coisas mais legais na infância, pra mim, era dançar.
Enfim, não coloquei todas as músicas que bombavam na época, mas coloquei as que vieram a mente primeiro. E você, dançou muito em sua época também? E eu também ouvia muito a Xuxa, Sandy & Junior, Eliana... ouvia literalmente de tudo. Fui uma criança que viveu de tudo um pouco. Não aproveitei tanto minha adolescência, apenas parte dela. Mas na infância, eu definitivamente fui tudo e um pouco mais que uma criança poderia desejar pra viver.
aquele cagaço pra postar, mas vai com cagaço mesmo
eu cito umas cenas, era inevitável
Pense numa série que colocou o dedo na ferida lindamente. Pensou? Achou que foi Os 13 Porquês? Erro feio, erro rude. Foi Querida Gente Branca! E só pelo título já deve ser bem fácil de entender o motivo. Acabo tendo certa facilidade em fazer um paralelo entre racismo e machismo, pois por ser feminista, acabo sabendo na pele o que é perceber o problema em algo e as pessoas começarem a dizer que estou exagerando e que estou sendo má com homens (ser chamada de "misâncrica ou feminazi", coisas que não existem). Ao contrário do machismo e racismo, né amores. Que está aí, mas quando alguém resolve colocar o dedo na ferida, vem um pessoal fazer escândalo.
Entendo no sentido de que, quando uma pessoa negra fala que algo machuca e humilha, não demora muito para aparecer um monte de gente pra dizer que ela exagera ou que ela pratica racismo reverso (outra coisa que não existe). E gente, não é por ai. Parem com isso, já. Pra ontem. Se essa série só pelo título dela já te causou tanta aversão, você realmente necessita ver essa série. E é urgente. Se só o título te incomodou tanto...
"Mas não é como se eu fosse um racista."
Será que não é mesmo? O gif que acabei encontrando pelo mar do Google e não poderia deixar de colocar nesse post, se dá por ele ter um amigo negro e estar cantando uma música no qual chama o negro de "nigga", considerada uma expressão racista. O amigo o questiona, diz que cantar aquilo não é legal, é ofensivo, machuca, mas ele começa a se defender e claro, dizer que não é racista. Até onde me lembro ele nem tinha sido acusado de ser racista, só alertado de que falar "nigga" não era nada legal. Ninguém já sai se defendendo do que não é culpado (então se ele se defende..., sabe quando a pessoa no fundo sabe que é mas não quer admitir? Pois é).
É idem pra questão do blackface. Dai a pessoa faz algo racista, ou diz, mas diz que não o torna racista. Mas, vem cá. Se uma pessoa cometeu homicídio mas diz que não é homicida, ela não deixa de ser um homicida, né? Reflita. Tem gente que não é racista o tempo todo, mas pode sim, cometer atos racistas aqui e ali. A gente tem que se observar, pois nem tudo que a gente aprende, é o certo. Mas infelizmente, vivemos numa sociedade em que as pessoas, no geral, preferem continuar fazendo coisas racistas mas se dizendo não racistas, do que admitir que são racistas e parar de ser assim!!!
Se alguém diz que não é legal e tem fundamento, continuar fazendo só demonstra que você é um babaca e racista, nesse caso. Não teriam que ler comentários calorosos de pessoas negras se não as ofendessem antes, né? Mas infelizmente essa é uma série que não vai alcançar pessoas que realmente são racistas, pois elas param no título e boicotam a série. Quem vai assistir essa série, em sua maioria, são as pessoas que já tem consciência de como a nossa sociedade é sim, racista. E não só com os negros.
Tanto que tem uma cena super engraçada, onde uma das personagens negra acaba colocando uma garota asiática dentro de um padrão... racista. E a cena é bem engraçada, pois há um garoto branco junto com ela e ele comenta que agora teriam aquilo em comum. hahaha A série tem um senso de humor que eu a-do-ro!!! É super sarcástica. A série é tão genial que diferencia também o tratamento de pessoas negras com pele mais escura ou mais clara (colorismo), também fala sobre as vivências e determinadas posturas dos personagens (de ser ativista ou não e como se luta contra o racismo). Que nesse caso não é da minha conta, então não vou comentar. Cada um luta da sua maneira contra aquilo que o oprime e nesse caso, sou privilegiada.
Racismo é algo estrutural, então algumas vezes podemos até reproduzir (ou seja, ser racista) sem ter noção do que estamos fazendo. Acontece. Não quer dizer que você é uma pessoa irrecuperável, tá? Não precisa ficar tão ofendido. Eu admito que não entendia pessoas como a Coco, mas a série me levou a esse entendimento. E fiquei bem triste por toda a trajetória da personagem, a menina sofreu e não foi pouco. Acontece que algumas pessoas passaram por coisas tão ruins durante tanto tempo, que acabam ficando apenas tão focadas em se manterem a salvo, que apenas fazem de tudo para se adaptar ao sistema que é cruel com eles. Não o derrubar. Mas sim, se integrar a ele.
Troy tem um pai que tenta fazer com que ele seja perfeito para que passe "imune" a esse sistema injusto, mas ao final da série o filho comete um ato que o faz sair gritando "por favor, não atire, é o meu filho!", pois o policial ia sacar a arma... como já tinha feito em outro momento com outro personagem, o Reggie, e a humilhação que ele passa, por ser negro ele já é tratado como o mau caráter da situação, foi o único que teve que mostrar que realmente estudava ali... só pela cor de pele. Enfim, um absurdo. A série se passa nos EUA e nem tudo que acontece lá, acontece de forma igual a aqui no Brasil, mas dá pra fazer claramente um paralelo. Pois ainda que não seja igual, é muito parecido.
Eu já achava horrível o tratamento que as pessoas recebiam de acordo com quanto mais escura as suas peles são, mas ver o que a pessoa realmente passa depois daquilo... é pior ainda. Acho difícil alguém não ficar péssimo depois de ver aquela cena. Isso quando a pessoa em questão, não acaba sendo morta, né? Eu tinha noção do problema, mas não da dimensão. Não consigo imaginar de fato como é viver assim, nessa tensão constante aonde ser perfeito é o mínimo para ficar a salvo.
Meu tapa com essa série? Por ser branca, eu esqueço da dimensão do problema. Sabe quando Gabe liga pra polícia pois ele achava que não iria acontecer o que aconteceu? Eu poderia ter sido ele ali... eu esqueço que a maioria das pessoas brancas, sequer reconhecem o racismo. Dizem que é mimimi, que é frescura. Apesar de estatísticas dizerem o contrário. Esqueço como a sociedade realmente funciona nesse sentido, pois sou privilegiada. Meu privilégio me faz pensar que "não é tão ruim assim" quando na verdade nem é tão ruim assim mesmo, é pior.
E eu já cansei de falar pra não dizer que só nariz afilado é bonito, que não é só cabelo liso que é bonito, que não é só pessoa branca ou uma negra clara que é bonito... e as pessoas não param. Eu assisti essa série sem ninguém do lado pois tem pessoas em minha família que juram que os comentários delas não são racistas, mas são. E não digo pelo meu julgamento, mas sim pelo que já li e ouvi de pessoas negras. E essa nem é a pior parte do racismo... racismo mata. E como mata. Creio que é por isso que as pessoas preferem fingir que não existe, pois se admitirem, a grande maioria se perceberia com as mãos manchadas de sangue.
Não achei essa série ofensiva em nenhum momento e sinceramente, trata um assunto pesado e que ninguém quer falar sobre, de maneira super descontraída. Ri horrores com essa série. Aprendi, também. E muito. A única coisa que posso fazer é reconhecer meu privilégio como branca, evitar o que causa desconforto para pessoas negras e para isso, devo ouvir o que tem a dizer (não vou morrer por causa disso) e entender que eu tenho responsabilidade nisso.
Converso sempre que posso e evito ser babaca. Babaca é eufemismo pra racista, nesse caso. Sim, gente. Como branca eu posso sim, ser racista. Como pessoa branca eu tenho responsabilidade de entender isso! Se você é branco, você tem responsabilidade nisso sim. Você pode tornar o mundo melhor quando perceber isso e se policiar mais. Eu percebi que eu me comportava meio que "não é todo branco", mas quando se é negro e se passou a vida toda passando por tanta coisa ruim, eles não vão sair pensando em quem é racista ou não é. Eu ficava bolada quando via alguma pessoa negra evitando me olhar ou algo assim, mas agora eu entendi. A série foi muito reveladora pra mim. Olharei a situação de uma outra forma, agora. Do mesmo jeito que "nem todo homem" não me deixa menos assustada em diversas situações, "nem todo branco" não irá acalmar uma pessoa que já passou muita merda só por causa da cor de sua pele. Que como Sam diz, a cor da pele deles, não é uma arma.
Em ritmo de finalização, coloquei a foto dessa criatura fofa, meu xodozinho da série. Que menino fofo, minha nossa. Lionel é aquele personagem tímido, na dele, mas que tem uma importância crucial na série. O menino não abria a boca, mas quando o fazia eu ficava eufórica! hahaha Não que eu não tenha gostado de praticamente todos os personagens, gostei, mas eu adorei ele desde o trailer. Então tô perdoada, né? Espero que sim. Lionel o melhor jornalista tímido que você respeita.
Enfim, essa é uma série super necessária. Você expor o problema não é o que causa a situação, tá? Tem pessoas que ficam revoltadas por tornar algo escondido em exposto, reclamam como se fosse algo que não existisse e que os negros que causam isso, fala sério. E se você não faz o que a série critica, qual o motivo para ficar tão zangado? Eu não faço, então não fiquei. Geralmente a gente se irrita com aquilo que a gente faz, mas não admite que faz. Igual o moço do gif lá no início do post. No meu caso, a série me fez perceber que não faz nenhum sentido eu levar pequenas atitudes para algo pessoal. Pois não é. Não foram muitas, mas senti dessa forma algumas vezes, ficava na dúvida. Mas agora ela foi sanada. Que série maravilhosa de ter me mostrado essa perspectiva. E olha, o foco da série, nem são os brancos. São os negros, viu? E como o racismo os atinge. Gerado pelos brancos, claro. Mas ainda assim, o foco não é a querida gente branca. Que basicamente, só fica no título. Só tenho o que agradecer essa série, pois ainda que um pouquinho, me tornou uma pessoa melhor. E espero ser essa pessoa melhor. Para que, nem que um pouco, o mundo se torne mais justo para todos.
Vê esse vídeo aqui também, de como quando se a branco, a gente é racista e nem percebe. E podemos melhorar.
+ indicações de filmes, série e mangá com a mesma temática tem spoilers da série, viu? e a visão através da minha vivência
Não é pra todo mundo e não é por se tratar de suicídio, mas sim, como a forma que tudo é exposto. Caso você tenha lidado muito tempo com depressão ou algum transtorno que te faça pensar ou querer recorrer ao suicídio, como bipolaridade e bourdeline, realmente não acho que a série seja pra você. E assim, caso esteja se tratando de algum transtorno, você pode decidir melhorar sem precisar ver essa série, ao meu ver. Eu vi até o quinto episódio (considerados leves por quem assistiu tudo), e já foi um tiro em meu próprio pé e fiquei morrendo de medo de ter uma recaída com a depressão, mas tem uns quatro dias que parei de ver e ufa, tô melhor! A série causa muito mal estar. Pra quem já tem o emocional abalado, ao meu ver, não recompensa.
Mas, te recomendo um mangá que retrata o mesmo tema e envolvendo adolescentes, chamado Orange. É lindo e toca a alma de um jeito bom e você acaba não apenas cheio de esperança, como também sabendo que sempre podemos ser melhores. Também tem um filme, que é bem mais leve e creio que tem na Netflix, que é Se Enlouquecer, Não se Apaixone. Muito bom! E ainda tem outro, que trata de forma muito humana pessoas neuroatípicas e como melhorar, também requer o interesse e compromisso da própria pessoa, que é o Garota Interrompida. Que creio que também está no Netflix. Os três retratam o tema, chorei com os três, mas não me levou pra nenhum lugar ruim. Criatura mole demais que nem eu é um negócio delicado e coisado, viu? hehe A série só me fez pensar no quanto o ser humano consegue ser ruim e como uma situação desastrosa vai te levando a outras. E a série acaba com provavelmente mais um suicídio e um provável futuro massacre, acompanhado é claro, de suicídio. Então é uma série muito pesada. Muito. Toneladas. Por isso não recomendo essa série também, pra quem é sensível demais. Alguém muito empático pode ficar realmente péssimo com essa série. Vi gente dizendo que vomitou, outros dizendo que quase desmaiaram. Gente, que é isso? Acho realmente desnecessário. Pois é tudo pesado o tempo todo e a série é longa demais, então, nossa. É tipo se forçar a uma tortura.
Ahhh! E tem minha série favorita, que é My Mad Fat Diary, que fala muuuuuito sobre tudo isso e totalmente na visão da personagem principal. E mostra os altos e baixos dela, tem compulsão alimentar, tem machucados intencionais, tem tentativa de suicídio... mas fala-se abertamente sobre os problemas, ela faz terapia, ela acabou de sair de uma internação e a mostra reconstruindo a vida dela e dando a volta por cima. É uma série belíssima e não entendo de não ter feito metade do sucesso que Os 13 Porquês fez. Já existem sim, séries, filmes, livros e até mangás que falam sobre suicídio e doenças mentais. A diferença é que nunca se teve um alcance tão grande como a série da Netflix alcançou. Creio que num misto de redes sociais onde todo mundo vive (ou quase isso) e a forma que causa comoção em quem assiste.
Pra quem eu recomendo a série? Pra pessoas machistas, no geral. A série retrata muito bem o que é ser mulher nesse mundo. Quem sabe assim, finalmente entendam. Recomendo também pra quem sempre resume tudo com "ah, mas eu só estava brincando". Também acho válido ver a série pra quem acha que tudo que adolescente passa, é drama. Eu fico besta como esse povo esquece o que é ser adolescente, viu? Por isso que eu não simpatizo com adultos desde que sou criança. Adolescentes são mais intensos e impulsivos que o normal, além da sensação de deslocamento e a necessidade de pertencer a algum grupo ou alguma coisa. E ainda, é claro, ser ignorado pelos adultos. Muita coisa pode dar errado no meio do caminho. A série mostra isso claramente. Ela literalmente esfrega na sua cara. Quando é uma realidade que você não sabe que existe, é tipo "uou", mas quando é algo que você tem noção, ao esfregar, só faz machucar. É tipo "eu sei, eu sei que é assim" e eu tinha vontade de berrar assistindo, me angustiava demais ver ela se deteriorando e o Alex também e ninguém fazia nada. E eu me via neles, então foi demais pra mim. Fui até o quinto episódio e até fui longe demais.
Acho uma série inválida? Não. Mas é uma série que é delicada demais. A série não segue as regras da OMS, o que acho muito perigoso. Demais. Deveria ter avisos sobre gatilhos desde o primeiro episódio! Pois ainda que a maioria esteja digerindo tudo bem, já vi vários relatos (inclua o meu, agora) de quem viu e ficou péssimo. Teve até caso de suicídio. Isso por a pessoa ter relatado que estava vendo. E as que não irão contar que estavam assistindo? E a repercussão da série lá fora? Enfim. Eu espero que o saldo não negative mais do que negativou e que realmente ajude as pessoas. Pra resumir, eu tenho lá todo um histórico com depressão, ansiedade, suicídio e traumas. Então suicídio é um tema presente demais em minha vida, então a série pra mim, é inviável. E talvez para outras pessoas também. Por isso tô escrevendo o post. Eu parei de ver a série quando li mais sobre os riscos em que estava me colocando. E minha saúde mental está acima de qualquer série do momento, né. É bom manter essa linha de pensamento ou a gente não vive.
Não é bem uma crítica para a série, é um aviso. Que ela não é uma série pra todo mundo, sabe? Não recomendaria mesmo para menores de 16 anos, assistir algo assim. Até essa idade a gente ainda é mais facilmente impressionável, sim. As coisas chocam mais. Só com o tempo que a gente vai virando mais casca grossa (e olhe lá). E indiquei títulos que tem a mesma temática, caso queira ver algo sobre ou algo mais sobre. É bom as pessoas falarem sobre isso. Tabus estão ai para serem quebrados, não é mesmo? E que mais vidas possam ser salvas.
Eu sou amante do k-pop (me deixa alegrinha), mas também escuto outros estilos. Sou muito exigente com o que eu escuto, por motivos de: o que a música me faz sentir. Lembrando que não se trata da letra, não se trata do som, mas sim de todo o sentimento por trás da produção da música (o que a pessoa sentia enquanto escrevia, por exemplo). É isso que eu sino e sei que não é algo que a maioria das pessoas conseguem sentir. E tudo bem.
Tá.
Dai um dia, depois de não ter dormido ou ter acordado bizarramente cedo (não faz nem muito tempo, mas não me recordo tão bem), tipo umas quatro da manhã? Algo assim. Uma página publicou o vídeo legendado da música Warrior. Tema que, eu adoro. Adoro falar sobre o amor (universal). E ao ouvir aquela música... eu senti que precisava saber mais sobre quem era ela.
Ouvi uma música, outra, outra. Ia atrás da tradução. E as lágrimas vinham, junto com um sentimento de "nossa, ela me entende tão profundamente" ou "eu me sinto exatamente assim". Eu chorava, com um sentimento de "está tudo bem" tão forte, que eu não sei explicar. Aurora pode ser resumida como sendo tão doce e ao mesmo tempo tão forte. Tão leve e tão profunda. E é justamente por ser tão leve que ela consegue ir aonde ninguém mais consegue e com maestria. Eu fiquei encantada! Essa mulher, sabe como tocar uma alma humana exatamente da forma que ela deve ser tocada.
Achei uma página dedicada a ela por fãs brasileiros e lá, tava traduzido um vídeo onde ela explicava o que estava por trás do álbum. E então eu entendi tudo. Se trata de fazer pazes com momentos ruins do passado, olhar pra eles numa outra perspectiva. Gente, se eu chorei novamente? Sim, chorei. E fez sentido o conforto e o acolhimento que senti em seu trabalho. Era justamente a intenção dela. E o jeito que ela fala sobre fazer música... é lindo de se ver. Chorei por isso também. Chorei por ela ser tão linda e maravilhosa e por permitir isso se refletir em arte e espalhar pelo mundo. Chorei por ter conhecido uma alma tão linda na Terra.
Isso pode parecer exagerado, mas eu não gosto de muitas coisas, pra ser sincera. Então quando eu gosto de algo e ainda mais, quando algo me toca e me transforma da forma que Aurora fez, eu não consigo e nem faço questão de controlar o sentimento que aflora em mim. Vou deixar aqui minhas músicas favoritas dela, no momento. Maaaaaaaas, escute mesmo. Não se apegue aos trechinhos que eu coloquei, em algumas eu prefiro a letra (poesia pura) e em outras eu prefiro a melodia + voz dela. Uma das músicas que selecionei... é como se os anjos estivessem cantando para você. Espero que ela te toque, como me tocou. Que ela acalme o teu coração, como acalmou o meu.
"Tudo que eu preciso é lembrar
Como era me sentir viva"
"Eu fui longe demais e beijei o chão sob seus pés
Implorando por seu amor, pedindo para os nossos olhos se encontrarem"
"Eu preferiria ver este mundo através dos olhos de uma criança
(...)
Eu preferiria sentir este mundo através da pele de uma criança
(...)
Eu preferiria me sentir viva com uma alma de criança"
"E eu estava correndo para muito longe
Eu fugiria do mundo algum dia?
Ninguém sabe, ninguém sabe"
"Guerreiro, guerreiro do amor.
Debaixo do céu escurecido
Há uma luz
Mantida viva"
Eu poderia até tentar deixar o post curtinho, mas seria impossível pra uma escorpiana nata que nem eu. Quando eu gosto de algo é sempre assim, né? hahaha Enfim... Aurora conquistou meu coração e é tão bizarro, vejo umas entrevistas dela e temos então, algumas coisas em comum... tipo querer morar no meio meio do mato numa casa pequena e sozinha (no meu caso, acrescento bichinhos de estimação), de acreditar em elfos, de conversar muito sozinha, de sentir coisas que ninguém mais sente... Queria ser amiga de infância dessa criatura maravilhosa. Mas me contento com a música dela, que já é maravilhosa o suficiente.
Eu acabo pontuando uns pontos da narrativa, você pode acabar considerando isso spoiler. Aviso dado!
Parece que eu só resenho séries da Netflix, não é mesmo? hahaha Mas quero tomar vergonha na cara e resenhar mais coisas por aqui! Tenho assistido cada série maravilhosa! Precisamos melhorar por aqui. hehe Enfim...
Eu não ia assistir The OA, pois tive a mesma impressão que rolou com ST: "vixe, é bad vibes demais" e passei direto. Mas tenho umas amigas que me fazem mudar de opinião. No caso de The OA, bastou jogar um "ah, tem uma parada com anjos". ANJOS? VOCÊ DISSE ANJOS? Já tava eu lá assistindo, claro. Gosto de anjos sem saber o motivo desde que eu sou guria.
Comecei a assistir e quase desisti pois a minha expectativa não tava dando com a realidade... não vou mentir. Eu achei que ia ser algo mais bonito, filosófico e coisa do tipo, mas The OA leva para o lado científico da coisa, o lado horroroso do ser humano e ai eu fiquei "ai pelos deuses não quero mais", mas eu continuei assistindo. Depois que eu vi uma crítica sobre a série, percebi que já havia assistido um filme dos mesmos escritores/produtores, entendi o motivo de The OA ter sido do jeito que foi. Pois o filme que eu vi deles, tinha a mesma ~vibe~.
The OA tem três histórias dentro de uma. Você não sabe de nada e vai sendo introduzido aos poucos e ainda assim quase nada é respondido. Ficou perdido com Sense 8? Assiste The OA. hahaha Quando você acha que começou a ter uma luz, volta a ficar no escuro novamente. Sabe aquela coisa de "não achei que ia ser otário, mas fui otário"? Bem isso.
Então The OA é recheada de histórias tristes e com uma ambientação pesada. É tudo muito melancólico, nostálgico, as cores são fracas. E fala muito sobre família, laços familiares ou a falta deles. Eu percebi como tema central da trama também. Além de falar sobre a vida, a morte e o intervalo entre a vida e a morte. Expõe, mas não explica. The OA é beeeem essa linha de raciocínio. hahaha
A série possui uma narrativa em terceira pessoa, é tudo pela visão da OA. O bom de uma narrativa assim, é que você sabe como ele se sente e como ele vivenciou aquilo. O ruim é que você sabe só isso mesmo, o lado único e exclusivo de uma personagem. Além da ambientação ser bem científica. e o mundo científico é bem engessado, rígido. Dá pra sentir isso. Eu particularmente sinto gastura desses ambientes.
A gente vive num mundo que acreditar em algo que não é "racional" meio que te faz "averso" à ciência. Aquela velha e insustentável briga... Mas e quando a ciência resolve estudar justamente algo invisível? Algo que a racionalidade humana ainda não alcançou? De um jeito meio torto, né. Mas foi justamente esse caminho torto que levou as pessoas certas a estarem unidas em determinadas situações, ainda que não fossem boas.
Então... vale ou não vale a pena assistir The OA? Olha, eu diria que sim. É diferente de tudo que você já viu, muito provavelmente. Então já vale a experiência de curtir algo novo. Além de quê, tem esse mix de ciência e ocultismo/misticismo. Tem essa coisa de: existe vida após a morte? Quando morremos de fato? Existem outras dimensões?
É uma série super viajada. Se você é do tipo que adora questionar de onde você vem, o que significa estar onde você está, o que seria de fato real ou não... recomendo que assista. The OA é uma série com uns significados bem espirituais, a dupla que produziu a série ama esse tema, os trabalhos deles são sempre voltados para temas desse tipo. Então tem gente achando que tudo um surto da OA, mas eu acredito que não. Nem teria graça, né? Imagina o monte de coisas legais que podem ser exploradas com tudo o que ela contou! Se fosse só da cabeça dela, seria só mais uma visão ~bad vibes~ da nossa realidade. Imagina que merda se Harry Potter fosse ele num coma? Vocês me poupem de ter uma vibe ruim dessas, credo.
E outra, tem gente que acha que ela é uma pessoa fora da realidade só por ter tomado remédios controlados, pra você, o que seria loucura? É outra questão a se pensar, viu? A série toca nesse quesito de saúde mental também. A OA fala do "eu invisível", isso pra mim nada mais é do que quem a gente é de verdade. A gente é aquilo que não vemos, aquilo que não tem nome. Mas está lá. Você sabe o que é? Uma série viajada para uma pessoa viajada... se me colocarem com as pessoas certas pra conversar a viajem não acaba nunca. hahaha
"existir, é sobreviver as escolhas injustas"
Eu não tô criando milhares de teorias em minha cabeça, a não ser acreditando na OA. Eu quero mergulhar nesse mundo dela de cabeça e de mãos dadas com ela. A segunda temporada já está escrita, então fico aqui no aguardo pelas possibilidades que estão por vir. Até seja lá aonde você estiver, OA.
Se tem uma coisa que o povo ama é indicação de coisas para assistir. Eu sou uma viciada em doramas muito mais do que sou viciada em séries, tem nem comparação. Já vi muita série sim, mas é verdade mesmo é que sempre me amarrei num mangá, numa fanfic e em doramas. hahaha Não tem jeeeeito. E acabei voltando com tudo com os doramas.
Vi dois, se não me engano, no início do ano e no momento estou acompanhando nada mais do que três. Voltei a loucura. E são todos de romance? São. Aquele clichê? Sim. Mas eu amo? Amo, adoro, sou viciada. Não vou negar. E são todos super recentes. Ou acabaram de acabar ou ainda estão passando na Coréia e os três tem atores super queridos tanto por lá tanto pelos fãs internacionais (oi!).
Doctor Crush
A atriz principal é interpretada pela querida Park Shin Hye, já assisti um monte de doramas com essa mulher, linda demais. Não se preocupe se esquecer de acompanhar a legenda para apenas pensar o quanto ela é linda, acontece.
Nós temos uma protagonista de personalidade forte, revoltada com a vida. Ela é o que os coreanos chamam de punk, alguém que não respeita as regras. Depois de aprontar muito, ela acaba conhecendo um rapaz que a pega fazendo algo errado e claro que ai coisas que acontecem em doramas, acontecem. Tem gente ruim de conta, que acha que a diferença de idade entre os dois é de vinte anos, só que gente, é menor. Somar é coisa básica, viu? Mesmo sendo de humanas.
Eu ainda devo estar pela metade do dorama, que acabou recentemente, mas o meu shipp é o de sempre. Mesmo ele sendo mais velho, acho muito bonito o amor deles dois, como eles se entendem. E como o amor perdurou, apesar de tudo. E é lindo como eles se ajudam.
A protagonista é fria, passou por muitos momentos de dor sozinha o que a endureceu para o amor. Mas um homem que ama e que sabe que o amor reside ali, é capaz de esperar e ajudar seu amor a reconhecer o que há entre os dois. E que mesmo tendo passado por tanto sofrimento, sempre é possível amar mais uma vez.
Cinderella and Four Knights
Tem quatro homens maravilhosos nesse dorama, estão sendo considerados os novos Flower Boys, ao meu ver são até bem melhores num nível que não tem nem comparação. Há dois nomes já bem conhecidos no dorama além de um k-idol. Amo ver tanto boy lindo junto? AMO. Mas sabe o que amo mais? Essa protagonista MARAVILHOSA, que eu fico louca mesmo quando ela começa a agir! haha
Como o próprio nome do dorama já diz, assim como a introdução dele, é tipo um remake da Cinderela. A história de perda da mãe da moça, a madrasta, a meia irmã e pai babacas. Só que os príncipes como ela mesmo diz, estão bem longe de serem cavalheiros. Pelo contrário. Ela acaba se envolvendo com quatro deles, mas não necessariamente a relação é romântica. Mas tem shipp para todos os gostos. Dessa vez, parece até que tô shippando o casal errado. Mas não desisto. Quem shippou SasuSaku por dez anos, praticamente, pode criar coragem de shippar até um casal difícil de se concretizar.
Esse é um dorama clichê, por ter o cara rico e a menina pobre. Mas muda, pois ela tem um jeito diferente. Ela tem ambições, ela não está procurando um namorado, ela não tem medo de nada, tem um coração tão puro que minha nossa eu quero abraçar e cuidar dela, ela está indo atrás dos sonhos dela mesmo quando tudo parece ter dado errado. O dorama ainda é muito recente, não está nem na metade ainda, mas no momento estou amando. Ela manda nos cara, toca o terror, eles até tentam dominar ela, mas no fim, ela que comanda. hahaha Ai, não vou mentir, ADORO!
W - Two Words
Pra ser sincera, não era nem para eu estar assistindo esse dorama. Não sei ao certo o que me fez assistir ele, mas tô assistindo. Está em andamento ainda, mas já está pelo meio da duração. A protagonista também é médica e também é forte. Ao contrário dos doramas convencionais, não é o mocinho que salva a mocinha. Aqui, não existem apenas dois mundos como também é sempre a mocinha que salva a pele do mocinho. Não vou mentir, ficou bem animada com isso. É maravilhoso. A mulher sempre se vira e resolve tudo. Quando vem as cenas de ação com ela, eu já tenho até que me segurar para não ficar gritando "arrasa" ou "você é poderosa, mulher, vai, ataca!". hahaha
Enfim. Tem amor? Tem.Tem ação? Tem. Tem um momento de que você se irrita pois estão problematizando novamente o amor dos dois? Sim. Mas dorama é isso, né. Assiste quem suporta, pois é uma novela mexicana algumas vezes. Sério. Eu adoro esse dorama e já conhecia o ator, um querido da Coréia, Lee Jong Suk. Não é o primeiro dorama que vejo com ele, assim como outros atores dessa lista, que são atores mais conhecidos mesmo. É um dorama que eu não sei ao certo o que dizer, mas que eu tenho gostado bastante de acompanhar.
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Espero que tenha gostado da lista! c: Gosta de dorama também?
Quem é amante da internet, dos memes e não conhece Inês Brasil? Se não a conhece, está usando a internet de forma errada. hahaha Eu não vivo só de drama, vivo de humor também. Inês pode parecer somente uma doida ou até palavras piores podem acabar sendo atribuídas a ela, mas Inês ganhou a internet pela forma que ama o próximo e por ser tão verdadeira. Eu, pelo menos, a admiro por isso.
Inês não teve uma vida fácil e ela melhorou com a ajuda das pessoas que começaram a acompanhar ela. E os fãs dela, fazem várias coisas para ela, copiam os bordões dela. Quem não conhecem "marimba"? hahaha, ou "se me atacar eu vou atacar"? Inês conquistou ou fãs de uma forma, que agora a temos até em uma animação. A personagem é ela toooooda, adorei a produção. Vem ver!
E ainda resolvi trazer nesse post alguns dos bordões dela, que caso você não conheça, vai ficar conhecendo. Vai usar a internet da forma certa. De nada. E quem já conhece, pode ler e falar junto, que a gente está aqui pra se amar e se divertir, né não? hahaha
E por fim, uma mensagem que não podemos esquecer e a Inês veio aqui nos relembrar:
Ana Débora, com carinho e gratidão
vambora fazendo!
Hoje eu percebo que fico sem indicar as coisas que eu gosto por motivos de: zona de conforto. Eita nós! Mas nesse mês estou ~saindo~ dela e venho aqui indicar dois ilustradores não apenas talentosos, como dispostos a espalhar coisas boas! Apesar de seguir apenas eles dois pela Instagram (a maioria acompanho apenas pelo Facebook), vale muito a pena.
Muito amor, muita lindeza e muita energia positiva, né não? hahaha Eu pretendo seguir mais artistas no Instagram, mas por enquanto, que divulguem apenas o seu trabalho através da rede social, é eles dois. Não apenas pelo talento, mas pelo conteúdo que trazem. São pensamentos bons e que ao menos eu, preciso tanto. Me faz um bem danado ler o que eles publicam! Então quis compartilhar. É bom dividir o que nos faz bem. Se bem que eu sou do tipo que meio que divide tudo. hahaha
Eu já fiz esse teste em vários momentos super diferentes da minha vida e é simplesmente um absurdo como o resultado acaba sendo o mesmo. Mediador: INFP - A, não é a personalidade mais rara, mas é uma das menos comuns. hahaha Muda apenas a porcentagem de cada item, mas continuo sendo: introvertida, intuitiva, sentimental, exploradora e assertiva.
É um teste super legal e que irá te ajudar a entender um pouco como você é, caso responda com sinceridade. Eu resolvi ler mais definições sobre essa personalidade e fiquei mais chocada ainda. É incrível como tantas coisas batem. Acho até difícil alguém não ter visto esse teste por ai, mas caso não, eu sempre fiz no 16 Personalities!
tem umas informações "leves" sobre a série, mas talvez você considere spoiler
Hoje eu acabei não indo para a aula, então resolvi escrever algo mais elaborado. hahaha Sinceramente, eu tinha amado a sinopse da série. Mas quando eu vi o trailer, desisti de ver. Por motivos de que parecia ser algo muito macabro, tipo gente virando o pescoço e falando com uma voz que não é dela. Mas ai eu vi que uma amiga minha que não gosta de nada muito de terror, tinha não apenas assistido a série... ela tinha amado.
Eu já estava disposta a assistir, sinceramente, não por ser inspirado na década de 80, não vi muitas coisas dessa época, apesar de ter compreendido algumas referências. Mas não a maioria, não tô aqui pra mentir, não é mesmo? Mas depois ela disse que era uma série sobre dimensões, poderes da mente e então tive a certeza de que iria assistir.
Eu já postei aqui sobre Sense8, dizendo o quanto amei a série e no momento é minha série ativa favorita e é original da Netflix, assim como Stranger Things. Netflix tem nos dado séries maravilhosas, né não? Não vejo ninguém reclamar. Talvez tenham alguns spoilers, então se ainda não viu e não quer saber umas coisas (apesar de não tão importantes), não leia. Eu tenho um shipp nessa série então eu meio que preciso escrever sobre eles. hahaha Não me controlo, também já falei da minha loucura com SasuSakuaqui no blog, shippo poucos casais, mas quando shippo, é intenso!
O que eu mais gostei é Stranger Things é como tudo se encaixa: a fotografia, a ambientação, a música, os efeitos sonoros... É maravilhoso. E o ritmo da história é perfeito. Apesar de ser uma série de mistério, você não fica querendo saber mais sobre o que virá a seguir do que aquilo que você está vendo no momento. Eu creio que a chave do sucesso e aceitação da série, mais do que ser inspirada na década de 80, foi justamente o ritmo da série. A forma como tudo se desenvolve é incrível.
Apesar de todos os chamarem de crianças, eles já são adolescentes, né. Início de adolescência, mas ainda assim, adolescência. O que não deixa de ser fofo. É engraçado pois depois que a gente completa uma certa idade (completo 22 nesse ano), a gente começa a perceber que assim, até uns 14/15 a gente realmente ainda tinha muito mais da infância em nós do que qualquer outra fase. Por isso que rola uma identificação tão louca. hahaha
A primeira coisa que chama atenção na série e ninguém irá te negar isso, é a amizade. Eu sou apaixonada por qualquer forma de arte que retrate ao meu ver, a relação mais essencial em nossas vidas. Pois é como sempre digo, você pode nascer numa família e não se sentir bem ali. Ou todos vocês podem ser amigos. Amizade, a gente escolhe. E Stranger Things dá exemplos a cada momento sobre o que se trata ser amigo de alguém. Não tem como não amar. Na verdade, a trama gira em torno desse laço entre os personagens. É muito amor.
A segunda é 011. hahaha A menina é muito fofa, minha nossa. Ela é a definição que você é o que fazem com você e não do que você é o que te aconteceu. A menina vive uma vida indigna, é usada, passa por absurdos que ninguém deveria passar... e é um amor de pessoa. Ela não é má, ela é bondosa, ela é pura. A personagem que todo mundo acaba ficando com os quatro pneus arriados e nem se desespera por isso. Careca e com cara de braba sim, mas com um coração que não é qualquer um que consegue manter. Isso pra mim também é um poder. E o mais poderoso de todos.
quem vê cara não vê coração é definição pra ela também hahaha
Se eu shippei? Siiiiim. Fiz isso com os adolescentes mais velhos? Nãaaaaao. Tô me metendo em briga em relação ao triângulo amoroso deles? Nãaaaaao. Tô sofrendo com o shipp que tem tudo pra não dar certo? Siiiiim. Mas gente, eu amei Mike. hahaha Ele é o meu favorito, junto com a On. E claro, quero os dois juntos. Gritei, me descabelei, sofri... mas né. Continuo firme e forte. Não sou eu que escolho o casal, o casal que me escolhe. hahaha Louca? Siiiim.
dá pra não shippar? nãaaaaaaaaaaao hahaha
A série também tem um suspense muito bem elaborado. Eu não me assustei de fato nenhuma vez, mas deu umas agonias sim. Eu sinto mais agonia pela situação dos personagens quando são ruins do que pelo que os deixa assustados, dá pra entender? Temo a situação, não o vilão em si. A ambientação é realmente incrível. Tudo é tenso, sabe? Mas de um jeito normal, como se aquilo pudesse realmente acontecer com qualquer um. Mas tem umas partes que 'cê fica meio desesperado, mas não é aquele "bum", é aos poucos... Já falei que o desenvolvimento dos fatos é incrível? Pois é.
Agora assim, entre os quatro garotos cada um tem uma personalidade. Mike é mais maduro, sabe conversar com adultos de igual pra igual, apesar de algumas vezes dar uns pitis que provavelmente nem ele sabe de onde vem (identificação de quem escreve aqui, agora). Dustin é aquele cara mais tranquilo, que não planeja muito e nem é de dar piti ou problematizar e sempre tá pensando em comida. Lucas é o que mais analisa as coisas, é desconfiado, porém acaba sendo o mais estrategista. Will é aquela criatura fofa, sensível e que não curte mentir. E já descrevi a Eleven ou Onze.
Também é lindo como a família de Will e não apenas os seus amigos não desistem dele. O seu irmão e sua mãe... é tão lindo. Sabe aquela família em que um cuida do outro? Pois é. Óbvio que eles iriam pegar a família com os laços mais unidos, assim como a criança mais sensível, para passar pelo perrengue. Assim como quem sofre horrores é uma menina encantadora como a 011. Essas coisas mechem com a gente, bem lá no ponto mais delicado.
antes fosse discoteca, mas não, não... hahaha
Os irmãos mais velhos de Will e Mike acabam tendo uma participação importante na série, assim como a mãe de Will e o xerife da cidade até então sem crime algum pra solucionar. Também possuem interpretações maravilhosas, a Joyce (mão do Will), nem se fala. Mas eu sempre acabo focando mais em algum ponto, né? Então foquei no meu shipp, claro. E na fofura em ser um recém adolescente.
Stranger Things é uma série com oito episódio e de duração de quase uma hora, que vale a pena ser visto. Ao meu ver, não apenas por ser uma série inspirada nos anos 80, mas por ter um ritmo maravilhoso e personagens muito bem construídos. Eu a assisti em três dias e preferi assim, pois se tivesse assistido em um dia, teria me acabado em tristeza. hahaha O ideal seria um episódio por dia, mas a ansiedade não deixa.