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Ser adulto, não precisa ser assim tão difícil


Logo que fiz 18 anos, eu sabia que algo tinha mudado. Mas ainda não entendia direito o motivo daquela sensação estranha. Se você já completou essa idade, talvez tenha sentido algo parecido. Querendo ou não, entramos na fase adulta e essa carga então, de um dia pro outro, é nossa. Não há o que fazer. Você dorme num dia e quando acorda no outro, está lá. Lide com isso. E não adianta mais dizer que não sabe lidar. A responsabilidade que antes era dos seus responsáveis, agora é sua. Agora, o responsável é você.

O que a gente sempre deseja, é crescer. Ser adulto, esse é o nosso objetivo, nosso sonho. E somos condicionados a isso. Crescemos ouvindo que só somos alguma coisa quando crescemos, então como poderíamos não desejar por isso? Ainda assim, o que antes era sonho, para muitos, não muito tempo depois de completar essa idade, vira um pesadelo. E começam então as perguntas "nossa, quis crescer por quê?". Bem, nós só podemos crescer e envelhecer cada vez mais, não há como evitar isso. Do contrário só na ficção. 

Ser adulto, não é fácil. Não me ensinaram a ser uma. A você provavelmente também não foi ensinado isso. A quem deveria ter te ensinado também não. Pois adultos, realmente não sabem o que estão fazendo. Raros os adultos que sabem o ser. Que sabem o que estão fazendo. A maioria só vai seguindo o fluxo, ou melhor, sendo empurrado por ele. Moldado por ele. Engolido por ele. Então se tornam pessoas amarguras, impacientes, egoístas, transbordando desamor. Mas não precisa ser assim. Foi assim durante muito tempo, mas não precisa continuar. Não precisa ser assim tão difícil.

Sobre as soluções? Bem, ainda não sei. Mas tenho algumas ideias. Visto que ainda sou bem nova nisso e que ainda não sou completamente independente. Mas já tem certas coisas que penso diferente. Acredito que o problema está, no fato de que as pessoas não aprenderam a lidar com a liberdade e responsabilidade. Pois quando somos crianças, não temos preocupações, mas também não temos liberdade. Não, não há liberdade, pois você é totalmente dependente de outras pessoas. E quando nos tornamos adultos, a liberdade chega, mas com ela, também chegam as responsabilidades. E é ai que a loucura, reclamação e chororô começa. 

Crescer é bom pois vamos realmente nos tornando quem realmente somos. Não temos mais que fazer o que pai e mãe disseram, não temos mais aquela necessidade de nos encaixarmos num grupo. Vamos definindo nossos próprios pensamentos e sentimentos. Vamos respondendo apenas a nós mesmos, a única pessoa a qual devemos satisfação. É a tal da liberdade. Só que como nos tornamos responsáveis por nós mesmos (olha onde esquecemos de crescer), o que antes era da conta do nossos responsáveis, se torna nossa. Iremos pagar nossas próprias contas! Yay! Deveríamos ter gratidão por sermos capazes de cuidar de nós mesmos. Mas, não. É só reclamação. 

Tenho certeza que, tirando os dias de trabalho (necessidade, né mores), gastamos mais com dias de diversão do que pagando contas. E se você está usando mais dias para pagar contas e resolver picuinhas do que para se divertir, pausa para analisar como você anda, né? Como você anda distribuindo o seu tempo, sua energia. Em que tipo de coisa você está focando. Pois a vida adulta não é nem de longe só tristeza. Ainda que existam cobranças, você pode decidir o que fazer. Se quer casar ou não. Se quer ter filhos ou não. É sua decisão. É seu poder. 

Eu gostei de ter sido criança. Gostei. E aproveitei muitíssimo. Mas sentir a saudade do jeito que as pessoas mais velhas costumam sentir? Não. Não sinto falta. Foi bom, mas também foi muito limitante. Se eu tivesse tido mais liberdade, talvez até batesse saudade. Mas como não tive, falta não me faz. E gosto de estar adulta, no momento. E espero saber ser uma adulta. Mas claro, mantendo minha criança interna bem viva e bem acolhida dentro de mim. Não deixei de ter riso fácil, de me encantar pelas coisas simples e nem a curiosidade sobre aquilo que não conheço. 

Além do equilíbrio entre liberdade e responsabilidades, acho que precisamos entender que ser adulto, não significa ser morto por dentro. Quando somos adolescentes, também somos a criança que fomos. Quando somos adultos, também somos os adolescentes que fomos e somos também a criança que fomos. E sempre podemos mudar. Sempre podemos ser contraditórios. Mas parece que quando completamos 18 anos, esquecemos disso. E como adultos, ainda que tão poderosos, continuamos vulneráveis. Vamos focar no que é bom em nós e na vida. E assim, tenho certeza de que não será tão difícil como vem sendo. 

Ana Débora, com carinho e gratidão
tudo depende do referencial

Quando sua vida estiver uma merda, aceite

uma metáfora nojenta para um assunto que precisamos falar

O título desse post pode parecer meio louco, mas irei explicar como cheguei a essa conclusão. Isso é sobre eu ter percebido como demorei mais ou menos dois anos e meio pra perceber que minha vida estava na merda, apesar de parecer que um sádico estava escrevendo a minha história, quando recentemente quase mandei para uma amiga o seguinte: nem quando minha vida estava tão ruim, eu dizia que ela era uma merda ou um inferno". Não cheguei a mandar, pois três anos depois é que percebi que, mais do que o mar de merdas que eu estava passando, o pior problema foi ter não admitido que eu estava vivendo um.

Parece piada, tem tom de piada, mas nem era. Mas eu tentava ignorar aquilo, cresci em ambientes um tanto tumultuados, então pensei "vida que segue". Mas aquilo já estava tendo um impacto, sabe? Já vinha tendo a um certo tempo. Eu fiquei por um fio em todos os campos da minha vida. To-dos. Talvez você que me leia já tenha passado por isso e geralmente a maioria das pessoas tem pelo menos um momento assim na vida. Eu tinha mais ou menos vinte anos e sentia como se tivesse quarenta. hehe 

E sabe o problema? Eu não via a situação com clareza. Eu estava tão frágil emocional e mentalmente, ainda me meti em mais problemas, querendo manter todo mundo bem enquanto eu ia pelo ralo. E quando me percebi péssima, sem nada, no final de 2016, foi quando eu reconheci a situação. Um pouco mais de dois anos para cair a ficha. E ainda assim, eu me achava fraca. Só com uns meses de terapia, com a ajuda da profissional que vou atualmente, é que eu percebi que na verdade eu só cansei de ter sido tão forte por tanto tempo. Fardo que uma pessoa não conseguiria carregar, eu carreguei o dobro do meu. Mais que o dobro. Pois eu não queria enxergar justamente a forma que minha vida tinha tomado naquele momento, era um pesadelo sendo vivido. 

É importante que enxergue sua vida como ela é. Alguma vezes, se fingir de cego ou ter um otimismo que te leva pro abismo, não vale a pena. Nem sempre dá pra pensar que vai melhorar. Algumas vezes, você só tem que esperar algo passar por você e esperar que no fim, ainda sobre alguma coisa. Eu passei os últimos 6 meses de 2014 morrendo de medo de perder algo a mais, mas não admitia que estava numa situação de merda, que era horrível sim, que eu tava sofrendo horrores. E eu apenas repetia para muita gente "não aguento mais", mas não era o suficiente. Eu tinha até pessoas que diziam pra mim que eu tava passando por uma barra, que eu tinha o olhar caído e sem brilho, mas eu sempre achava que elas exageravam... repare a cegueira que eu estava. 

Por isso que, quando sua vida estiver uma merda, aceite. Tem vezes que nossa vida é um mar de rosas, mas tem vezes, que é um mar cheio de merda. E é isso. Dai além de você tentar não se afogar, vai tentar desviar das merdas. hahaha Uma metáfora meio nojenta, né. Mas real. Admitir isso não faz de você uma vítima ou fraca, pelo contrário. Até como sempre digo, só podemos melhorar algo quando a gente sabe que não está bom ou poderia estar melhor. Você ignorar um ou vários problemas, não irá resolver nada. Pelo contrário. Fugir, nunca resolveu nada. Ter medo, nunca resolveu nada. Resolver a vida dos outros só pra não admitir que você está na merda, só vai fazer a merda crescer e você afundar ainda mais nela. E eca, né? Ninguém quer isso! 

Já falei muito sobre ter uma vida boa, maravilhosa, com tudo de melhor. Mas se não estiver assim, tudo bem. Tá? Não tem nada de errado com você. É só a vida sendo como ela é. Essa deliciosa montanha-russa, que nos dá um frio na barriga, uma adrenalina. É nesses momentos que a gente lembra que está vivo e percebe que temos que fazer de tudo para sermos felizes o máximo possível. Pois sua vida não é, ela está. Assim como também não somos, estamos. Uma merda hoje, um mar de rosas amanhã. E isso nunca para.

Ana Débora, com carinho e gratidão

Como você se trata?


Eu entrei num processo de desintoxicação em relacionamentos pessoais e a ressaca moral, emocional e psíquica, pareciam que não iriam acabar nunca. Mas acabaram. Mas não é uma limpeza real se a gente não se revisar também. Se algo muito ruim aconteceu em nossa vida e isso foi se repetindo com um certo padrão (sabe quando a gente solta um "por qual motivo isso sempre acontece comigo?", abre o olho, migaaaaa), é que a lição não havia sido aprendida. Você ainda não mudou o que deveria ter modificado. É sério! hahaha E isso não tem haver só com espiritualidade não. É algo bem óbvio, até. No sentido lógico da questão mesmo. Eu aprendi um bocado com isso e não sou do tipo que guarda o que descubro, então vim contar algo sobre isso para vocês. Talvez te ajude! c:

Tem gente que diz assim "eu devo ser uma pessoa ruim, pois só atraio gente assim". Bom, talvez você seja realmente uma pessoa que alimenta o lado ruim mais do que o bom... só que você não percebe. A gente sempre repara no modo que tratamos o outro. E algumas vezes, como o outro nos trata. Mas, ei. Como você se trata? Você é gentil com você? Você cuida da sua alimentação, do seu sono, do seu prazer? Você entende seus erros e fracassos? Você se trata de forma igual a que trata os outros ou não liga tanto assim pra você?

Teve uma coisa que eu demorei muito pra perceber... que os outros nos tratam, como a gente se trata. As coisas mais essenciais da vida, ninguém ensina pra gente. É impressionante! Inclua o amar a si mesmo nessa lista! E inclusive o que já falei aqui, que o seu projeto de vida é você mesmo. E como num filme/livro famoso disse por aí e é uma verdade verdadeira: a gente aceita o amor que a gente acha que merece. E isso não é apenas no amor, isso se estende pra tudo na vida. É no respeito, nas palavras, na sinceridade e por aí vai.


Então por isso, eu te pergunto: como você se trata? Pense nisso com cuidado. Vá com calma. Geralmente a gente não para de fato para pensar nisso. Somos criaturas cheias de baixa auto-estima e de cobranças constantes. É uma misturinha do terror e a gente bebe ela todo dia, se deixar. E pode ter itens ainda piores no meio disso tudo. A gente não se repara muito, né? Ninguém nos ensina a cuidar da gente. Ninguém nos ensina a lidar com nossos sentimentos, principalmente os piores. Aqueles que quando a gente sente quando criança, somos silenciados pelos adultos. Justamente aonde se necessita mais atenção. Mas é bom que a gente cresce e nos tornamos nossos próprios adultos. Então podemos nos ouvir e nos curar.

Então cuida de você, tá? E cuida bem. Com amor, carinho e atenção. Pois você merece. Se trate bem e só aceite aquilo que te soma, te acrescenta. Começando por você. E aceite que você merece tudo que é de bom! Aceite! Aceite aquele amor seguro, aceite aquela amiga que nunca te larga a mão, aceite aquele emprego que te fará tão bem. Aceite que você merece tudo isso, pra que quando chegar, você reconheça e  não os deixe ir. E que sim, os agarre com todo o seu coração e força!

Se cuide bem, com amor, carinho e compreensão. Ande do seu lado, se dê a mão. Não abra em hipótese alguma, mão de você.

Ana Débora, com carinho e gratidão
fiquei inspirada do nada... hahaha 

Sobre a leveza do não julgamento


Esse texto é mais um relato pessoal, mas resolvi escrever sobre. Meio sem pé nem cabeça, mas né. Vai que ajuda alguém? :)

Vivemos num país majoritariamente religioso, então seja você religioso ou não, sem dúvidas que você já ouviu muito essa palavra e suas variáveis: julgar. Mas... o que seria julgar?

Significado de Julgar
1. Ter uma opinião sobre; expressar um parecer, um juízo de valor acerca de: julgou o cantor; a vida o julgará pelos seus erros; não se pode julgar.
2. Considerar; tomar uma decisão em relação a: julgaram que era razoável continuar; julgaram horrível o seu texto.
3. Supor; imaginar-se numa determinada situação: julgou que lhe dariam um contrato; julga-se menos esperto do que o irmão.
Sinônimos de Julgar
Adivinhar; Decidir; Determinar; Imaginar; Avaliar; Prognosticar; Presumir; Pressupor; Pressentir; Supor...
Antônimo de Julgar
Tolerar; Desconsiderar.
- Fonte.

Eu só não digo "quem não julga, atire a primeira pedra", pois eu sei que o mundo está cheio de hipócritas e pedras haveriam de ser lançadas. Seja por ignorância no sentido intelectual ou no sentido emocional, as pessoas jogam mesmo... as pedras e o que tiver pela frente. Ainda que todos nós tenhamos o teto de vidro. Ainda que todos nós, num nível mais inocente ou intencional, julgamos.

Mas eu não estou aqui para filosofar sobre o sentido do julgar o outro. Eu tenho divagações maravilhosas comigo mesma, mas na hora de passar para palavras, eu não sei explicar. Mas vou tentar compartilhar sobre a paz que eu senti durante um tempo em que eu não fiz do julgamento uma rotina diária (e me vigiei e meditei muito para alcançar isso, naqueles dias). E o sentimento de paz e leveza foi o que mais marcaram esse tempo. E percebi que minhas maiores perturbações, decorrem do querer entender (que é julgar) o outro em determinados aspectos que não é da minha conta. Pois descobrir certas coisas não muda em nada as nossas vidas.

Sabe quando alguém faz algo de ruim e a gente fica batendo a cabeça tentando entender a motivação da pessoa? Pois é. Eu faço muito isso se eu não me vigiar. Mas... do que importa? O que foi ruim pra nós, já foi feito. E no fim, o motivo real da pessoa pode até ser determinado de maneira correta, mas como iremos saber a não ser que a própria pessoa nos conte? Sem contar que, seja lá qual for o motivo, o dano já foi causado. O que acaba importando é como quem se machucou irá lidar com isso.

Julgar, pode parecer ruim só pra quem sofre o julgamento. Mas também é ruim pra quem dá a sentença. Se você reparar, quando o julgar não é saudável, ele gera muita angústia ou algum outro sentimento negativo, como raiva. Visto que julgar, geralmente é associado a algo ruim, né? Geralmente julgamos sempre que queremos denegrir alguém. Ou queremos entender a postura de alguém numa agressão. Julgar envolve coisas ou pessoas e talvez até nós mesmos, numa vibração que não é muito boa. E eu creio que tudo é energia. Então se você se associa com algo de baixa vibração, sua vibração segue o ritmo.

No meu caso eu tentava entender comportamentos negativos, me perguntando o que levava as pessoas para agirem de determinadas formas. Destrutivos não apenas com os outros, mas com eles mesmos. E pelos céus, como eu sofri! Não foi pouco. E tentar entender o comportamento alheio me levava a justamente o que eu questionava... Ligar a televisão pra mim e assistir jornal, era apenas para que eu caísse em prantos. Até hoje eu evito, mas não choro ou fico revoltada. Não vejo para não baixar minha vibração. Prefiro selecionar o que eu vou realmente entrar em contato. Enfim. Mas tenho que sempre exercitar que as pessoas são o que elas conseguem ser, que cada um tem um nível de consciência e por ai vai. Tenho que bater na tecla como um disco arranhado, mas um dia eu absorvo isso. Ah se absorvo! hahaha

Então o post de hoje foi isso. Sobre essa prática tão comum e cotidiana para todos nós, por mais que pareça algo super de boas, no geral não é uma prática saudável. É algo que nos pesa e depois jogamos o peso de volta pra algum outro momento ou pessoa, mas só da gente ter pego aquela energia... Nossa. Faça esse teste, tente ficar sem julgar tanto por uma semana. Acho que em uma semana já dá para sentir a paz e a leveza mais presentes quando julgamos menos o outro. É complicadinho, mas a gente tem que lembrar que cada um tem uma estrada, um caminho, uma consciência, os desafios e aprendizados que escolheu passar, o nível de consciência e que isso nos faz ter diferentes formas de ver e agir conosco, com o mundo e com as outras pessoas.

Eu, a cobaia exposta do post como exemplo, fico querendo entender tudo por trás de cada ação de n pessoas não é nada maduro. hahaha Eu sou uma pessoa muito fadinha, que queria que o mundo fosse cor de rosa e que todo mundo fosse gentil e agradável. Mas não é assim, né? hahaha Meu soooooooonho é superar esse meu drama de que meu-mundo-utópico-não-existe. E aceitar esse mundo como ele é. Eu estou muito desconectada com a Terra, no momento. É fácil pra mim ter inspirações, meditar. Mas deixar as coisas em ordem no mundo material... ô zona. E o mundo é o que fazemos dele, né? E somos tão diferentes... essa é a graça. Tenho que absorver isso. Será que em 2017 vai? Pois isso me faz perder uma energia enorme. Mas um dia eu chego lá, espero que em breve!

Pois quando a gente decide não julgar, a gente sai do papel de entendedor de tudo, a gente sai do papel dono da verdade, a gente sai do papel "o meu umbigo é o centro do universo", a gente sai do papel de juiz de nós mesmos e dos outros. E isso tira um peso enorme de nós e a gente pode direcionar a nossa energia para algo mais saudável. Algo que realmente nos acrescente. Que nos torne melhores.

Ana Débora, com carinho e gratidão
que possamos julgar menos e amar mais
nas redes sociais rola falta de interpretação de texto
e muito julgamento e falta de respeito
pq não usar esse tempo pra nos melhorar?

Lembre: você é forte


Se tem frases que eu gosto, são frases que envolvem ser gentil ao invés de ter razão. Ser gentil, pois você merece paz. E ser gentil, pois você não sabe qual batalha o outro está enfrentando. E é justamente isso. Eu não sei se no momento você enfrenta algo ou não, mas caso esteja e ache que não irá conseguir, vou te lembrar de algumas verdades. Lembre-se: você é forte. E isso irá passar por você, é só uma fase. É só um desafio e que você irá vencer. Confio na sua capacidade pra isso. Confie também.

É fato que o nosso mundo está cada vez mais rápido e competitivo. A gente sabe. Além de sermos a geração na qual onde tudo flui tão rápido, onde todo mundo tem que saber tudo. Quando a gente está no ensino médio a gente já sente o peso do mundo nas costas antes mesmo antes de aprender a tocar a própria vida sozinho. Tem vezes que dá vontade de desistir, pois parece que a gente não vai conseguir. E o turbilhão de sentimentos, pensamentos e cobranças tomam conta. Mas ei, não esqueça de calar tudo isso e respirar. Tome seu tempo, pegue a sua própria vida de volta.

Você é quem você é e no nosso mundo, querem colocar todo mundo num local padrão. Tem que ser assim, tem que conquistar isso, tem que fazer aquilo. E quando sobra tempo pra gente ser quem a gente quer ser? Eles não nos dão esse tempo. É a gente que tem que se dar. Você tem que se dar esse tempo. Eu sei que parece que a gente não tem escolha, mas a gente tem sim. Apesar dela ter um preço. Tem gente que consegue viver a vida padrão muito bem, outros morrem por dentro e continuam vivendo, enquanto que outros não suportam continuar dessa forma e nem conseguem seguir as suas vontades... e tem os que ousam viver a vida como querem.

Não importa o que você escolha viver, você tem que ser forte. Estar nesse mundo é bom, mas é cheio de desafios. Não vai ficando mais fácil. É como um jogo mesmo, no qual os chefões vão ficando cada vez mais difíceis. Mas tem algo a mais: você também fica mais forte e mais difícil de ser vencido. A gente pensa que não dá, que não consegue. A gente desconhece a própria força, a não ser quando a gente tem que meter a cara, tem que ir atrás, tem que lutar. Ai a gente é forçado a descobrir que a força existe sim e ela sempre esteve dentro de nós. E que a cada desafio, a cada chefão, ficamos mais fortes, mais experientes e mais confiantes em nossa própria força.

Claro que há momentos em que, ainda assim, iremos cair. Iremos chorar, iremos duvidar... mas no fundo nós sabemos, que não podemos desistir. Ainda que seja necessário algumas vezes, dar um tempo, esperar que as dores se fechem, a gente sabe que não está tudo perdido. Que de alguma forma, irá dar certo. Pois há uma força dentro de nós, que não nos deixa desistir. Há em nós essa força, que nos permite continuar. Não esqueça: você é forte. Seja lá o que você esteja passando, vai passar.

Ana Débora, com carinho e gratidão
do nada quis escrever sobre isso

Da baixo auto-estima que ninguém fala

alô alô humano, aqui quem fala é um marciano hahaha

Ao ler auto-estima, quem não pensa logo em seguida em aparência? A gente só associa a falta de auto-estima, na maior parte das vezes, a aparência. Pois fulana não aceita o cabelo, não aceita a gordurinha, não aceita a estria... e por aí vai. Claro que as consequência podem ser extremas nesse caso aqui, mas creio que a falta de auto-estima que mais nos destrói, óbvio, é a menos falada. É a falta de auto-estima em quem você é mesmo, ali dentro, aquilo que não tem nome. Quando você não se aceita como indivíduo. 

Então se você é uma pessoa que sempre fica com pessoas que de alguma forma, não valorizam você e mesmo que elas não te tratem como deveriam e você vai atrás delas por achar que você que fez algo que não deveria ou que deveria mas não fez, repense a sua auto-estima. Caso você ache que é esquisitão, sempre incomoda os outros, que você tanto faz ou tanto fez para o resto das pessoas, repense a sua auto-estima. Se você tem receio de se impor, de viver a sua vida da sua maneira, de aceitar o que você quer acima do que os outros querem, repense a sua auto-estima. Não é só falta de amor-próprio, pois você pode até se amar, mas talvez sua necessidade de aprovação por não se sentir tão boa o suficiente seja lá por que motivo for... repense a sua auto-estima. Ela provavelmente está baixa e não está agindo ao seu favor. 

Quando se tem baixa auto-estima desse tipo que eu escrevo aqui, de não se valorizar, de achar que não é suficiente, é preciso descobrir por qual motivo nos sentimos assim. Pode ter sido perseguição na escola, críticas desconstitutivas dos pais ou simplesmente o amor que você recebeu, de alguma forma, não foi suficiente... Os motivos podem ser vários. Podem vir de fora ou de nós mesmos. E isso mata quem a gente é e a gente fica sem saber pra onde ir, além de ficarmos à mercê de pessoas que não são nada legais com a gente. E muitas vezes a gente não descobre que desgosto é esse pois quase ninguém fala sobre isso. Então resolvi escrever sobre.


Geralmente a baixo auto-estima aqui, está relacionada com alguma rejeição muito grande que sofremos e ai começamos a nos rejeitar profundamente e assim procuramos essa aceitação das outras pessoas. Ninguém está livre de passar por um momento assim. Ocorre quando não nos valorizamos e acabamos querendo essa valorização do outro. E somado a isso, tem o fator de que sempre vai achar que não se é bom o suficiente, que acaba fazendo tudo errado e sempre deixando a culpa recair sobre si. Infelizmente, as pessoas vão usar isso contra quem é assim, sim. Talvez elas não façam isso com a consciência de serem más, mas elas fazem. E não se engane, há quem faça por pura maldade também. A gente tem que ficar ligado na gente, mas nos outros também.

A gente tem que tomar muito cuidado e prestar muita atenção, não apenas no amor que temos por nós mesmos, mas na aceitação também. Você se aceita como você é? Você se perdoa? Você fica apenas em relações boas pra você? Você se cobra além da conta? Você não tem paciência com você? O que estaria ok para o outro, para você não estaria ok? Cuidado com essas respostas, caso se encaixe mais ou menos no que escrevi aqui, repense mesmo sobre sua auto-estima. E a mais importante delas. Mas do que aceitar nossa casca, devemos aceitar de fato quem a gente é.

Seja gentil com você. É um tanto pesado descobrir que a gente diz coisas horríveis pra gente que em hipótese alguma diríamos para qualquer outra pessoa. Então se ninguém merece ser colocado pra baixo, você também deve estar incluso nessa lista. Mas a gente só resolve algo, quando a gente sabe que tem. Caso sua auto-estima esteja baixa, é possível a tornar maior. Tá? Analise seus pensamentos, analise em que situações você se coloca. E tem uma frase de um moço que gosto muito: "você está, onde você se coloca". Pode não ser um lugar tão bom agora, mas sempre dá pra melhorar. E vai melhorar.

Ana Débora, com carinho e gratidão

Você é o seu projeto de vida

aquela descoberta óbvia, que muda tudo ✨ 

Quando a gente fala da nossa essência, consciência ou coisa do tipo, é sempre tão abstrato, né? Quando alguém pergunta sobre nós, geralmente é sobre nosso estado civil, idade, nome, escolaridade, profissão... e ai chega alguém pra você e diz que você não é nada disso. Muito provavelmente, em algum momento, você já bugou com essa ideia. Eu sempre tive essa ideia em minha mente, que eu não era nada disso. Mas eu não conseguia colocar de forma prática o que essa essência, de fato, seria. 

Minha mãe chegou até a mim um dia desses e comentou que eu era uma pessoa sempre cheia de energia e que andava realmente meio zumbificada. Depois eu me toquei que sim, verdade. Eu andava com duas pessoas que me puxavam pra baixo, sugavam minha vitalidade (e olha que eu tenho energia pra dar em doido) e ao invés de achar uma solução, empaquei naquilo. E fui empacando em todas as outras áreas da minha vida. Fui me apagando, me apagando, me apagando. Eu fui sumindo mesmo. Fui transformando duas gotas em uma tempestade. Se algo não se encaixa, mude de lugar ou tudo começa a desmoronar junto. Não tem jeito. 

Dai eu estava prestes a dormir e cedo até, se comparado que ultimamente tenho dormido quando amanhece. Eu ia dormir ainda na madrugada. Mas levantei, inquieta. Sempre ficava adiando o que não deveria ter adiado tanto, com receio de retomar o que é meu de direito. Como que pode? Dai levantei, três e três da manhã (voltei até a ver as horas sincronizadas, estava a semanas sem as ver) e comecei o projeto. Já comentei disso aqui no blog, que essa fase, é a minha nova fase de "criação" da Ana Débora como jovem adulta. E eu percebi que o que estava dando de errado antes, era que eu sempre colocava o foco do meu projeto de vida em qualquer outra coisa, menos em mim mesma. É sério. Você decidir viver para virar juíza não é algo para você. Pois se der errado você vai sentir que é o fim do mundo, mas não é. O seu mundo só acaba quando você se acaba. Você não é só sua profissão. E a sua meta de vida, o seu projeto de vida, é uma coisa só e pra vida toda: você mesmo. Não importa a sua idade, seu estado civil, sua profissão. Isso são apenas variáveis. Você é a única coisa, que nunca irá mudar. Que coisa óbviaaaaaaa! 

Eu sinceramente estava apenas me lamentando demais "ah, que fizeram isso comigo e ainda saí de ruim" ou "ah, isso é tão injusto e isso sempre acontece comigo" ou "ah, vou ficar aqui me apagando e culpando as pessoas por isso". Cara... Claro que não iria melhorar. Eu até comecei a pensar numa pessoa da minha família, que passou por umas barras, mas depois a vida ficou maravilhosa e essa pessoa tinha tudo pra ter uma vida plena em todos os sentidos, mas não tinha. Dai comecei a pensar: por qual motivo ela não consegue ter essa vida plena? Dai a resposta (quanto mais óbvio mais demora pra perceber) veio: ela não parava de se lamentar do passado. BANG. Eu já tinha isso em minha mente, mas não tinha assimilado. 

Querido Universo, como eu sou lerda pra absorver as coisas. Minha nossa. Pra você ter uma ideia, um dia eu fiquei desesperada com um sonho e resolvi tirar as cartas antes dos três meses acabarem (tiro trimestralmente) e a única carta ruim foi em amizade e falava de traição. Sério, foi uma jogada maravilhosa. Encuquei de leve, mas depois pensei: não, não é traição que vai acontecer. É a traição que aconteceu e eu ainda não superei... BANG. Eu não parava de me lamentar. E pra quê dar tanto poder para pessoas que eu não quero voltar? Sério, pra quê? Pra quê sentir pena de mim pelo que passei? Eu sempre fui uma pessoa tão forte, tão forte. Eu apanhava e continuava em pé. Eu me forçava a descansar, pois eu pegava pesado mesmo e não tinha problema. Mas depois eu comecei a ficar mole, pois dei o que não tinha. Fiquei onde não tinha que ter ficado. Sabe o problema? Eu tirei o foco de mim mesma. Eu deixei de ser o meu próprio projeto de vida. Era sempre outra coisa, outra pessoa. Óbvio que não daria certo, né? Mas coisa óbvia, a gente demora a enxergar. Essa é uma das coisas que nós seres humanos fazemos. 

Então escrevendo sobre algo que quero muito, mas acabo sempre por não conseguir por me sentir despreparada para tal, ao invés de ficar lamentando escrevi o que eu já sabia que seria solução. Se é despreparo, ué, se prepara então. hahaha Que óbvio, que óbvio!!! E depois, do nada, veio em minha mente o motivo de ter que cuidar de mim, de ter que me amar, de ter que ter cuidado como me coloco no mundo não pelos outros, mas por mim mesmo. E então entendi. Eu sou o meu projeto de vida. Não sou eu que tenho que girar ao redor de cada coisa que me impõem, mas o contrário. Eu sou o centro de minha própria vida e eu devo colocar cada coisa no lugar que é mais adequado para mim. Teve uma frase que ouvi recentemente e a moça dizia "gente infeliz é gente que vive o que o outro quer". E quem paga a conta depois? Você mesmo. E ainda tem que lidar com os sentimentos negativos que vem junto da decepção e infelicidade de viver uma vida que disseram que você tinha que viver. Ser o seu próprio foco, ser o seu projeto de vida, não é ser egoísta. É ser o que você veio ser aqui. É se respeitar. É presentear não somente a você, mas a todo o Universo. 


Ana Débora, com carinho e (muita) gratidão

Bilhetes de Ansiedade


Já escrevi os bilhetes tem um certo tempo, escrevi em meu celular por motivos de: não estar em casa. Foi quando tudo chegou num ápice de estresse pra mim, mas creio que pra muita gente é de forma similar até sem ter tanto motivo para ficar assim. Pois nem sempre a ansiedade patológica precisa de um motivo para surgir. Uns lidam melhor que os outros e outros nem conseguem lidar, acontece. 

E pra quem não consegue imaginar o que é, talvez esses bilhetes te ajudem nisso. E perceber também que a ansiedade normal não é como a ansiedade em estágio de doença. Não tem coisa mais chata do que alguém comparar a ansiedade normal dela, que nunca a prejudicou em nada, com a sua que já ferrou com você em várias coisas da sua vida. 

E pessoas ansiosas não são loucas, elas só "interpretam" a situação de forma mais perigosa do que ela é e mesmo sabendo que não é bem aquilo (tem vezes que a gente sabe que não faz sentido também), não consegue acreditar de fato que é algo menos assustador.

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O coração dói contra o peito. A agonia que é emocional chega ao físico. Essa dor no peito não é um ataque cardíaco, mas de ansiedade. Ansiedade findada nela mesma. Nasce do desconhecido e impregna a realidade-ilusão em que vivemos. 

A dualidade que sempre viveu em mim nunca esteve tão forte e aflorada. Qual caminho eu devo escolher? Nunca estive tão atormentada. A pele pinica em reclamação ao ciclo de ansiedade que não sai do seu ápice. Os olhos que pedem descanso e o motorista que não tem pressa. E para piorar, tropeço num engarrafamento. 

A ansiedade acumula em mim assim como os carros empilham-se um atrás do outro. Mas no meu caso não vem ninguém vindo para organizar a minha bagunça que acumulou. Eu sou meu próprio desafio, meu único prêmio e minha única juíza. Eu dou e pago a sentença a cada instante.

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Expressão nova para ter ansiedade no pior estágio: é como ter uma arma apontada contra a sua cabeça. É como um perigo real e que irá custar a sua vida. A sua mente dita e você acredita. 

Eu pensei que tinha conseguido, mas não fui eu. Não ainda. Escrevo por acreditar que de alguma forma me ajudará, como me ajudou com a depressão. A ansiedade para mim é pior que ela. Nunca achei que afundaria pela depressão. 

Mas é como disse: sinto a ansiedade como uma arma prestes a disparar contra a minha cabeça. É a ameaça de morte que sufoca. Sinto como se ela pudesse me afogar enquanto menos espero. Nunca sei quando vai vir. Diferente da tristeza, que vem aos poucos. 

Melhor aceitar minha condição com amor. Acolher e deixar a luz transmutar em algo bom. Mesmo que decidir isso agora seja emocionalmente impossível. Hoje, a ansiedade mais uma vez me amassou, me triturou e jogou todo o meu esforço no lixo. Fez o sangue descer. Fez o sangue descer de uma mulher Lua de Sangue.

Ana Débora, com carinho e gratidão

O que espera dos outros, dê a si primeiro


Tem coisas que eu escrevo por já ter superado, outras, escrevo pra mim mesma entender. Mas nem sempre eu anuncio quando se trata de uma situação ou outra.

Já se sabe que a Terra já esteve pior. Mas estamos longe do melhor, principalmente se você é um idealista ou sonhador ou os dois. E tá todo mundo perdido, meio mal e como dizem também, ninguém realmente sabe o que está fazendo. A gente vai vivendo um dia atrás do outro na correria, no desespero e sentindo geralmente uma solidão maior do que deveríamos carregar. Nós nos escondemos com medo de dores, mas assim também nos "protegemos" até da felicidade. 

Expectativas é algo que todos nós criamos e geralmente elas são feitas para não serem cumpridas. Primeiro que é um contrato unilateral, o que em prática, é meio impossível. Já que a outra pessoa nem sabe o que você espera dela. E nossa, nós somos tão diferentes, né? E assim nós acabamos esperando que no meio da loucura toda, alguém entenda as nossas dores e os nossos silêncios. E então, vem a decepção. A gente esquece que o outro pode ser e geralmente é, bem diferente da gente. A gente esquece que o mundo é uma loucura pra todo mundo. A gente esquece que provavelmente aquela pessoa tem expectativas também, talvez das mais altas até a mais baixa possível. 

Em um mundo tão louco e onde ninguém se comunica direito. Em um mundo tão cheio de correrias e estresse, é importante que aquilo que a gente acaba esperando dos outros a gente se doe primeiro. Seja atenção, amor, apoio, carinho. Seja o que for. Seja isso pra você primeiro. Ninguém pode nos suprir. A gente nem sabe se aquela pessoa é inteira, afinal de contas. A gente nem sabe que lutas cada um trava a cada dia ou todo dia seja ele santo ou não. Nossa vida seria mais simples se ao contrário da gente buscar lá fora, a gente buscasse ou criasse isso dentro da gente primeiro. 

A gente pede amor, sem nem saber se aquela pessoa se ama. A gente pede atenção, sem nem saber se aquela pessoa tira uma parte minúscula do dia para ficar com ela mesma. A gente pede carinho, sem nem saber se aquela pessoa sabe o que é ser gentil. A gente pede apoio, sem nem saber se aquela pessoa acredita que qualquer coisa seja possível. E a gente pede, pois falta em nós mesmos. A gente só sai pra procurar fora, pra pedir, pra mendigar, quando a gente não tem. 

É óbvio que não digo aqui para não ter amor, atenção, apoio e carinho de outras pessoas. Pois é óbvio que isso é importante! Mas nunca deve ser a principal fonte. Nunca deve ser o nosso sustento. Ou em algum momento irá faltar ou irá acabando nos ferindo de alguma forma. É importante a gente não doar também, mais do que temos ou doarmos a ponto de ficar faltando pra nós mesmos. A gente não sabe se alguém virar suprimir isso ou não. Antes de doar para o outro, devemos ter para nós mesmos. A gente só ajuda o outro, estando de pé. E ajudar o outro, não significa que você terá que ficar em pedaços. 

Em um mundo tão insano como esse, onde o tempo e nem as pessoas param. Onde tudo é tão descartável, a gente não pode esperar tanto assim dos outros. A gente tem que se fazer inteiro e tentar continuar inteiro o máximo de tempo que conseguirmos, o que sequer é fácil. E esperar que ao menos chegue em nosso caminho, quem seja como a gente é. Pra facilitar as coisas que já andam difíceis.

Ana Débora, com carinho e gratidão
tem dias que bate a bad

A ferida na alma? Sarou.


Hoje é o aniversário da minha mãe, mas sinto que quem ganhou o presente fui eu. 

Eu estava me arrumando enquanto refletia sobre várias coisas. Ontem foi o dia de montar a minha grade e para ser sincera, meu curso está atrasado em um semestre. E minha Universidade não é Federal o que torna tudo ainda mais complicado. Eu ainda estava super receosa se me matricularia novamente ou não. Mas me matriculei mais uma vez. Minha indecisão não estava relacionada a querer ou não o curso, mas sim de se eu seria capaz ou não de suportar. E como escorpiana que sou, sempre viro e reviro situações que passei. Principalmente com desafetos. E acabei me perguntando mais uma vez se o jeito de fulana e ciclana e beltrana e o que teria motivado aquilo. Disse a mim mesma que pediria para minha mãe pedir para que Deus revelasse para ela, já que ela sempre tem tantas revelações. Até que eu senti algo. 

O que eu senti?

De que não importa o que motivou cada uma daquela pessoa a fazer isso ou aquilo ou deixar de fazer algo. Não vem ao caso. Não importa. Tem vezes que a pessoa não sabe nem o que a motivou a fazer aquilo. Tem gente que age tão no extinto que nem lembra depois o que fez ou o que faz. E a gente do outro lado fica muitas vezes tentando achar respostas que podem até sequer nem existir! A gente que já foi machucado uma vez, tem é que deixar ir logo. E não ficar remoendo ainda mais a ferida. Ou se tornam feridas na alma. Eu alimentei feridas mais de uma vez, no decorrer da vida. Justamente por sempre tentar entender. Antes eu me culpava por me fazerem coisas ruins e depois eu comecei a desesperadamente tentar compreender o que sequer era da minha conta. O que o outro te faz, seja bom ou ruim, não é da sua conta. É justamente aquela ideia de que o que o outro pensa de você, é problema dele e não seu. E também aquela ideia de que sabe, seja uma boa pessoa mas não perca seu tempo tentando provar isso. Todas possuem a mesma dinâmica de pensamento. Alguém te feriu? Siga da melhor maneira possível e vida que segue.

E assim, quando você deixa para o outro o que é do outro e fica com apenas o que é seu, apenas com aquilo que lhe cabe, as feridas começam a sarar. Não pense demais em quem não te quer bem, em quem te fez algo ruim. Deixe pra lá. Pois pensando nisso você apenas estará alimentando essa ideia ou sentimento mais do que deveria. Vai te causar mais danos do que deveria causar. Tem um senhor que ando acompanhando no YouTube e falarei sobre ele aqui em apenas um post e ele diz sempre: foca no afeto. Então é isso. Foque no que te faz bem! Tá? Que ai, as feridas saram. Não é apenas o tempo que cura, mas sim o que fazemos com ele.

Enquanto isso, sigo trabalhando para ser alguém assim:


Já decidi que não quero ser perfeita, mas quero ser alguém que cada vez mais seja agradável de ser. Antes de tudo, pra mim mesma. E os outros? Ah, isso é com eles.

Ana Débora, com carinho e gratidão

Sobre aprender a ser amada, pessoas e pontes


Eu já escrevi aqui no blog que, durante um tempo, eu me afastei totalmente das pessoas. O histórico que eu tinha com elas, realmente não era muito bom, somado a depressão que eu tinha e a visão negativa das pessoas. Eu sempre fui muito na minha, uma época eu mal saia de casa e quando resolvia sair, sempre tava metida em alguma fofoca ou confusão que fulana ou ciclana inventavam e me colocavam no meio. Essas coisas me deixavam tão tristes, que fui me afastando de todos. Como já comentei, até quem era ovelha eu tratava como um verdadeiro lobo. Assim, eu fui desaprendendo a criar pontes e a criar mais e mais barreiras e fui perdendo o costume de ser amada. Pois coloquei na minha cabeça que ninguém prestava e iam sempre me magoar. 

Ainda bem que a gente muda. 

Depois de eu ter passado por pessoas que realmente me fizeram coisas não tão boas mas também ter pessoas que me ajudaram muito, teve uma frase que eu li e mudou a minha vida e ela sempre voltava pra martelar em minha mente (já tem bem mais de um ano que eu a li, viu?). Era a legenda de uma foto e o cara dizia basicamente que "me desculpe se você acha que só tem gente ruim no mundo, eu só conheço pessoas maravilhosas" e eu tomei aquele choque básico de realidade.

Já faz um tempo que minha visão sobre as pessoas vem mudando e creio que dessa vez, é definitivo. A gente tem que ver o outro como ele realmente é. Todo mundo tem qualidades e defeitos. Todo mundo tem luz e sombra. E cabe a nós decidirmos quem convém ou não, a gente caminhar junto. Convém a cada um de nós, decidir se iremos construir uma ponte juntos ou não. Não é todo mundo bom. Não é todo mundo ruim. Chega dessa dualidade toda. Nós somos todos seres humanos imperfeitos e tentando sobreviver a nossa própria maneira. Algumas formas não tão saudáveis, mas dentro do que conseguimos, vamos todos tentando. 


Eu já me guardei demais. Me escondi demais. E o final, pra quê? Eu fingir que não tenho um coração sentimental só me faz chorar minhas feridas e mágoas sozinha depois. O coração se fere do mesmo jeito. E é até pior, pois ai a possibilidade de cair na visão negativa sobre as pessoas é ainda maior.

Sabe o quê? A gente tem que parar de nos vermos como inimigos, brigando o tempo todo, sempre querendo ter razão. E gente, sério, pra quê? O que é que a gente realmente ganha no final do dia em coisas boas? O quê? E tendo essa visão negativa, só afasta as pessoas de corações que sabem amar. Se encontrar uma pessoa que não sabe, basta se afastar. Melhor ter que se afastar do que não te faz bem do que afastar até o que te faz bem, né? Pois ninguém vive só.

E aceite sim, que tem pessoas boas por aí. Pois elas amam mesmo e você merece é esse amor. Se você achar que é todo mundo meio pombo, você só vai aceitar uns amores meio bosta e você não merece isso. Tem pessoas boas, com sentimentos maravilhosos para serem compartilhados! Não se coloque em um casulo e se feche nele. Eu nunca mais comentei sobre o projeto do Casulo às Asas, mas ele nunca parou. Mesmo que eu tivesse dado uns passos para trás. Ele não pode parar, assim como eu não posso. 

Eu estou reaprendendo que é bem melhor criar pontes, pois não dá pra viver isolada. Que as pessoas são o que são. Eu só tenho que selecionar as que vibram como eu vibro. E mais do que isso, eu tô reaprendendo a ser amada. E sabe o quê? Eu não mereço apenas o meu amor, eu mereço o melhor de todos os tipos de amores do mundo inteiro! Todos nós merecemos.

Repito a frase que escrevi uma vez e acabo repetindo sempre: escute você, cuide de você, ame você. E deixe que escutem você, que cuidem de você e que amem você. E se permita também ouvir o outro, cuidar do outro, amar o outro. É disso que a gente precisa.

Ana Débora, com carinho e gratidão

Gaia, a mãe Terra


Hoje é o seu aniversário, Mãe. Mesmo tendo filhos que pensam que são os teus donos e que te maltratam. Que poluem as suas águas, que machucam o seu solo tornando-os inférteis e derramam tanto sangue e lágrimas sobre ele, você persiste. Mesmo que até respirar seja tão tóxico... Você ainda nos acolhe. 

Quantas vezes não te confessei que se eu fosse a sua consciência eu já teria acabado com tudo? Mas depois suspiro aliviada, por saber que mesmo vendo os teus filhos errando tanto, você ainda é bondosa e nos mantém aqui. Eu não nos manteria. 

Mesmo sendo o ser humano tão mesquinho ao ponto de dizer que a Gaia, é vingativa. Como ousam? Eu sempre me pergunto. Ela é vingativa? Não. Ela é paciente até demais. Nós é que a provocamos o tempo todo e mesmo assim ela nunca revida. Quando há algo "violento" na natureza, é apenas a lei de causa e efeito atuando. Ou apenas o seu funcionamento normal, o natural, é ela se ajustando. Como podemos querer que ela se ajuste a nós? Nós que devemos nos ajustar a ela. Gaia é o nosso sustento. Gaia é tudo o que realmente temos para existir aqui, tudo provém de Gaia.

Como podemos culpar a mãe Terra? Eu me pergunto. Não é você que existe por nós, nós que existimos graças a você. Mas o ser humano além de te destruir, de te repartir... ele também te culpa pelos próprios atos. Nós não somos seus donos, Mãe. Nós que te pertencemos. Somos teus frutos. Somos teus filhos. Recebemos até mais do que merecemos, mas eu creio que um dia seremos dignos de tanto amor e de tanta beleza. 

Gratidão por nos oferecer tamanha abundância e sinto tanto que não saibamos usá-las bem. Obrigada por confiar tão mais no ser humano do que eu confio.

Ana Débora, com carinho e gratidão
não somos donos do planeta

Pra você que ainda vai prestar vestibular

ou que já prestou também, mas principalmente a quem ainda não chegou lá, tenho algo pra contar pra você

Senta aqui, vamos conversar. Preciso te contar umas coisas que percebi apenas no terceiro ano da minha graduação. Antes, nós tínhamos apenas aquela crise dos 40 anos. Hoje, já temos a dos 20. Mas que pode começar antes, bem antes. Pode começar ainda no Ensino Médio, justamente com a tal da escolha. A minha começou na universidade, mas foi antes dos 20.

Nós vivemos numa sociedade cada vez mais competitiva, que até vem começando a mudar, mas a maioria de nós ainda vive como a maioria: na loucura. É difícil sair da pressão em que vivemos constantemente. E ela não começa sequer na sociedade em si ou em nossa família. Ela começa em nós mesmos.

A crise vem da expectativa que criamos em relação a nós mesmos e o nosso futuro e com o que é esperado de nós, também. E em uma sociedade do ter, "tenha isso para ser feliz", é no mínimo sufocante. Aos 20 você já não deve apenas saber qual curso você quer mas como está cursando ele e super feliz. Provavelmente com um estágio também. Um namorado. Amigos. Saúde em ordem, mas geralmente só se leva em conta a física. As pessoas que eu vejo de bem com a vida por aí, são as que não estão tão interessadas em conquistar isso ou aquilo por determinado motivo, seja lá ele qual for.

E isso pode piorar se você for muito rígido com você. Sendo que, já é sim, bastante cruel ter que escolher tão cedo o que se quer ser. E fazem parecer como se fosse a última escolha, como se houvesse um prazo "decente" para entrar na universidade ou até mesmo preferir algo que não seja uma graduação, pois ninguém é obrigado a nada. Ou até mesmo escolher um curso, não gostar e querer mudar. Nossa, querer mudar de rumo é motivo pra dizerem que você tem problema psicológico. Como não ficar mal em uma sociedade que te impõe uma coisa dessas? Nosso bem estar não está acima do dinheiro, na maioria das vezes. Essa pode ser a nossa ruína.

Sabe o quê? A escolha do vestibular não é o que vai determinar a sua vida. Não é um caminho de uma via só. E tudo bem se você não souber o que quer ao fim do Ensino Médio. E tudo bem se o que você quiser não estiver em uma universidade. E não tem um prazo para decidir. Aproveite para experimentar coisas que apenas a vida pode te ensinar, prover. Nós não nos encontramos em instituições, nós nos encontramos no mundo e quando resolvemos silenciar todo o resto para ouvirmos a nós mesmos.


Descobrir quem você é, qual a sua verdade, o que te inspira, o que te move, é mais importante do que decidir "o rumo da sua vida" como a escolha do que quer fazer no vestibular. Nossa existência não se resume a uma escolha só. É só isso que eu queria dizer. Você não é aquele momento, aquela escolha. Sua vida não se resume a uma escolha e nenhuma escolha é via de uma mão só. E você é mais importante do que ter coisas. Você ser, é mais importante que qualquer coisa. Você é uma bênção, viva como uma.

Escute você. Cuide de você. Ame você.
Viu?

Ana Débora, com carinho e gratidão

Escrevo sobre o que eu quero ser


Da última vez que fui em minha terapeuta, ela disse que há uma grande diferença entre o discurso e o curso. O discurso, nada mais é do quê aquilo que você diz. E o curso, é como você acaba fazendo na prática. E que o legal mesmo, é que o curso seja o mais próximo possível do discurso.

Mas como você já sabe, eu ando perdida. Dai a dica dela foi que eu criasse o meu discurso e tentasse trilhar o meu curso da maneira mais próxima possível dele. Mas sem cobrança e essa coisa toda, pois não ando conseguindo lidar com minha vida pois minha mente já está sobrecarregada demais com tudo. E minha grande sensibilidade descuidada não ajuda, nem minha falta de percepção com o outro. Eu quero sempre que o outro seja como eu sou. Tenho dificuldade extrema em aceitar certas coisas, pois tenho umas verdades bem difíceis de serem reais hoje em dia. Então estamos trabalhando isso tudo. Eu fiquei bem louca sem dois meses de terapia (não foi culpa minha nem nada, viu?).

Dai, tem essa Monja maravilhosa. Desse canal com projetos maravilhosos. E acredito que esse vídeo abaixo, tem tudo haver com várias coisas que já falei aqui no blog (sobre você ser o que você quer ser; que você é o que você é e não o que te aconteceu; etc) e achei que se encaixaria no texto que estava pensando em produzir. Esse texto é um três em um. hahaha



Pois eu creio nisso. Nós somos o que acreditamos sermos capazes de ser. O quanto nos achamos capazes de modificar. Seja 5% ou 100%, não importa a porcentagem. Mas há algo que cabe a você. A sua escolha. Não é esse mesmo o livre arbítrio? Por isso que nunca gostei de agradecer ao Bem e culpar ao Ruim (entenda a comparação por favor, obrigada). Qual o sentido? Enfim... Respeito quem crê nisso, mas só não faz sentido com a própria "lei" do livre arbítrio. 

As pessoas se modificam, se moldam. Não é apenas a sociedade que te molda. Você também molda a sociedade e você também se molda. Nós não somos apenas influenciados, também influenciamos. E nos transformamos e reinventamos. Na medida do possível, mas do impossível também. Quantas pessoas não deixam os outros ao redor abismados com o que conquistaram? Quantas pessoas não vencem obstáculos de deixar qualquer um de queixo caído? Não acredito nesse mundo de "quem quer conquista", o mundo deve cada vez mais oferecer oportunidades iguais para todos ou até mesmo equitativas, se for necessário. Mas do que adianta ter tudo livre e não se esforçar nem um pouco? Vale mais alguém sem dom e esforçado do que alguém com dom e que não o aperfeiçoa. É como ter oportunidades e não lutar e não ter oportunidades ou não tantas e correr atrás. 

Todo mundo passa por momentos difíceis. Todo mundo sente tudo: alegria, raiva, tristeza, decepção, mágoa, gratidão... E por aí vai. E não anda fácil pra ninguém, sabe? 



E é isso. É o século do câncer e das doenças emocionais e psicológicas. Eu tenho um histórico cabuloso e a maioria das pessoas também. É difícil escolher, é difícil se manter, é difícil mudar. É tudo tão cobrado hoje em dia. E ainda essa coisa que acaba somente transparecendo o estar bem, coisa que, até que eu não faço. Se eu não tô bem, eu extravaso em algum local. E sempre aviso "hoje eu não tô boa". Não dá pra passar só essa imagem de "eu tô bem e o mundo e rosa". Eu não consigo. E você também não é obrigado a estar sempre bem. Eu falo dos meus problemas e quero que você me fale dos seus também. Eu odeio como hoje você tem que parecer sempre bem e... rosa. É forçado. E eu detesto coisas forçadas.

Eu sei que escrevo coisas bonitas, como querer amar mais (amor universal), sobre querer ser mais e mais grata, mas foi assim que comecei a melhorar... Sabe? Até postei sobre isso no blog. Que deixei de ter depressão quando não apenas comecei a bloquear pensamentos ruins, como também, construir bons pensamentos. Cada caso é um caso, mas pra mim, funcionou!

Em janeiro (desse ano) eu entrei num redemoinho de sentimentos ruins e fiquei algo que nunca mais tinha ficado: negativa. Cheia de pensamento bosta na cabeça e ter ficado dois meses sem terapia nesse meio tempo não ajudou. É uma vez ao mês mas já me ajuda demais. Eu tenho tanta vontade de melhorar que só preciso de um sopro para conseguir. hahaha E eu sei que tem gente que não acredita, mas os florais me ajudam demais. É impressionante.


Eu fugi um cadinho do foco do texto. Mas o que eu quero dizer, é que não está fácil pra ninguém. Sabe? Não está. Justamente pelo que a foto acima tem escrito nela. Até decidirmos nos colocar acima do ferro, para vivermos de fato como somos feito e não querer viver como querem que a gente viva a vida, como ferro, não vai dar bom pra ninguém. Só vai piorar. Vamos ficar mais ansiosos, deprimidos e infelizes. Mas nós podemos escolher, sim. Ainda nos cabe a escolha. Essa vida é meio que nos imposta, com imensa pressão, mas podemos dizer não. Podemos viver como bem quisermos.

É tanto ruído no mundo, tanta pressão, tantas vozes... que fica difícil interiorizar e ouvir a própria voz. Mas temos que dar um jeito de ouvir o que ela diz. Pois ela ecoa, vibra, dentro de nós. Pode ser um pensamento, um sentimento, uma sensação. Eu escrevi um texto tem um tempo (sim, publiquei aqui também) e escrevi "Escute você. Cuide de você. Ame você.". Se respeite e se coloque acima das coisas que você acha que importa, como um relacionamento que não te faz bem ou o trabalho/escola/faculdade que não condiz com o que você é ou deseja. Quando morrer, você vai levar o quê?

Eu ando perdida. Por isso, ando escrevendo sobre o que eu quero ser.  Estou criando o meu discurso e que eu tenha calma na alma o suficiente para percorrer o meu curso de forma mais similar possível ao meu discurso. Que todos nós, sejamos capazes. Eu realmente acredito na luz de cada um, no amor. Mas cada um da sua maneira. Que possamos florescer. Não são tempos difíceis para os sonhadores, nunca é ruim pra sonhar. E lutar. Vamos continuar tentando.

Obs.: Lembrando que, em casos de doenças como ansiedade, depressão, bipolaridade, algumas precisam sempre de medicamento (então tem que ir ao médico sim, viu?) e você pode até superar depressão ou ansiedade sozinho, mas não se sinta obrigado a isso e sempre é melhor com ajuda, ok? O melhor é sempre procurar ajuda. Eu não fiz isso durante a maior parte da minha vida e foi vacilo. E eu sempre friso isso. Sempre. É doença e tem na maioria das vezes só melhora com ajuda. Pois é doença. Agora, mesmo que algumas patologias dificultem isso, é importante não deixar a esperança morrer, tá? Não desista! Não acredite nem aceite que essas doenças são maiores que você. Mas tenha paciência no processo de melhoria também, viu? Demora, mas passa.

Ana Débora, com carinho e gratidão
o texto ficou meio maluco, mas foi de coração

Tudo bem ter uma ferida emocional, né?


Eu tenho levado essa coisa de só ter coisas boas em mim de forma louca demais, percebi isso recentemente. Eu já havia aceitado alguns defeitos meus, perdoei quem tinha que perdoar, mas uma dor... ela continuava lá. Perdoei? Perdoei mesmo? O que é perdoar? Isso inclui esquecer a dor? Raiva eu admito não sentir, apesar de ser algo que provavelmente nunca irei entender. Eu já entendi: corações diferentes demais. Escolhas diferentes demais. 

Mas eu nunca deixarei de me indignar com isso. Não consigo ter empatia por algo que julgo errado, quem tem? Eu ainda não cheguei ai. Não consigo perder o sentimento de que fui traída, enganada. Ah, meus caros... Quando alguém "só tem flores para te dar" e soa falso, e você sabe que tem algo errado, não tenha dúvidas: é roubada. Seja com gente da família ou não. É sério. Cuidado com pessoas que fazem jogos emocionais, que sempre querem que você concorde com tudo, que tem mania de controle, não são pessoas saudáveis. Ainda não é tão ruim se ela for demonstrar que assim o é, mas se ela finge ser alguém bem diferente disso da melhor maneira que consegue... Nossa. O estrago é bem maios. E a chances de você se ferir, como eu me feri, é grande. Minha ferida emocional não dói mais, mas ainda não está completamente curado. Eu não consigo esquecer, não consigo deixar ir. Ainda me perturba.

Então em uma das minhas epifanias nessas madrugadas de insônia, eu percebi que, está tudo bem eu não ter conseguido sarar essa ferida completamente. Está tudo bem. Eu ficava me cobrando demais para deixar pra trás e como deixamos algo pra trás se nos fazemos recordar de tal fato quase sempre? Aí não vai acabar nunca mesmo! Algumas vezes o melhor que temos que fazer é apenas viver. Com feridas mesmo. Seu coração pode não estar completamente bem, mas em breve, ele estará. Basta cuidar para que a ferida não cresça. Basta deixar que ela não atrapalhe situações futuras.

Enfim, o que aprendi hoje e quis compartilhar com você, foi isso: se algo te feriu e você fica se cobrando pra isso passar, não fique. É pior. Você acaba não se acolhendo como deveria. Deixe ficar como está que com o tempo isso se resolve. Um coração bem cuidado é um coração que pode ter uma pausa para respirar, mesmo até quando se trata de cuidar dele! 

Beijo de luz. 

Ana Débora, com carinho e gratidão

Sobre não acompanhar mais as notícias do mundo


Uma das melhores coisas que fiz em minha vida foi começar a deixar de ver televisão. Saber de tudo o que acontece no mundo, antes de tudo, é impossível. E saber quantos andaram morrendo, sofrendo e coisas do gênero apenas por saber, não muda a realidade dessas pessoas. E assistir tais coisas, só me deixava bem triste.

Eu assistia a televisão e ela me fazia sentir o mundo como um inferno. Eu acreditava que não existia lugar pior do que estar aqui, como se só houvessem coisas ruins, pois é isso que a tevê nos diz. Nossos pais dizem que os jornais dizem a verdade, mas saberiam eles que tal afirmação é uma mentira? 

Uma das melhores coisas que fiz foi deixar de assistir televisão. Os jornais, principalmente. Esses programas que expõem a violência e a vendem como se fosse pão, nunca foi algo que engoli. Eis outra coisa que não resolve nada e só espalha medo. Eu queria que a televisão nos ensinasse coisas bonitas, mas ela nos expõe apenas ao medo. Nem novela eu assisto mais. Motivo? A personagem principal sofre a novela inteira pra ser feliz apenas no último capítulo. Então sabe, que vá a merda. Eu não assisto mais sofrimento alheio que não posso mudar, não muda a vida da pessoa (seja real ou não) e nem a minha (a não ser pra pior). Escrevi um breve texto sobre ser, inclusive, do #teammocinhos.

Acompanhar as notícias do mundo ou não, não fez nenhuma diferença em minha vida. A não ser eu ter ficado mais leve. Não acredite nas mentiras que a televisão esfregam na cara de todos como se fosse a única verdade. Não aceite. Acredite no bem, faça o bem, sem olhar a quem. Ame mesmo. A violência é o que mais gera audiência, então parem de consumir quem gosta de ganhar acima da dor dos outros. E não alimente o seu medo, pois é isso que eles fazem.É isso que eles querem.

Se há uma corrente no mundo que acredita em pessoas cada vez mais frias e individualistas, há as que acreditam em pessoas cada vez mais abertas e acolhedoras. Eu acredito na segunda opção. Pois todos querem um mundo melhor, não é? Então eu conto com todos trabalhando juntos e individualmente por isso. Ah! Mas ao sair da televisão, selecionei com cuidado o que veio a "substituir". Eu não vejo assiduamente televisão fazem anos, mais de cinco. E não me faz a mínima falta. Pelo contrário.

Pois It's all lies, darling.

Ana Lua, com carinho
meu tumblr de fotografias: Ruído Artístico

Você é o que você quer ser

pare de culpar a vida ou o destino e comece a fazer alguma coisa
eu tô in love por esse gif :3 

Se teve algo que não me fez desistir nos primeiros momentos difíceis da minha vida, é que eu sabia que eu seria o que eu quisesse ser. Se eu me sentia fraca, eu me convencia que iria ser mais forte. Se eu achava que não estava bom de tal jeito, eu sempre dizia que eu iria fazer melhorar. Eu não tinha uma postura de vítima do destino, pelo contrário. Eu trabalhava ativamente nele. 

Algumas vezes a vida pesa mesmo nos ombros, eu sei disso. E sei bem, pois já passei por isso mais de uma vez. Mas seguir em frente ou desistir? Não é destino, é decisão que cabe somente ao sujeito que passa pela situação. Cabe ao sujeito decidir se ele é vítima ou se ele é protagonista. Ficar se queixando de uma realidade que já não é positiva não vai ajudar em nada, pelo contrário. A situação não vai melhorar e você ainda vai estar dizendo com essa postura que:"estou pronta pra mergulhar em você, realidade de merda". É assim que é. E quando as pessoas alertam sobre o comportamento destrutivo, ainda faz pirraça. Mas o ser humano é o bicho mais burro que estufa o peito todo metido a inteligente... 

Pode parecer auto-ajuda e talvez seja. Mas tem a possibilidade que essas palavras ajude alguém. Lembrando que isso não substitui ajuda médica, caso precise. O que eu quero dizer, sabe aquela frase famosa... Algo como "você não é o que te acontece, mas sim o que você faz com o que te aconteceu", algo assim. E é bem isso mesmo. Pois você é o que você quer ser. Você é dono de si mesmo. Pare de achar motivos para explicar uma realidade que não te faz bem e comece a trabalhar para mudar isso. E aqui, eu não falo no sentido profissional/material, ok? Falo no sentido emocional/espiritual da coisa. 

Algumas coisas marcam. E quando se é ser humano, muitas vezes, só lembramos das coisas ruins. Mas somos nós que medimos a importância de cada coisa em nossa vida... Nós estamos no controle de tudo, de certo modo. Óbvio que você não controla o mundo, mas você controla aquilo que acontece com você. Mais uma frase clichê e verdadeira "a dor não é uma escolha, mas o sofrimento é opcional". E quem já passou por momentos dolorosos, sabe disso. Bem, eu espero que sim. Pois há uma diferença enorme entre os dois.

Seja lá o que você estiver passando, algumas vezes dói, algumas vezes tem que deixar doer. Mas também temos que saber quando deve parar de doer. Algumas coisas pode parecer pouco, mas decidir levantar da cama quando não queria levantar, decidir ir pra escola/faculdade/trabalho quando estava triste demais pra isso, já são escolhas positivas. Já é ser protagonista. Já é ser forte.

O que eu quero te dizer hoje, é que caso não esteja tão bom hoje, faça melhorar amanhã. Não comece o dia pensando que você vai fazer tudo errado, comece pensando que você vai fazer o seu melhor. E tente mesmo, o seu melhor. Todos nós temos um potencial gigantesco e nosso vitimismo nos faz cegos da nossa própria grandiosidade. Pois somos criados para entender o mundo dessa forma e isso inclui nós mesmo. Mas, repito: você é o que você quer ser. Não vem de graça, claro. Mas o que há de melhor do que ser quem você quer ser? Reclame menos e faça mais! Para reforçar, né... não vai esquecer, hein? Você. É. O. Que. Você. Quer. Ser.

Ana Lua, com carinho e transbordando inspiração
meu cantinho fotográfico querido: Ruído Artístico

A problemática em amar os vilões #teammocinhos

a última vilã que abalou o BR, até eu que não acompanhava me lembro da dita cuja

Não vou começar bancando a hipócrita e também nem adianta dizer "tente amar", pois meu caro, eu já amei vilões. Não mais. Não depois de um daqueles "clicks" estranho que nos dão do nada.

Sempre vimos novelas e sabemos que o "extremo" é retratado. Mocinho x Vilão. Eu sempre detestei mocinhos. Os tachei como chatos em mais da metade do tempo em que vivi. Mas sabe? Percebi que os mocinhos são aqueles que vivem a vida deles, não falam mal dos outros, afinal, viver a nossa própria vida já é um desafio. São aqueles que não invejam a vida alheia. São os que batalham e como o fazem para vencer. São aquelas pessoas que de tão boas, nos dão diabetes.

Enquanto os vilões. Os que agitam as coisas. Tem "personalidade". Na trama eles tem o papel de tornar tudo interessante. Então me peguei pensando no motivo. Amamos ver alguém atrapalhar a vida do outro. Por qual motivo? Gostamos de ver o outro sofrer. Possa ser até que tenhamos vontade de que ele vença, mas tem que sofrer. Amamos sentir pena do outro ou talvez só sejamos mais sádicos do que pensamos mesmo. Amamos a maldade. Amamos ser frios. Amamos dizer que somos ainda melhores quando maus. Por quê?

Sinceramente ainda não desenvolvi muito a ideia. Nunca curti muito a ideia de tachar as pessoas dessa forma. Mas do mesmo modo que existem pessoas onde todos dizem "ela é tão boa", ah, meus caros, existem pessoas onde todos dizem "ela é tão má". E Carminhas existem. Mas sabe? Em seguida eu pensei no quanto todos se divertiram quando a vilã começou a pagar pelo que tinha feito. Claro, ainda há muito sofrimento para ser observado (mesmo que ela seja má, não deixa de ser algo sádico).

dessa cena também, só falavam nisso

Ser uma pessoa má, já é o maior castigo para uma pessoa assim. São pessoas ocas, mortas, inférteis. Não amam. Vivem por um propósito vazio. Assim como elas. Não faz sentido amar alguém assim. Hoje eu sei. Os vilões não agitam as coisas. Eles fodem com elas. Eles são egoístas, eles magoam, eles não tornam nada interessante. Ao invés de batalhar por eles, sabe o que fazem? Prejudicam o outro. Tem gente que é tão infeliz, que só se sente um pouco em paz quando tira o outro de sua paz, sabe?

O mundo, infelizmente, cada vez mais, está repleto de pessoas assim. Prestes a se tornarem vilãs. Pois nós também podemos habitar em extremos. Podemos ser pessoas que são boas, do mesmo modo que podemos ser pessoas más. Mas um mundo cada vez mais preocupado com o ser do que com o ter, fica complicado procurar o caminho mais difícil. Pois como Charlie Brown me ensinou, difícil é ser bom, difícil é amar, difícil é ser forte. Ser mau? Todo mundo sabe. Quero ver é abrir o peito nesse mundo de cão e amar.

Pois então, eu não amo mais os vilões. Propagam o que não há de bom, atrapalham as nossas vidas, despejam o ódio que transborda do coração oco que possuem. Dessa vez, eu amo os mocinhos. Que podem não transbordar amor por aí o tempo todo, mas que não perturbam ninguém. Que ficam na deles, que sabem amar. A vida não tem que ser um sacrifício. Abaixo os vilões e viva os mocinhos! hahaha

Ana Lua

Carinho entre amigos


Há grandes tabus quando se trata de sexo, seja direta ou indiretamente. E a demonstração de afeto entre pessoas do mesmo gênero é uma delas. Os mais afetados, são os garotos. Eles sofrem mais no caso de demonstrarem afeto. Sofrem chacota massiva com isso. E nem todo mundo possui uma mente forte, mais equilibrada. Para ouvir tanto esporro negativo e se manter firme, sem se importar.

Mas atualmente, com maior igualdade entre os sexos as meninas também sofrem. A cada dia é mais raro presenciar amigas que andam de mãos dadas, pois possuem medo de serem taxadas de lésbicas. E pouco tem haver com elas serem homofóbicas. Elas sentem medo é de sofrer com a homofobia, existindo realmente algo ou não. Se a homofobia não existisse, será que nos importaríamos de sermos taxados? Por exemplo, ninguém liga se for taxado de bonito(a) ou sarado(a). O que vem acontecendo? É que, ao invés de meninos também poderem trocar afeto sem serem julgados, aconteceu o contrário. Meninas também são julgadas.

A sociedade tem problema até com demonstrações de afeto. Vou me colocar como exemplo: até alguns anos atrás, eu abraçava os meus amigos e amigas, andava de mãos dadas, beijava o rosto. Agora? Não dá mais. Parece até que estou fazendo algo errado. Até por que os olhos se voltam para você e os cochichos maldosos também. Não pelo fato de dizerem "olha, é um casal", mas sim pelo modo que querem que te atinja. Parece que distribuir afeto para aquele que amamos é algo imundo. E eu fico realmente me perguntando se isso é sério.

"Amar é uma arte e nem todo mundo é artista!". É algo em que venho trabalhando a cada dia, sabe? Eu mesma tento não me reprimir. Afinal de contas, quem é que não gosta de carinho? Vamos nos permitir, né! Por favor. Vamos deixar que nos julguem (fazendo nada ou não assim sempre será). Então vamos nos amar mais, fechado? Vamos abraçar, beijar, fazer cafuné, olhar nos olhos, rir e chorar junto, dar as mãos. Vamos conquistar ao mundo juntos! Carinho não é restrito apenas para casais! Carinho é de todos para todos. Isso irá nos ajudar a aumentar a nossa expectativa de vida. Então, vamos envelhecer juntos?
Reciclando posts. Estou sem ideias. Acho que vou fazer um lay novo e mudar um pouco o nome do blog. Até. E o blog completou cinco meses em 17/05! hehe

E se o dinheiro não existisse?


O que você gostaria de fazer se dinheiro não existisse? 
Como você realmente gostaria de viver a sua vida? 
O que você realmente deseja? 


Esse é, sem dúvidas, um vídeo muito inspirador. Desde que nascemos (a grande maioria) somos incluídos no mundo consumista. Desde pequenos sabemos, que de alguma forma, o dinheiro é uma das coisas mais importantes da vida. E o importante é: devemos fazer algo que nos dê isso no futuro. Não importa como, tenha dinheiro. Vivemos em um mundo de aparência, e é difícil não querer entrar nele, afinal de contas somos guiados para isso desde sempre.
    
Mas em algum momento da vida, algumas pessoas começam a questionar certas coisas, certos valores. Será que o dinheiro é tão importante assim? A ponto de pessoas passarem por cima uma das outras? De cometerem suicídios? De chegarem a loucura? E a resposta é não. Não estou dizendo "pare de trabalhar" ou "não se esforce". Nada disso. Só quero passar, que, você não é um alien caso não possa seguir todas as modas ou acompanhar a tecnologia. De que você não precisa fazer algo que odeia só para manter o seu status. Pois ninguém  vive só de aparência.
    
O que o vídeo quis passar, e eu concordo, é que o dinheiro não deve ser mais importante do que o nosso bem estar. Antes uma vida curta e bem aproveitada, do que uma vida longa e tediosa. Do que adianta vivermos ricos no bolso e tão pobres na alma? Ninguém vive assim. Pois a vida não começa por fora, ela começa no interior de cada um. Então se você sonha em ser algo, não desista antes de tentar. Não desista só pelo que te dizem "ah, não vai dar certo", pois disso ninguém sabe. E então, já respondeu as perguntas feitas lá em cima?

O que você gostaria de fazer se dinheiro não existisse? 
Como você realmente gostaria de viver a sua vida? 
O que você realmente deseja?

Bem curioso... Ou talvez nem seja tanto assim.