Algumas Fotografias e Palavras Soltas #5

HORIZONTE VIOLETA

Minhas fotos sempre tão iguais, o que muda é só o cabelo e olhe lá. A cara permanece a mesma, durmo no formol. Mudo por dentro. Mudam os textos. Mas sinto que a essência e a casca permanecem o mesmo, só muda o quanto me aprofundei em mim mesma. Algumas vezes a gente se aprofunda tanto em nós mesmos que depois tudo começa a te dizer que é hora de sair, é hora de se movimentar, é hora de viver com outras pessoas, pelo mundo. É tão confortável ficar somente comigo mesma e com quem escolho a dedo, mas assim, é fácil demais. É zona de conforto demais. E dai a gente não cresce e até adoece. Mas enquanto não saio da minha bolha... 


Adorei como essas fotos ficaram. A primeira não ficou tão boa pois não terminei de fechar o olho, mas a segunda, acho que me define tão bem. Um rosto não tão exposto e um olhar tão forte e tão penetrante. Já escutei muito das pessoas que elas tem medo do meu olhar, pois parece que vejo a alma delas. Nunca neguei. Mas quem foi capaz de ver a minha alma através dos meus olhos? São raros, mas essas pessoas existem. Né folclore não, juro. E essas pessoas, elas tem o melhor de mim. Eu não as temo, eu as admiro.


Vai uma mãozinha aí? hahaha Eu adoro tirar fotos mostrando a mão ou colocando a mão no cabelo. Não tem nenhum significado tão grandioso. Nem tudo é mistério. Assim como tem uma parte de mim é que tão facilmente lida, facilmente obtida, facilmente acessível. Mas as pessoas nunca se contentam com o que está de fato ao alcance delas. A gente é engraçado, só isso que tenho a dizer. 


Mais um clichê meu. Foto na mesma posição, de olho fechado e de olho aberto. A diferença desses registros fotográficos para o anterior, é que o batom é violeta e não rosa e de que o meu cabelo está partido ao meio e não ao lado. Sinceramente, eu não achei que um dia me sentiria confortável em usar meu cabelo dividido ao meio e na estrutura natural dele. Cada vez mais tenho apreciado a forma, o volume, a cor, a inconstância do meu cabelo. Acho meu cabelo muito parecido comigo, literalmente. Nunca sei o que esperar dele, mas sei que de alguma forma, vai ficar do jeito que eu gosto! c: Eu olho pra ele e aceito ele como ele é. Dá paz? Dá sim.


E mais um clichê, mais uma foto no estilo que amo. Desde que tirei minha primeira foto assim e eu deveria ter uns 16, não parei de tirar fotos assim. Eu sinto que essa expressão me define por dentro. Minha mente não para, eu tô o tempo todo analisando tudo, criando teorias, dizendo a mim mesma pra não pirar e juro pra você que se eu não tivesse essa calma interna, eu já teria surtado. Sim, eu teria. Mas até nas maiores tempestades, ainda que eu virasse noites chorando e decidida a dar um fim a tudo, no outro dia, eu recomeçava. Eu diria "tente mais uma vez, você consegue". Ainda que minha alma estivesse tão cansada, meu coração tão dolorido e minha mente tão assustada, eu teimava em tentar mais uma vez. Não é à toa, que ainda tô aqui. Um brinde aos que se dão chances infinitas, a gente merece!

Ana Débora, com carinho e gratidão

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